Anuncie

7.6.17

Cabines de segurança biológica

Cabines de segurança biológica

O termo cabine de segurança biológica é amplamente utilizado para descrever uma variedade de dispositivos de contenção equipados com filtros, projetados para fornecer proteção pessoal e ao ambiente pela manipulação de materiais biológicos perigosos. Os termo deve ser aplicado aos dispositivos que atendem aos requisitos das especificações de Classe I, II ou III, com base em sua construção, sistemas de exaustão, velocidade e padrões de fluxo de ar.


No início do século 20, o cientista alemão Robert Koch construiu a primeira cabine de bio contenção, após descobrir que micro-organismos poderiam se dispersar no ar. Apesar de vários vazamentos e falhas no modelo, o sistema permitiu que Koch trabalhasse com antraz, tuberculose e cólera.

Com uma estrutura simplificada das cabines, os cientistas da época continuaram a morrer por infecções adquiridas em laboratório. Em crescimento alarmante, o número de infecções disparou e as causas mais comuns eram tuberculose, febre Q e peste bubônica.

Somente em 1943, van den Ende publicou a primeira descrição formal de uma cabine de segurança biológica. O sistema era composto por um fluxo de ar interno com um forno, que também era usado para incinerar o ar de exaustão. Durante o mesmo ano, o primeiro protótipo de uma cabine de segurança biológica de Classe III foi criado por Hubert Kaempf Jr., soldado do exército norte americano. Durante os anos de guerra, o filtro HEPA (High Efficiency Particulate Air) foi desenvolvido pela equipe que mais tarde se tornaria a Comissão de Energia Atômica. O desenvolvimento do filtro HEPA teve um efeito crucial na eficácia das cabines de segurança biológica, proporcionando uma maior proteção aos usuários.

Classe I


A cabine de Classe I possui o design mais básico de todos os equipamentos de segurança biológica disponíveis atualmente. Um fluxo de ar que contém aerossóis gerados durante manipulações microbiológicas se move no interior da cabine. Em seguida, passa por um sistema de filtração que aprisiona todas as partículas e contaminantes no ar. Finalmente, o ar limpo e descontaminado é liberado. O sistema de filtração geralmente é composto por um pré-filtro e um filtro HEPA.

Embora a cabine de Classe I proteja o operador e o ambiente da exposição a riscos biológicos, não impede que as amostras manipuladas entrem em contato com contaminantes que podem estar presentes no ar do ambiente. Como existe a possibilidade de contaminação cruzada e interferência nos procedimentos, a aplicação destes dispositivos é bem limitada. Todas as cabines de segurança biológica de Classe I são adequadas para o trabalho com agentes microbiológicos atribuídos aos níveis de biossegurança 1, 2 e 3.

Classe II


Como as cabines de segurança de Classe I, as de Classe II têm um fluxo de ar interno que se desloca no equipamento, evitando que o aerossol gerado durante manipulações microbiológicas escape pela abertura frontal. No entanto, a entrada do ar flui através da grade dianteira, perto do operador.

A corrente de ar não filtrada não entra na zona de trabalho da cabine, logo o material manipulado não é contaminado pelo ar externo. Uma característica exclusiva das cabines de Classe II é o fluxo de ar filtrado unidirecionalmente, que passa pelo interior da cabine. Isso permite que o ar seja renovado continuamente e protege as amostras manipuladas da contaminação.

As diferenças entre as várias cabines de Classe II disponíveis são, principalmente, na porcentagem de ar exaurido em comparação com o ar recirculado. Além disso, os diferentes tipos têm diferentes meios de exaustão. Alguns armários podem devolver o ar diretamente ao laboratório enquanto outros podem liberar o ar através de um duto para o ambiente externo.

Apesar das diferenças, todos as cabines de Classe II protegem o operador e o ambiente da exposição a riscos biológicos, assim como as amostras durante manipulações. São adequadas para trabalhar com agentes atribuídos aos níveis de biossegurança 1, 2 e 3.

Classe II Tipo A (A1/A2)

A cabine de Classe II tipo A é mais comum entre todos os diferentes tipos disponíveis. Neste tipo, aproximadamente 30% do ar é exaurido e 70% volta a circular na área de trabalho da cabine.

O tipo A1 mantém os contaminantes pressurizado positivamente e, portanto, é menos seguro do que o tipo A2, que tem uma pressão negativa em torno do contaminante pressurizado positivamente. Em caso de vazamento, o aerossol será puxado de volta pela pressão negativa e não irá escapar. Por causa da questão de segurança, o design de tipo A1 é considerado obsoleto.

Classe II Tipo B (B1/B2)

A principal diferença é que as cabines do tipo B liberam o ar para o ambiente externo através de um duto. Sem esse sistema, o ar e os contaminantes seriam enviados para dentro da zona de trabalho através da abertura frontal, criando uma situação de risco ao operador.

No tipo B1, 70% do ar é exaurido e 30% volta a circular na área de trabalho da cabine. Na cabine de tipo B2, todo o fluxo de ar é exaurido após a filtração HEPA para o ambiente externo sem recirculação da zona de trabalho. O tipo B2 é adequado para manipulações de produtos químicos tóxicos em adição a operações microbiológicas, considerando que não ocorre uma nova circulação de ar.

Por isso, teoricamente, as cabines do tipo B2 podem ser consideradas as mais seguras entre os dispositivos de Classe II, já que a exaustão completa de ar atua como um sistema de segurança caso os sistemas de filtragem parem de funcionar corretamente. Entretanto, são difíceis de instalar, serem configuradas e mantidas.

Classe III


A cabine de segurança biológica de Classe III fornece um nível absoluto de segurança, que não pode ser oferecido pelas Classes I e II. São geralmente produzidas com metal soldado e projetadas com sistema de estanqueidade de gases. O trabalho é realizado com luvas na frente da cabine, que criam uma barreira física entre a amostra e o operador. Durante a rotina, a pressão negativa em relação ao ambiente é mantida dentro da cabine, fornecendo um mecanismo adicional de proteção contra falhas, caso a contenção física seja comprometida. Os materiais são transferidos para o interior da cabine por uma unidade de passagem instalada na parte lateral.

Em todas as cabines de Classe III, o ar filtrado HEPA fornece proteção ao produto e evita a contaminação cruzada de amostras. Alternativamente, pode-se utilizar uma filtração HEPA dupla em série. Devolvido ao ambiente do laboratório ou exaurido para o exterior, o ar é geralmente filtrado ou incinerado antes do processo.

Todas as cabines de segurança biológica de Classe III são adequadas para o trabalho com agentes microbiológicos atribuídos aos níveis de biossegurança 1, 2, 3 e 4. Elas são frequentemente empregadas em trabalhos envolvendo os perigos biológicos mais letais.

6.6.17

Concurso público para o CRBM 3ª Região

Concurso público para o CRBM 3ª Região

O Conselho Regional de Biomedicina - 3ª Região, que compreende os estados de Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Minas Gerais e Tocantins, está promovendo um concurso para a contratação de cargos de nível médio e superior.


A realização do concurso será feita pelo Instituto Quadrix, instituição de direito privado com experiência comprovada em processos de seleção de profissional por meio de concursos públicos e processos seletivos.

As inscrições devem ser realizadas pelo site http://www.quadrix.org.br/ no período de 6 de junho a 12 de julho de 2017, com o pagamento da taxa de R$ 49,00 e R$ 59,00 de acordo com o cargo escolhido.

Conforme o edital, as provas objetivas serão aplicadas no dia 06 de agosto de 2017 e a divulgação do resultado final do concurso, considerando a prova de título para os cargos de nível superior, está programada para o dia 01 de novembro de 2017.

NÍVEL MÉDIO

Auxiliar administrativo - vagas e cadastro reserva para Brasília/DF, Goiânia/GO, Belo Horizonte/MG, Divinópolis/MG, Montes Claros/MG, Uberaba/MG e Cuiabá/MT.
Salário: R$ 1.566,67 mais benefícios.

NÍVEL SUPERIOR

Fiscal biomédico - vagas e cadastro reserva para Brasília/DF, Goiânia/GO, Belo Horizonte/MG, Cuiabá/MT e Palmas/TO.
Salário: R$ 3.256,87 mais benefícios.

Jornalista - vagas para Goiânia/GO.
Salário: R$ 2.167,05 mais benefícios.

4.6.17

Concurso público para o CRBM 2ª Região

Concurso público para o CRBM 2ª Região

O Conselho Regional de Biomedicina - 2ª Região, que compreende os estados de Pernambuco, Bahia, Sergipe, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Maranhão, em conjunto com a empresa EPL Concursos, está promovendo um concurso público para a contratação de cargos de nível médio e superior.


As inscrições devem ser realizadas pelo site www.eplconcursos.com.br no período de 5 de junho a 5 de julho de 2017, com o pagamento da taxa de R$ 19,00 para todos os cargos.

Considerando o cronograma do edital, as provas objetivas serão aplicadas no dia 27 de agosto de 2017 e a divulgação do resultado final do concurso, considerando prova de títulos e recursos, está programada para o dia 26 de setembro de 2017.

NÍVEL MÉDIO

Agente administrativo - vagas e cadastro reserva para Recife/PE, Fortaleza/CE e Salvador/BA.
Salário: R$ 2.000,00.

NÍVEL SUPERIOR

Fiscal biomédico - vagas e cadastro reserva para Recife/PE, Fortaleza/CE e Salvador/BA.
Salário: R$ 4.300,00.

2.6.17

Concurso público para Hospital Risoleta Tolentino Neves em Minas Gerais

Concurso público para Hospital Risoleta Tolentino Neves em Minas Gerais

O Hospital Risoleta Tolentino Neves (HRTN), localizado em Belo Horizonte-MG, está promovendo um concurso para a contratação de cargos de nível médio e superior, com vagas na área da saúde. As inscrições devem ser realizadas até o dia 14 de junho de 2017 pelo site www.gestaodeconcursos.com.br, no link correspondente às inscrições do concurso do HRTN - Edital 01/2017. Os valores da taxa variam de R$ 50,00 a R$ 120,00.


A realização do concurso será feita em conjunto com a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP), instituição que realiza a gestão de projetos de ensino, pesquisa e extensão da Universidade Federal de Minas Gerais e de outras instituições e centros de inovação.

Para a área da saúde, os cargos de nível médio são para técnico de enfermagem e técnico de patologia clínica. As vagas de nível superior são para analista de laboratório, enfermeiro, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista, psicólogo, terapeuta ocupacional e médico. A remuneração pode variar de R$ 913,51 a R$ 13.375,69.

30.5.17

Princípios da eletroforese

Princípios da eletroforese

A eletroforese é uma técnica utilizada para separar elementos (DNA, RNA, proteínas e moléculas) com base em seus tamanhos e cargas. Envolve a aplicação de uma corrente elétrica que induz a movimentação dos fragmentos em diferentes direções ou velocidades.

Criador da eletroforese livre, o cientista sueco Arne Tiselius apresentou a técnica em estudos de proteína no ano de 1937, trabalho que lhe rendeu o prêmio Nobel em 1948. Na mesma época, o cientista brasileiro Köenig desenvolveu a eletroforese de zona ou suporte durante um estudo sobre venenos. Esse método foi aprimorado por outros pesquisadores e atualmente utiliza géis de poliacrilamida, agarose e membranas para a separação das moléculas.


Com numerosas aplicações, a eletroforese contribui para os avanços da bioquímica e da biologia molecular, genética, sequenciamento de ácidos nucleicos, estudos de doenças, identificação de espécies e indivíduos. Hoje em dia podemos encontrar muitas variações da técnica, como eletroforese em capilar, em papel, em acetato de celulose, em gel de agarose, em gel de poliacrilamida, focalização isoelétrica, bidimensional, entre outras.

Princípios gerais da técnica

Dependendo do tipo de carga que a molécula carrega, elas se movem em direção ao cátodo ou ao ânodo. Quando carregada positivamente em condição ácida, migra para o cátodo, enquanto em condição alcalina, se torna carregada negativamente e migra para o ânodo.

A taxa da migração de um íon no campo elétrico depende de vários fatores, como carga da molécula, tamanho e forma, força do campo elétrico, propriedades do meio de suporte e temperatura. Sob o campo elétrico, a mobilidade da partícula é determinada por sua carga e coeficiente de fricção ou atrito. O tamanho e a forma definem a velocidade na qual a partícula migra sob o campo elétrico e o meio de suporte.

O pH da solução tampão também pode afetar a mobilidade das moléculas. O tampão tem a finalidade de manter a corrente elétrica aplicada e estabelecer o pH do processo da eletroforese. Assim, determina o tipo de carga sobre o soluto e o eletrodo para qual o elemento migra.

O meio de suporte é a matriz onde ocorre a separação das moléculas. Quando utilizados, podem ser de vários tipos: géis, membranas ou capilares. A separação é baseada na relação carga/massa e também depende do tamanho do poro do meio onde as partículas migram. Deve-se utilizar um controle ou marcador para comparação dos tamanhos do fragmento ao final do processo.


Na eletroforese convencional, dois eletrodos são imersos em câmaras separadas, preenchidas com a solução tampão. As duas câmaras são ligadas de modo que as partículas carregadas possam migrar de uma câmara para a outra. Com uma fonte de alimentação, é gerada uma diferença de potencial elétrico entre os dois eletrodos e os elétrons fluem do ânodo em direção ao cátodo. À medida que as partículas carregadas migram entre as duas câmaras devido à diferença de potencial elétrico, os íons positivos (cátions) se movem em direção ao cátodo carregado negativamente, enquanto os íons negativos (ânions) se movem para o ânodo carregado positivamente.

29.5.17

Palestras sobre células-tronco e doping genético em Belo Horizonte

Palestras sobre células-tronco e doping genético em Belo Horizonte

No dia 20 de agosto de 2017, um evento com duas palestras de temas relevantes para estudantes e profissionais da área da saúde e ciências ocorrerá na universidade Fumec, em Belo Horizonte.

A primeira apresentação será realizada às 8 horas pelo professor doutor Alexander Birbrair, com o tema: "Células-tronco, encruzilhada entre a doença e a regeneração tecidual". Após o almoço, os ouvintes ainda participarão de uma mesa redonda sobre o futuro da utilização das células-tronco.

No mesmo dia, às 15 horas, o pesquisador Daniel Arthur apresenta a palestra com o tema: "Doping genético, os avanços entre a performance no atletismo e a cura para a distrofia muscular". Além do público geral, o conteúdo é importante para profissionais e estudantes de áreas esportivas, que têm interesse em entender o próximo passo nos avanços genéticos no esporte.

A inscrição e o pagamento devem ser enviados para o e-mail: daniel_p_guerra@hotmail.com, com o nome completo do participante, CPF, curso ou profissão (com comprovante de matrícula) e forma de pagamento escolhida (boleto - acréscimo de 10% - ou depósito). As inscrições só serão confirmadas mediante comprovação de pagamento, pois as vagas são limitadas e haverá emissão de certificado.

O evento acontecerá no auditório Phoenix da Universidade Fumec, localizado na Rua Cobre, nº 200 - Bairro Cruzeiro, em Belo Horizonte. Confira a programação:

8h-12h ➜ Células-tronco: encruzilhada entre a doença e a regeneração tecidual.
12h-13h ➜ Almoço.
13h-15h ➜ Mesa redonda com discussão sobre o futuro da utilização da pesquisa com células tronco e aplicação clínica.
15h-17h30 ➜ Doping genético: os avanços entre a performance no atletismo e a cura para a distrofia muscular.


26.5.17

7º Congresso Paranaense de Ciências Biomédicas

7º Congresso Paranaense de Ciências Biomédicas

A Comissão Organizadora do 7º Congresso Paranaense de Ciências Biomédicas (CPCB) convida todos os biomédicos, acadêmicos de Biomedicina e outros profissionais da saúde para participarem do congresso, que será realizado nos dias 4, 5 e 6 de outubro de 2017, no campus da Universidade Estadual de Londrina (UEL).


O evento surgiu no ano de 2008, com a iniciativa de acadêmicos do quarto ano da graduação de Biomedicina da UEL, levando inicialmente o nome de Encontro Paranaense de Ciências Biomédicas (EPCB).

O tema desta edição do congresso é “A ciência é mais que um simples conjunto de conhecimentos, é uma maneira de pensar” (Carl Sagan), e tem como objetivo disseminar novos conhecimentos entre a comunidade acadêmica. As palestras serão ministradas no Anfiteatro Cyro Grossi da UEL.

Além de palestras e mini-cursos, que serão ministrados por professores e profissionais convidados, o 7º CPCB contará com a apresentação de produções científicas desenvolvidas pelos congressistas nas diversas áreas das ciências biológicas e da saúde. Curta a página do Congresso Paranaense de Ciências Biomédicas e fique por dentro da programação do evento.

Maiores informações

8.5.17

Teste de Coombs (direto e indireto)

Teste de Coombs (direto e indireto)

Testes de antiglobulinas são realizados para detectar a presença de anticorpos que atuam contra os eritrócitos no organismo. O sistema imunológico pode produzir tais anticorpos em casos de anemia hemolítica, leucemia linfocítica crônica ou doença semelhante, eritroblastose fetal (doença hemolítica do recém-nascido), mononucleose infecciosa, infecção micoplasmática, sífilis, lúpus eritematoso sistêmico e reação de transfusão.


Alguns fatores como transfusão de sangue anterior, gravidez recente e uso de alguns medicamentos podem interferir no resultado do teste, sendo necessária a confirmação por outros métodos ou repetição da técnica.

Teste de Coombs direto

O teste de Coombs direto detecta anticorpos ligados aos eritrócitos, produzidos pelo próprio organismo ou recebidos por uma transfusão de sangue. Frequentemente utilizado para a detecção de anemia hemolítica, o teste de Coombs direto é aplicado no recém-nascido com sangue Rh-positivo cuja mãe possui sangue Rh-negativo. O teste verifica se a mãe produziu anticorpos contra o antígeno e se estes se deslocaram pela placenta para o bebê.

Procedimento


O método tem algumas variações de acordo com o kit utilizado, mas em geral é realizado com uma suspensão a 5% de eritrócitos em soro fisiológico, que é lavada por algumas vezes para remover os resíduos de soro. O soro de Coombs (anti-Ig humana) é então adicionado à solução, misturado e centrifugado para a verificação da aglutinação.

Teste de Coombs indireto

O teste de Coombs indireto detecta os anticorpos que estão no soro. Estes anticorpos podem atacar os eritrócitos, mas não estão ligados a eles. Normalmente, o teste de Coombs indireto é realizado para revelar a presença de anticorpos no sangue de um receptor ou doador antes de uma transfusão. Também pode ser útil no pré-natal, para proteger os bebês no início de uma gravidez caso a mãe possua sangue Rh-negativo.

Procedimento


O método tem algumas variações de acordo com o kit utilizado, mas em geral é realizado com uma quantidade do soro testado em tubo, onde é adicionada uma suspensão a 5% de eritrócitos em soro fisiológico e posteriormente incubada. Após algumas lavagens para remover o excesso de resíduos, o soro de Coombs (anti-Ig humana) é adicionado à solução, misturado e centrifugado para a verificação da aglutinação.

Interpretação dos resultados

Negativo

Teste de Coombs direto - um resultado negativo do teste significa que o sangue não tem anticorpos ligados aos eritrócitos.

Teste de Coombs indireto - um resultado negativo do teste significa que o sangue não possui anticorpos livres que possam atacar eritrócitos. No caso de transfusões, o sangue do receptor é compatível com o do doador. Além disso, um teste negativo de Coombs indireto para o fator Rh (titulação de anticorpos Rh) em uma mulher grávida significa que ela não desenvolveu anticorpos contra o sangue Rh-positivo do bebê, ou seja, a sensibilização Rh não ocorreu.

Positivo

Teste de Coombs direto - um resultado positivo do teste significa que o sangue tem anticorpos contra os eritrócitos. Pode ser causado por uma transfusão incompatível ou estar relacionado a certas condições, como a anemia hemolítica ou a doença hemolítica do recém-nascido.

Teste de Coombs indireto - um resultado positivo do teste significa que o sangue analisado é incompatível com o sangue do doador. Se o teste de título de anticorpos Rh for positivo em uma mulher grávida ou que planeja engravidar, isso quer dizer que ela tem anticorpos contra o sangue Rh-positivo (sensibilização ao Rh). Portanto deverá realizar o teste no início da gravidez para verificar o tipo sanguíneo do bebê. Se o bebê tiver sangue Rh-positivo, a situação da mãe será acompanhada durante a gravidez para evitar riscos à criança.
Higienização das mãos

Higienização das mãos

É a medida individual mais simples e menos dispendiosa para prevenir a propagação das infecções relacionadas aos serviços de saúde. O termo “lavagem das mãos” foi substituído por “higienização das mãos” devido à maior abrangência do procedimento, que engloba a higienização simples, a higienização antisséptica, a fricção antisséptica e a antissepsia cirúrgica das mãos.


As mãos constituem a principal via de transmissão de microrganismos durante a assistência prestada aos pacientes, pois a pele é um possível reservatório de diversos micro-organismos, que podem se transferir de uma superfície para outra, por meio de contato direto (pele com pele), ou indireto (contato com objetos e superfícies contaminados).

A pele das mãos alberga, principalmente, duas populações de micro-organismos: os pertencentes à microbiota residente e à microbiota transitória. A microbiota residente é constituída por micro-organismos de baixa virulência, como estafilococos, corinebactérias e micrococos, pouco associados às infecções veiculadas pelas mãos. Por colonizarem as camadas mais internas da pele, dificilmente são removidos pela higienização simples das mãos (água e sabão).

A microbiota transitória coloniza a camada mais superficial da pele, o que permite sua remoção mecânica pela higienização das mãos com água e sabão, sendo eliminada com mais facilidade quando se utiliza uma solução antisséptica. É representada, tipicamente, pelas bactérias Gram-negativas, como enterobactérias (Ex: Escherichia coli), bactérias não-fermentadoras (Ex: Pseudomonas aeruginosa), além de fungos e vírus.

Com a higienização simples das mãos ao iniciar e encerrar cada procedimento de manipulação de pacientes, é possível evitar que patógenos hospitalares importantes se disseminem, como Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermidis, Enterococcus spp., Pseudomonas aeruginosa, Klebsiella spp., Enterobacter spp. e leveduras do gênero Candida.

As infecções relacionadas à assistência à saúde geralmente são causadas por diversos micro-organismos resistentes aos antimicrobianos, tais como S. aureus e S. epidermidis (resistentes a oxacilina/meticilina), Enterococcus spp. (resistentes a vancomicina), Enterobacteriaceae (resistentes a cefalosporinas de 3ª geração) e Pseudomonas aeruginosa (resistentes a carbapenêmicos).

PROCEDIMENTO DE HIGIENIZAÇÃO SIMPLES



1 - Abra a torneira e molhe as mãos, evitando encostar-se à pia.

2 - Aplique na palma da mão uma quantidade de sabão líquido suficiente para cobrir todas a superfície das mãos.

3 - Ensaboe as palmas das mãos, friccionando-as entre si.

4 - Esfregue a palma da mão direita contra o dorso da mão esquerda entrelaçando os dedos e vice-versa.

5 - Entrelace os dedos e friccione os espaços interdigitais.

6 - Esfregue o dorso dos dedos de uma mão com a palma da mão oposta, segurando os dedos, com movimento de vai-e-vem e vice-versa.

7 - Esfregue o polegar direito, com o auxílio da palma da mão esquerda, utilizando um movimento circular e vice-versa.

8 - Friccione as polpas digitais e unhas da mão esquerda contra a palma da mão direita, fechada em concha, fazendo movimento circular e vice-versa.

9 - Esfregue o punho esquerdo, com o auxílio da palma da mão direita, utilizando movimento circular e vice-versa.

10 - Enxague as mãos, retirando os resíduos de sabão. Evite contato direto das mãos ensaboadas com a torneira.

11 - Seque as mãos com papel-toalha descartável, iniciando pelas mãos e seguindo pelos punhos. Despreze o papel-toalha na lixeira de resíduos comuns.

CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES

✓ Mantenha as unhas naturais, limpas e curtas.
✓ Não use unhas postiças quando entrar em contato direto com os pacientes.
✓ Evite utilizar anéis, pulseiras e outros adornos quando assistir ao paciente.
✓ Aplique creme hidratante nas mãos diariamente para evitar o ressecamento na pele.

29.4.17

I Semana da Saúde da Universidade Luterana do Brasil

I Semana da Saúde da Universidade Luterana do Brasil

O CABIM (Centro Acadêmico de Biomedicina) da Universidade Luterana do Brasil - ULBRA informa que realizará a Semana Acadêmica Integrada da Área da Saúde de 15 a 19 de maio no campus Canoas.


O evento conta com a parceria da Secretaria Municipal de Saúde da cidade e tem uma previsão de público estimada em 600 pessoas dentre munícipes e acadêmicos dos cursos de Biomedicina, Enfermagem, Farmácia, Tecnólogo em Estética e Fisioterapia.

Com carga horária de 54 horas, o objetivo do evento científico é difundir a troca de experiências e conhecimento técnico entre profissionais, estudantes e pesquisadores da área.

As palestras serão ministradas no Prédio 01, auditório 220, Campus Canoas, localizado na Avenida Farroupilha, 8001 - São José - Canoas - RS.

Para informações sobre inscrição, valores e prazos, entre em contato com as coordenações dos cursos envolvidos no evento pelos telefones:

➤ Biomedicina: (51) 3477-9215
➤ Enfermagem: (51) 3477-9298
➤ Estética: (51) 3477-9158
➤ Farmácia: (51) 3477-9158
➤ Fisioterapia: (51) 3477-9215
Jornada Goiana de Genética em Saúde

Jornada Goiana de Genética em Saúde

A comissão organizadora convida toda a comunidade acadêmica para a primeira edição da Jornada Goiana de Genética em Saúde, a se realizar nos dias 12 e 13 de maio de 2017, no Fórum de Anápolis/GO.


O evento conta com o apoio dos cursos de Biomedicina, Psicologia, Nutrição, Farmácia, Enfermagem, Educação Física, Medicina e Ciências Biológicas, da Faculdade Anhanguera de Anápolis e do Centro Universitário de Anápolis - UniEVANGÉLICA.

A JGGS apresenta uma abordagem multidisciplinar dirigida a todos os estudantes e profissionais da área da Saúde. O evento terá 20 horas de geração de conhecimento, contando com palestrantes de nomes reconhecidos em âmbito internacional. Serão abordados temas atuais e inovadores, promovendo intercâmbio de informações entre palestrantes e ouvintes.

O valor de inscrição para graduandos, pós-graduandos e profissionais é de R$ 70,00. As informações sobre ficha de inscrição, comprovante de pagamento e demais instruções podem ser obtidas no site: www.geneticaemsaude.com.br.

A Jornada Goiana de Genética em Saúde será sediada no Fórum, localizado na Avenida Senador José Lourenço Dias, 1311 - Setor Central - Anápolis - GO. Para consultar opções dehotéis e transporte, acesse o site do evento.

Página no Facebook: facebook.com/geneticaemsaude
Instagram: geneticaemsaude