16 fevereiro, 2017

Médicos Sem Fronteiras para Biomédicos

Médicos Sem Fronteiras para Biomédicos

Já pensou em trabalhar para uma organização humanitária internacional? Saiba que os biomédicos podem atuar na "Médicos Sem Fronteiras" (MSF), que possui projetos de atividade médica em cerca de 70 países pelo mundo.

Criada em 1971 na França, a organização oferece cuidados de saúde a pessoas afetadas por graves crises humanitárias e também chama a atenção para as dificuldades enfrentadas pelos pacientes atendidos, independentemente do país onde se encontram.


Ao juntar-se à equipe de MSF, o candidato faz uma opção de vida. Todos os profissionais são pessoas que, acima de tudo, acreditam no trabalho humanitário imparcial, neutro e independente realizado pela organização mundo afora e sentem-se motivados por ele.

Ao contrário do que muitos pensam o trabalho não é voluntário. Todos os profissionais recebem remunerações e participam de processos de seleção rigorosos. No entanto, a remuneração não é o que atrai e retém os profissionais na organização e sim, a satisfação de trabalhar por uma causa que contribui para a mudança de vida de tantas pessoas.

A vaga destinada a biomédicos é a de Responsável por Laboratório, na qual o candidato deve ser capaz de organizar e coordenar todo o trabalho de análises clínicas em um projeto. Além disso, atua em parceria com outros profissionais da equipe nacional, realizando treinamentos e supervisão. Confira os requisitos para o cargo e avalie se o seu perfil é compatível:

✔ Diploma de graduação em Biomedicina, Bioquímica ou Biologia;
✔ Experiência profissional em laboratório e análises clínicas (Hematologia, Bioquímica e Imunologia);
✔ Experiência prática, de pelo menos, dois anos no diagnóstico e conhecimento teórico sobre Medicina Tropical, ou seja, sobre as doenças mais comumente tratadas por MSF: malária, cólera, tuberculose, hepatite, leishmaniose, tripanossomíase, febre tifoide, febre hemorrágica, HIV/Aids e doenças sexualmente transmissíveis;
✔ Experiência em gerenciamento de equipes;
✔ Experiência em implementação de técnicas de laboratório;
✔ Disponibilidade e vontade de trabalhar fora do Brasil, por períodos de pelo menos 6 meses;
✔ Disponibilidade e habilidade para trabalhar e viver em condições básicas;
✔ Fluência em francês e/ou inglês;
✔ Conhecimentos básicos em informática;
✔ Motivação pelo trabalho humanitário;
✔ Flexibilidade, fácil adaptação, sociabilidade, facilidade e interesse por trabalhar em equipe;
✔ Capacidade para administrar o estresse, grande carga de trabalho e o trabalho em condições, por vezes, difíceis;
✔ Estar em boas condições de saúde física e psíquica.

Os candidatos interessados devem enviar um e-mail para recrutamento@msf.org.br com o currículo obrigatoriamente em inglês ou francês, junto com uma carta de motivação em português.
Teste do suor para diagnóstico de Fibrose Cística

Teste do suor para diagnóstico de Fibrose Cística

A Fibrose Cística é uma doença genética hereditária progressiva, que provoca infecções pulmonares persistentes e limita a capacidade de respirar ao longo do tempo. Se alguma pessoa exibe sinais da doença, o teste do suor deve ser realizado para a dosagem quantitativa de cloro na amostra. O exame é a maneira mais confiável para se obter um diagnóstico conclusivo da Fibrose Cística, que apesar de ser incurável pode ser detectada precocemente.


O teste, baseado na iontoforese quantitativa por pilocarpina, é considerado o padrão-ouro para o diagnóstico da Fibrose Cística. Pode ser feito em pessoas de qualquer idade, porém algumas crianças não conseguem transpirar a quantidade suficiente na primeira vez, e o teste deve ser então repetido.

O procedimento não envolve agulhas e consiste na aplicação de um produto químico incolor inodoro (pilocarpina) associada a uma estimulação elétrica de baixa voltagem em uma área do braço ou perna do paciente, a fim de estimular as glândulas a produzirem suor. Após 30 minutos de estimulação, o suor é recolhido em gaze, filtro de papel ou bobina e depois enviado ao laboratório para que seja feita a análise quantitativa.

As pessoas com Fibrose Cística têm mais cloro (um componente do sal) no suor do que as pessoas saudáveis. O tempo mínimo para se obter o resultado do teste de cloro no suor é de 48 horas de vida, mas por recomendação geral a maioria dos testes é realizada após o segundo mês de idade.

Os valores de cloro no suor não mudam de positivo para negativo ou negativo para positivo conforme uma pessoa envelhece e também não são alterados por resfriados e outras doenças leves. Os valores de referência do exame são:

Inferior a 40 mEq/L - Fibrose Cística muito improvável.
Entre 40 e 59 mEq/L - Teste duvidoso, repetição necessária.
Maior ou igual a 60 mEq/L - Fibrose Cística provável.

Por ter a exigência de um volume mínimo de amostra, cada amostra deve ser analisada independentemente. A combinação ou análise de duas amostras insuficientes pode levar a resultados falso-positivos e falso-negativos, que implicam em mudanças significativas para o tratamento do paciente.

15 fevereiro, 2017

Ciclo de Cursos e Palestras em Toxicologia

Ciclo de Cursos e Palestras em Toxicologia

A Sociedade Brasileira de Toxicologia - SBTOX está promovendo a primeira edição do Ciclo de Cursos e Palestras em Toxicologia, que será realizado no dia 04 de março de 2017 em Goiânia - GO. O objetivo do evento é promover a difusão, discussão e atualização dos conhecimentos relacionados à Toxicologia, com temas em diferentes áreas de conhecimento.


Entre os assuntos contemplados estão os segmentos Clínico, Forense, Analítico, Experimental, Social, Ocupacional, de Alimentos, de Medicamentos, Ambiental, Neuro, Imuno e Nanotoxicologia. Além disso, a SBTOX deseja promover e ampliar a integração e colaboração entre estudantes e profissionais envolvidos na área, fortalecendo os laços da comunidade científica e profissional.

As palestras do Prof. Dr. Mauricio Yonamine e da perita Flávia Pine Leite serão ministradas das 8h30 às 17h30, no Auditório da Fundação Tiradentes da Polícia Militar, localizado na Avenida Contorno, nº 2.185 - Setor Central - CEP: 74055-140 - Goiânia - GO.

O número de vagas para o curso é limitado e o valor das inscrições é de R$ 100,00 para sócios da SBTOX e R$ 150,00 para não-sócios. Há também a possibilidade da inscrição de grupos de 20 estudantes ou mais, que devem enviar e-mail para secretaria@sbtox.org.

Visite o site do evento e inscreva-se!

09 fevereiro, 2017

Biomedicina e Farmacologia

Biomedicina e Farmacologia

A Farmacologia é a área médica que analisa a ação de um fármaco, definido como qualquer produto produzido de forma natural ou endógena que tem efeito bioquímico ou fisiológico no organismo. Resumidamente, é o estudo das interações que ocorrem entre um organismo vivo e os produtos químicos que afetam a função bioquímica. Se as substâncias possuem propriedades medicinais, elas são consideradas produtos farmacêuticos.


Em sua totalidade, abrange o conhecimento das fontes, propriedades químicas, biológicas e efeitos do uso terapêutico das substâncias. É uma ciência fundamental não só para a medicina, mas também para farmácia, biomedicina, enfermagem, odontologia e medicina veterinária. Os estudos farmacológicos abrangem os efeitos de agentes químicos sobre mecanismos subcelulares, potenciais perigos de pesticidas e herbicidas, tratamento e prevenção das principais doenças por terapia medicamentosa.

Teoria

Os farmacologistas investigam como os medicamentos interagem com os sistemas biológicos, in vitro ou in vivo, para que se possa prever o efeito que tais substâncias têm nos seres humanos. Entre os campos mais relacionados com a Farmacologia, estão a Toxicologia e a Bioquímica.

Os profissionais que atuam na área clínica aplicam o seu conhecimento de farmacocinética e farmacodinâmica em desenvolver, aprovar e lançar novos medicamentos para o uso da população em geral. Além disso, estão envolvidos na modelação molecular de fármacos e na utilização destas como ferramentas para dissecar os aspectos da função celular.

As diversas áreas de especialização incluem neurofarmacologia, farmacologia cardiovascular, farmacologia in vivo, psicofarmacologia, farmacologia veterinária, ecofarmacologia, entre outras. Apesar do progresso notável no desenvolvimento de novos medicamentos e na compreensão de como eles agem, os desafios que permanecem são infinitos. Sempre haverá novidades em processos fundamentais que levantarão questões novas e intrigantes, estimulando ainda mais a pesquisa e a necessidade de uma nova visão sobre o tema.

Resoluções

Para habilitação em Farmacologia, os biomédicos devem realizar cursos de pós-graduação lato sensu ou strictu sensu, reconhecidos pelo MEC.

Assim, para inclusão da habilitação conforme o Conselho Regional de Biomedicina, o profissional biomédico deverá obter sua experiência comprovada das seguintes maneiras: pelos cursos de pós-graduação, na conclusão da graduação (via estágio supervisionado de 500 horas) e nas residências multi-profissionais ou biomédicas, mediante comprovação de tempo de atuação ou residência.


Prática

O biomédico farmacologista deve compreender como os fármacos funcionam para que possam ser utilizados de forma eficaz e segura nas terapias existentes. Também realizam pesquisas para auxiliar a descoberta e o desenvolvimento de novos medicamentos, com a colaboração de outros investigadores.

A análise envolve coordenar ensaios de absorção, distribuição, metabolismo e excreção de um fármaco pelo corpo humano. Com grande parte do trabalho realizado em laboratório, a Farmacologia faz parte de uma ampla equipe de investigação científica. Entre as principais atividades, estão:

 concepção, planejamento e realização de experimentos controlados para melhorar a compreensão da atividade de um composto;
 uso da bioinformática, com sistemas de medição de alta tecnologia e outros equipamentos sofisticados para coletar, analisar e interpretar dados;
→ aplicação e desenvolvimento dos resultados da investigação por meio de novos produtos, processos, técnicas e práticas;
→ elaboração, organização e supervisão para testes de desenvolvimento de novos fármacos;
→ contato com autoridades reguladoras para assegurar a conformidade com as regulamentações locais, nacionais e internacionais;
→ planejar, coordenar e supervisionar as funções de pessoal técnico e formação de farmacologistas em início de carreira.

Os ensaios clínicos de um fármaco incluem até quatro fases, envolvendo pacientes voluntários. Nele, são decididos a quantidade e a forma de administração do medicamento, com base em pesquisas pré-clínicas e o tecido ou órgão a que se destina o uso.

No decorrer dos ensaios clínicos, os farmacologistas avaliam a eficácia de um medicamento, monitoram seus efeitos colaterais e fazem ajustes na estrutura química, se necessário. Além disso, podem sugerir outras opções que influenciam na eficácia de um fármaco, incluindo a presença de diferentes medicamentos, alimentos e suplementos alimentares.

A divulgação dos resultados das pesquisas também é muito importante. Derivada de uma literatura altamente específica, a Farmacologia permite que os seus profissionais compartilhem os resultados e conclusões com colegas e membros da equipe em reuniões de grupo. Os relatórios periódicos indicarão o real desenvolvimento da pesquisa e possibilitarão, no futuro, a aprovação do fármaco pelas autoridades reguladoras.

$ Salário $

Como a atividade envolve o desenvolvimento de produtos, a grande maioria dos farmacologistas trabalha em indústrias farmacêuticas ou em centros de pesquisa. Assim, o salário corresponde diretamente ao porte do estabelecimento e à relevância do produto estudado.

Opinião profissional

Nesta seção, entrevistamos um farmacologista para que você possa conhecer um pouco mais sobre a habilitação.

José Ernesto Belizário - graduado em Ciências Biológicas - Modalidade Médica pela Universidade Estadual de Londrina (1980), mestrado pela Universidade Federal de São Paulo (1984), doutorado pela Universidade Federal de São Paulo (1988) e pós-doutorado pela Tufs University sob a supervisão de Dr Charles Dinarello, e na Stanford University, sob a supervisão de Dr. Steven Sherwood. Atualmente é professor associado do Departamento de Farmacologia Universidade de São Paulo (USP). É co-descobridor do gene da dermcidin e investiga o seu papel na indução de tumores malignos, proteção contra a morte celular (apoptose e necrose) e indução de caquexia. Desenvolve pesquisa na área de genética animal e transgenia visando desenvolvimento de animais para servir de modelos de doenças e animais-bioreatores para a produção de proteínas recombinantes e anticorpos monoclonais.
Contatos → E-mail: jebeliza@usp.br

Entrevista

1 - Por que escolheu a Farmacologia?
José Ernesto Belizário - Durante o meu estágio do curso de Ciências Biomédicas na UEL em Londrina, onde fazia experimentos com ratos de laboratório, eu descobri que podia eliminar a dor (anestesia), modificar e explorar os vários sistemas biológicos e patológicos usando medicamentos. Queria entender como os medicamentos funcionam e aí vi que para isso precisaria aprofundar meus conhecimentos em ciências fundamentais como a química, bioquímica, fisiologia e genética. Fui fazer a pós-graduação na UNIFESP e depois pós-doutorado em Boston, USA. Comecei a ver e participar do mundo das descobertas científicas e tecnológicas. Essas pesquisas não têm fim, e estão diretamente relacionadas com o aumento médio de sobrevivência da população. Hoje está mais fácil ter acesso aos avanços tecnológicos e produtos, mas é preciso rigor científico para avaliar o que pode realmente trazer benefícios à saúde a longo prazo.

2 - Qual é a sua avaliação para o mercado de trabalho nessa área?
José Ernesto Belizário - O campo de trabalho para o cientista (o que faz pesquisa) no Brasil é ainda um pouco restrito, mas para os profissionais de saúde é muito amplo. O Brasil é o quarto maior consumidor de remédios no mundo, e precisamos de muita gente especializada para aplicar e desenvolver métodos de diagnósticos de doenças nos laboratórios e hospitais com as novas ferramentas tecnológicas e a bioinformática (biologia de sistemas). Também precisamos de gente especializada para a produção de novos medicamentos (sãos milhares em desenvolvimento), vigilância sanitária e ecofarmacologia, entre muitas outras.

3 - Na sua opinião, quais as vantagens e desvantagens da Farmacologia?
José Ernesto Belizário - Não sei como avaliar, mas uma vez na carreira, o bom profissional terá sempre vantagens e possibilidades de vários caminhos na profissão. Nunca parar de estudar é essencial.

4 - Considerações finais.
José Ernesto Belizário - A vocação profissional vem do interior, mas o contato com profissionais e centros universitários é importante na hora de decidir por uma carreira nas ciências biomédicas.

03 fevereiro, 2017

Espermograma e análise do sêmen

Espermograma e análise do sêmen

A análise do sêmen exibe o volume, número e a qualidade dos espermatozoides que o homem produz. Normalmente, é o primeiro teste para detectar problemas de fertilidade e fornecer informações importantes sobre uma vasectomia bem-sucedida ou casos de reversão do procedimento.


Durante a ejaculação, o sêmen é produzido a partir de uma suspensão concentrada de espermatozoides armazenados nos epidídimos, misturados e diluídos por secreções dos órgãos sexuais acessórios, principalmente a próstata e as vesículas seminais.

Os principais parâmetros macroscópicos e microscópicos analisados durante um espermograma são: cor, aspecto, volume, tempo de liquefação, concentração, número total de espermatozoides, morfologia, motilidade, vitalidade, pH, presença de leucócitos e bactérias.

Cor e aspecto: análise macroscópica que pode indicar alguma anormalidade na amostra.

➧ Volume: indica o volume total do sêmen após a ejaculação.

➧ Tempo de liquefação: de aspecto viscoso, o sêmen começa a se tornar líquido dentro de poucos minutos após a ejaculação.

➧ Concentração: avaliação do número de espermatozoides por mL em uma amostra.

➧ Número total: quantidade total de espermatozoides, obtida pela multiplicação da concentração pelo volume da amostra.

➧ Morfologia: análise do formato e tamanho dos espermatozoides, incluindo a cauda.

➧ Motilidade: avaliação de espermatozoides móveis e imóveis.

➧ Vitalidade: análise da presença de formas mortas ou viáveis de espermatozoides, por integridade da membrana celular.

➧ pH: análise da acidez (pH baixo) ou alcalinidade (pH elevado) do sêmen.

➧ Contagem de leucócitos: pesquisa de leucócitos na amostra de sêmen.

Coleta

Antes da coleta, recomenda-se um período de abstinência sexual entre 2 e 7 dias. A amostra de sêmen é coletada em um frasco estéril após masturbação sem uso de lubrificantes e normalmente é realizada em uma sala privada ou um banheiro de clínicas e laboratórios.

Coletas em casa não são recomendadas pelo tempo de transporte da amostra, que deve ser entregue ao laboratório dentro de uma hora sem exposição à luz ou temperaturas extremas. O processamento imediato do sêmen fornece resultados rápidos, que estão disponíveis de um dia após a coleta.

► Cor e aspecto
A amostra normal é homogênea, viscosa e tem coloração branca opalescente.

► Volume de sêmen
normal ⟶ igual ou superior a 1,5 mL por ejaculação.
anormal ⟶ volumes alterados de sêmen podem causar problemas de fertilidade.

► Tempo de liquefação
normal ⟶ de 20 a 30 minutos após a coleta.
anormal ⟶ tempos de liquefação mais longos podem indicar uma infecção.

► Concentração
normal ⟶ igual ou superior a 15 milhões de espermatozoides por mL. O valor pode ser zero se o homem foi submetido a uma vasectomia.
anormal ⟶ concentrações inferiores a 15 milhões indicam oligozoospermia, que pode ser leve, moderada ou grave.

► Número total
normal ⟶ igual ou superior a 39 milhões de espermatozoides.
anormal ⟶ se a concentração de espermatozoides é baixa ou nenhum espermatozoide é observado, deve-se suspeitar de oligozoospermia ou azoospermia, respectivamente.

► Morfologia
normal ⟶ igual ou superior a 4% dos espermatozoides com forma oval regular.
anormal ⟶ os espermatozoides amorfos possuem características evidentes, como duas cabeças ou duas caudas, cauda curta, formato cônico, piriforme, cabeça pequena ou partida, entre muitas outras.


► Motilidade
normal ⟶ mais de 32% do espermatozoides têm movimento normal e progressivo e mais de 40% do total com movimento após 1 hora.
anormal ⟶ se os espermatozoides não forem capazes de realizarem o movimento progressivo, haverá dificuldade na fecundação.

► Vitalidade
normal ⟶ superior a 58% de formas viáveis de espermatozoides na amostra de sêmen.
anormal ⟶ é importante identificar se os espermatozoides imóveis estão vivos ou mortos. O resultado da vitalidade deve ser analisado em conjunto com a motilidade.

► pH
normal ⟶ o pH do sêmen é neutro, de 7,1 a 8,0.
anormal ⟶ um pH alto ou baixo pode matar os espermatozoides e afetar a sua motilidade.

► Leucócitos
normal ⟶ ausência de leucócitos ou bactérias no sêmen.
anormal ⟶ presença de leucócitos ou bactérias indicam infecção.

Certas condições estão ligadas a uma contagem baixa de espermatozoides, sua ausência ou morfologia alterada. Entre elas estão a orquite, varicocele, síndrome de Klinefelter e exposição à radiação. Nesses casos, mais testes devem ser feitos para a confirmação, como a dosagem de hormônios ou biópsia dos testículos.


Leia o manual completo de análise e processamento de sêmen, fornecido pela Organização Mundial de Saúde.

18 janeiro, 2017

A centrífuga mais barata do mundo

A centrífuga mais barata do mundo

Uma ferramenta encontrada em ruínas arqueológicas de 3.300 a.C. intrigou cientistas da Universidade de Stanford. O que aparentemente era usado como brinquedo por crianças na época, hoje pode ter extrema importância na área médica.

Liderados por Manu Prakash, os pesquisadores decifraram como o mecanismo funciona: composto principalmente por um disco de papel cartão e fios, o disco consegue atingir uma velocidade de rotação muito alta. Após pequenos ajustes, eles acreditam que o dispositivo econômico pode ser aplicado para centrifugar amostras de sangue, urina, escarro e fezes.

Paperfuge, desenvolvida por cientistas da Universidade de Stanford.

Batizado de "paperfuge", a centrífuga custa 20 centavos de dólar e pesa apenas 2 gramas. Entre as melhorias realizadas pela equipe, foram inseridos pequenos canudos, que servem como suporte para os tubos das amostras.

Para funcionar, basta que o utilizador realize o movimento de enrolar e desenrolar do fio. Com gasto mínimo, o grupo de cientistas conseguiu que o pequeno dispositivo atingisse a velocidade de 125.000 RPM.

O instrumento seria muito útil em laboratórios de países mais pobres, que possuem baixa acessibilidade à eletricidade, pouco espaço físico e que necessitam de centrífugas eficazes para auxiliar no diagnóstico de doenças.

Manu Prakash afirma que modelos mais avançados da "paperfuge" já podem ser fabricados por impressoras 3D e que solicitou ao Guinness Book para reconhecer o equipamento como dispositivo giratório manual mais rápido do mundo.

Assista ao vídeo produzido pela Universidade de Stanford, que explica sobre a descoberta:


12 janeiro, 2017

6 dicas essenciais para reduzir o risco de câncer

6 dicas essenciais para reduzir o risco de câncer

De acordo com um instituto americano, um terço dos cânceres mais comuns poderiam ser evitados seguindo as recomendações de qualidade e estilo de vida mais saudáveis. Estima-se que 90 a 95 por cento de todos os diagnósticos de câncer têm relação com a qualidade da alimentação e estilo de vida.


Existem vários fatores que podem ajudar a reduzir o risco de desenvolver o câncer, como escolher os alimentos ricos em nutrientes, alimentos de origem vegetal; praticar exercícios todos os dias e manter um peso saudável. As diretrizes para a prevenção do câncer são as mesmas para reduzir o risco de doenças cardiovasculares e diabetes, então fazer mudanças para um estilo de vida mais saudável pode ajudar a prevenir algumas das causas mais comuns de morte.

1 - Coma mais vegetais

O consumo de uma dieta saudável, com ênfase em vegetais, é fundamental para a prevenção do câncer. Esta recomendação de escolher alimentos que ajudam a alcançar e manter um peso corporal saudável é outra pauta importante, já que as dietas baseadas em vegetais estão associadas com um melhor controle de peso.

2 - Durma bem

A falta de sono ou distúrbios no sono podem causar alterações nos hormônios e o estresse de todo o sistema. Não ter uma boa qualidade de sono é sempre relacionado a problemas hormonais que levam ao aumento de peso.

3 - Mantenha um peso corporal saudável

Um estudo de 2003 calcula que o sobrepeso ou a obesidade pode contribuir para 20 por cento de todas as mortes relacionadas com o câncer. Ter excesso de peso ou obesidade (IMC de 25 ou superior) está fortemente associado com tipos específicos de câncer, incluindo câncer de mama (pós-menopausa), cólon e reto, rim, esófago, pâncreas e a vesícula biliar.

4 - Controle o seu estresse

Além dos fatores de estilo de vida como a alimentação e a atividade física, os estudos sobre a atenção e a redução do estresse estão ganhando a atenção para a prevenção de doenças crônicas, incluindo o câncer.

5 - Reduza o consumo de bebidas alcoólicas

As pesquisas mostram que a limitação da ingestão de álcool é uma parte importante da prevenção do câncer. As recomendações atuais afirmam que as pessoas que bebem álcool devem limitar-se a não mais de duas bebidas por dia para os homens e não mais do que uma bebida por dia para as mulheres.

6 - Aumente a pratica de exercícios físicos

Exercícios físicos podem reduzir o risco de câncer, como o de mama, cólon, endométrio, próstata e pâncreas. Recomendações para um estilo de vida fisicamente ativo incluem tanto o aumento da atividade diária, bem como limitar o tempo de sedentarismo.

Fonte: Saúde à Mesa

13 dezembro, 2016

Curso de Verão: Tópicos em Engenharia Genética

Curso de Verão: Tópicos em Engenharia Genética

Nos dias 30/01, 31/01 e 01/02 de 2017, a empresa IBB Júnior realizará um curso de verão sobre Engenharia Genética. Os temas abordados no evento serão genômica e transcriptômica, edição de genomas por CRISPR/cas, genótipos, fenótipos, entre outros.


Ministrado pelo Prof. Dr. Paulo Ribolla, o curso ocorrerá no auditório do Instituto de Biotecnologia - IBTEC da UNESP, Campus de Botucatu - SP. Serão disponibilizados coffee-breaks e, ao final do curso, todos os participantes receberão certificado. O IBTEC-UNESP atua em áreas estratégicas como saúde humana e animal, produção animal e bem-estar, agricultura e ambiente, parcerias público-privadas e inovação tecnológica.

O valor de inscrição é de R$ 100,00 para graduandos e R$ 120,00 para pós-graduandos. As inscrições podem ser feitas através do link https://goo.gl/3EQgDb e quaisquer dúvidas devem ser esclarecidas através do e-mail marketing@ibbjr.com.br.

10 dezembro, 2016

Recomendações sobre a normatização para determinação do perfil lipídico

Recomendações sobre a normatização para determinação do perfil lipídico

O documento sobre as recomendações gerais do Consenso Brasileiro para a Normatização da Determinação Laboratorial do Perfil Lipídico já está disponível para os laboratórios de todo o país. A nova determinação trata principalmente da dispensa de jejum de 12 horas nos seguintes exames de perfil lipídico: Colesterol Total (CT), LDL-C, HDL-C, Não HDL-C e Triglicérides (TG).


Elaborada em conjunto pela Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (ABRAMED) e pelas Sociedades Brasileiras de Cardiologia/Departamento de Aterosclerose (SBC/DA), Análises Clínicas (SBAC), Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML), Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e Diabetes (SBD), a revisão apresenta valores referenciais do perfil lipídico para adultos e crianças nos casos em que há ou não jejum prévio.

Exceto alguns casos específicos mencionados no documento, a não obrigatoriedade do jejum é justificada pelas metodologias modernas utilizadas atualmente nos laboratórios clínicos, nas quais refeições comuns sem sobrecarga de gordura não alteram significantemente o resultado do exame.

De acordo com os autores, o consenso ainda auxilia na organização do fluxo de pacientes nos locais de coleta, evitando períodos excessivamente movimentados no início da manhã. Além disso, a coleta no período pós-prandial é mais segura em pacientes com uso de insulina (risco de hipoglicemia alto por jejum prolongado), gestantes, crianças e idosos.

Para adaptação da prática, que já é realizada nos Estados Unidos, Canadá e em países da Europa, o documento também fornece recomendações para o atendimento do paciente no laboratório clínico, modelo do laudo laboratorial e aplicação de fórmulas para a dosagem de LDL-C.

Clique aqui e obtenha o documento na íntegra.


Fonte: Sociedade Brasileira de Análises Clínicas - SBAC

30 novembro, 2016

Dicas importantes para estudar de forma eficiente

Dicas importantes para estudar de forma eficiente

Profissionais da área da saúde precisam se atualizar constantemente sobre temas que envolvem suas carreiras. Tanto na graduação quanto após a especialização, é importante que a pessoa desenvolva métodos eficazes de estudo, que não interfiram na capacidade do cérebro em assimilar altos volumes de leitura diária.

O estudo incessante e excessivo pode ser prejudicial, portanto recomenda-se estimular a mente para processar e memorizar as informações mais importantes dentro de períodos de tempo mais curtos. Considerando algumas dicas e ajustando-as à rotina, é possível explorar melhor o conhecimento adquirido durante o tempo de estudo.


Divida o estudo em sessões de 30 minutos 🕒

Estudar em pequenos períodos, de 20 a 30 minutos durante semanas, é bem mais eficaz. As sinapses do cérebro processam bem melhor quantidades pequenas de informação do que grandes conteúdos de uma só vez. Portanto, separe um tempo por dia para ler matérias interessantes e relevantes.

Evite passar a noite estudando 🌙

Sessões de estudo prolongadas durante a noite trazem mais prejuízos do que benefícios quando se precisa estudar para uma prova, por exemplo. Essa prática, além de poder gerar notas ruins, diminui as habilidades de raciocínio e prejudica a memória. Apenas uma noite mal dormida é capaz de afetar negativamente o cérebro por até quatro dias. Dedicar-se em sessões de estudo no mesmo horário durante vários dias ajuda a treinar e habituar o cérebro.

Aproveite o essencial 📝

Ler, destacar e reler um livro não amplia muito a capacidade do cérebro em absorver informações ou unir conceitos-chave. Rascunhos e anotações são as melhores ferramentas de memorização, pois ajudam a realçar a informação que é mais importante, assegurando que a mente não se distraia com fatos supérfluos.

Limite-se a temas importantes ❗

Em vez de tentar estudar toda a informação como é passada, concentre-se em assuntos específicos. Por exemplo, procure memorizar o emprego de uma equação química ou como um determinado protocolo foi estabelecido. Buscar esses objetivos no estudo auxilia na criação de um processo confiável e organizado, desafiando conceitos-chave maiores.

Ensine para memorizar 💭

Quando o cérebro precisa processar as informações para ensinar, ele dispõe o conteúdo de uma maneira mais lógica a fim de transmiti-la para outra pessoa. Enquanto isso, os alunos que apenas aprendem não se obrigam a aplicar essa lógica na aprendizagem.

Aprenda na prática 👍

Não é sempre que vai ser possível, mas praticar a disciplina estudada facilita a memorização e ajuda a identificar possíveis lacunas no conhecimento. A atividade prática também torna o aprendizado mais relaxante e aumenta o nível de confiança da pessoa.

Reserve um local para estudar 📗

Definir um espaço exclusivo para o estudo melhora o desempenho. Além disso, é fundamental deixar todos os livros e objetos necessários ao alcance para remover quaisquer obstáculos ou distrações. O local reservado irá condicionar o cérebro a despertar o modo de estudo de maneira semelhante à escolha de horários próprios.

Avalie a música 🔊

Ainda que seja um assunto contraditório, normalmente as pessoas que estudam sem música compreendem melhor as informações do que aquelas que estudam com música. Mas essa afirmação depende muito do estilo musical, porque enquanto sons mais agitados podem interromper o processo de estudo, pesquisas sugerem que música clássica ajuda as pessoas a estudarem melhor.

Desligue o celular 📵

Desde mídias sociais a mensagens de texto, os smartphones estão recheados de distrações e são capazes de acabar com o potencial de aprendizagem. É praticamente impossível manter o foco quando um telefone está tocando, muito menos quando o mesmo está notificando você durante toda a sessão de estudo.

29 novembro, 2016

Resolução cria Conselho Regional de Biomedicina - 6ª Região

Resolução cria Conselho Regional de Biomedicina - 6ª Região

A Resolução nº 270, publicada no DOU de 25 de novembro de 2016 (nº 226, Seção 1, pág. 85), cria o Conselho Regional de Biomedicina - 6ª Região, com jurisdição sobre o Estado do Paraná. Após Reunião Plenária do Conselho Federal de Biomedicina, ficou estabelecido que a sede do novo CRBM será na cidade de Curitiba (PR).


Como o pleno funcionamento das atividades do CRBM - 6ª Região está programado para 2017, todos os cadastros de profissionais e empresas do Paraná ainda estarão sob jurisdição do CRBM - 1ª Região. Posteriormente, a jurisdição sobre o estado será desmembrada do antigo conselho, que continuará com os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo.


A justificativa para a criação no novo conselho foi baseada em análises realizadas pelo CFBM, que constatou um número de profissionais em plena ascensão no Estado do Paraná, além da importância da região para o desenvolvimento do país.

Leia o texto completo da nova resolução clicando aqui.

V Curso de Atualização: Microbiologia e Parasitologia no Contexto Atual

V Curso de Atualização: Microbiologia e Parasitologia no Contexto Atual

O Programa de Pós-Graduação em Microbiologia e Parasitologia Aplicadas (PPGMPA) da Universidade Federal Fluminense (UFF) realizará a quinta edição do curso de atualização em Microbiologia e Parasitologia, entre os dias 04 a 13 de janeiro de 2017 no Instituto Biomédico UFF em Niterói (RJ).


Gratuito, o evento tem como objetivo preparar futuros alunos do programa de pós-graduação, assim como atualizar os profissionais que já atuam na área com temas sobre bacteriologia, micologia, virologia e parasitologia. Podem se inscrever estudantes do último ano ou graduados dos cursos de Biomedicina, Ciências Biológicas, Farmácia, Medicina, Medicina Veterinária, Nutrição e Odontologia. Será fornecido certificado aos participantes com mais de 75% de presença no curso.


Para inscrição, os interessados devem enviar um e-mail para cursompa@vm.uff.br com o assunto "Inscrição no Curso de Atualização" e contendo dados como nome, número de identidade, CPF e instituição de ensino. Serão disponibilizadas 90 vagas e o prazo de inscrições é de 4 a 20 de dezembro de 2016.

Local do evento
Instituto Biomédico UFF
Rua Professor Hernani Melo, 101 - São Domingos - Niterói - RJ

Informações
Tel: (21) 2629-2429
facebook.com/ppgmpauff
www.pgmip.uff.br
cursompa@vm.uff.br


24 novembro, 2016

A importância em aprender novas línguas no meio científico

A importância em aprender novas línguas no meio científico

O avanço e integração mundial da ciência e tecnologia exigem cada vez mais que estudantes e pesquisadores aprendam pelo menos um idioma adicional à língua nativa. O inglês, amplamente falado no mundo científico, não deve ser considerado como apenas um diferencial no currículo, e sim um requisito essencial para os principais processos seletivos de candidatos à vagas de emprego e programas de pós-graduação.


E como aprender inglês de forma mais rápida? Complementando o conteúdo oferecido pelas escolas especializadas, o aluno precisa buscar outras alternativas. Ler artigos científicos, mesmo sem o entendimento total dos termos, pode ser útil. O importante é tentar compreender a ideia geral do texto. Outra opção é fazer a matrícula em cursos de inglês instrumental, que lidam com a terminologia específica de cada área e beneficiam quem quer trabalhar em áreas mais exclusivas.

A compreensão por meio da audição também é importante para acelerar o processo do aprendizado de uma nova língua. Ouvir músicas, assistir a filmes e seriados sem legenda e até conversar com pessoas estrangeiras estimula o estudante a descobrir novas palavras e ficar mais habituado com o idioma praticado.

Outro ponto a ser destacado é que a maioria dos produtos utilizados em laboratórios ainda é importada, desde equipamentos até objetos de consumo. Saber ler as instruções ou as recomendações do fabricante pode fazer com que você seja visto como um profissional capacitado a executar todas as funções no seu local de trabalho.

Para evoluir profissionalmente e entrar em programas de pós-graduação, é desejável que o candidato apresente um certificado de proficiência em língua estrangeira. Os exames para a língua inglesa são os mais comuns pela ampla disseminação do idioma no mundo e frequentemente exigidos pelas principais universidades nacionais e estrangeiras. Os testes de maior reconhecimento internacional são o TOEFL (Test of English as a Foreign Language), TOEIC (Test of English for International Communication), IELTS (International English Language Testing System) e CPE (Certificate of Proficiency in English).

Considerando todas essas dicas e a forma de ensino habitual, o aluno pode descobrir por meio de testes quais métodos são mais eficazes para sua assimilação. Quanto maior for a prática do novo idioma, mais rápido será o retorno em conhecimento e aprendizado.

Um exemplo de resultado desse esforço é o caso do biomédico Alexander Birbrair, cientista reconhecido internacionalmente. Segundo ele, a importância em aprender línguas estrangeiras não só beneficia, mas dirige a carreira do profissional.

Nascido na União Soviética, ele se comunica com a família em russo. Quando tinha três anos, se mudou para Israel onde aprendeu hebraico. Com sete anos de idade, veio para o Brasil com os pais, aprendendo o português. Aos 14 anos, aprendeu espanhol na Espanha, onde seus pais foram para o ano sabático. E quanto ao inglês? Na verdade, ele não aprendeu uma única palavra até que completasse 24 anos.

Hoje, anos após o início da carreira científica, ele recomenda que quanto maior o número de idiomas aprendidos, melhor. Afinal, com a globalização, você pode acabar trabalhando com argentinos, americanos, russos, israelenses, canadenses e outras nacionalidades. O conhecimento nunca é demais, pode abrir portas e propiciar grandes oportunidades na carreira.

Leia o artigo original do biomédico, publicado na revista Nature Biotechnology, clicando aqui.

07 novembro, 2016

A inclusão de biomédicos em Programas de Atenção à Saúde

A inclusão de biomédicos em Programas de Atenção à Saúde

No dia 18 de outubro de 2016, o projeto intitulado "Inclusão do biomédico nos Programas de Atenção à Saúde (ESF/NASF) e nas práticas integrativas e complementares" foi publicado no portal e-Cidadania do site do Senado Federal. Aberto para votação desde a sua publicação, a proposta tem 4 meses para atingir a meta de 20 mil apoiadores e, em seguida, ser encaminhada para a comissão que emitirá o parecer final.


Criada pelo paraense Jeferson Gomes, a ideia legislativa aborda a possibilidade de atuação dos biomédicos em equipes multidisciplinares nos programas básicos de saúde. Baseada no princípio de que a Biomedicina abrange os campos de pesquisa, prevenção, tratamento e diagnóstico das doenças, a proposta cita o ramo de atividade biomédico amplamente diversificado, que além de contribuir para a inserção desse profissional na saúde pública no país, também pode promover benefícios à população.

Caso o projeto receba o apoio necessário de 20 mil pessoas, o documento é encaminhado para a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), onde a ideia é debatida e finalmente recebe um parecer dos senadores. A data limite é dia 15 de fevereiro de 2017.


14 outubro, 2016

Curso de Verão em Fisiologia e Bioquímica da UNICAMP

Curso de Verão em Fisiologia e Bioquímica da UNICAMP

A comissão organizadora convida alunos de Biomedicina e áreas afins para o Curso de Verão em Fisiologia e Bioquímica. A ideia é receber estudantes de todos os estados brasileiros, criando oportunidades de ingresso na pós-graduação em Biologia Funcional e Molecular (PGBFM), oferecida pelo Instituto de Biologia da UNICAMP, e abrir um canal de comunicação entre seus participantes.

Este curso é uma atividade destinada a alunos graduandos e recém-graduados que tenham cursado disciplinas de Bioquímica ou Fisiologia e que tenham interesse em conhecer os diferentes campos de atuação em pesquisa.


O objetivo do evento é divulgar as linhas de pesquisa desenvolvidas pelos Docentes da Pós Graduação em Biologia Funcional e Molecular e manter canais de comunicação entre pessoas que se interessam por estas áreas.

O curso acontecerá de 23/01/2017 a 03/02/17. As aulas serão em período integral e serão divididas em duas partes:

Teóricas: onde serão ministradas palestras sobre temas atuais em bioquímica;
Práticas: onde os alunos terão a oportunidade de conhecer os laboratórios referentes a cada atividade;

Os alunos selecionados ainda apresentarão o trabalho que desenvolvem em suas universidades de origem na forma de apresentação oral.


Inscrições
As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas entre os dias 05/09/2016 a 21/10/2016, somente pelo site do curso. É pré-requisito para este curso o candidato já ter cursado a disciplina de Bioquímica ou Fisiologia.

Cronograma
Inscrições: 05/09/2016 a 21/10/2016
Selecionados: 07/11/2016
Confirmação: 18/11/2016
Segunda chamada: 21/11/2016
Confirmação: 02/12/2016
Para mais informações, acesse o site: http://www.cursodeveraobfm.com.br/

29 setembro, 2016

HIV neutralizado pode combater tumor cerebral

HIV neutralizado pode combater tumor cerebral

O estudo desenvolvido pelo professor Alexander Birbrair, em colaboração com pesquisadores norte-americanos, demonstra que células-tronco neurais (neural-like stem cell - NLSC) podem migrar para áreas afetadas por tumores e combatê-los com a produção de uma potente droga. A pesquisa destas NLSC carreadoras do vírus HIV modificado, foi feita inicialmente em camundongos, mas já constitui uma promessa terapêutica nos casos de glioblastoma.


"O grande achado da pesquisa foi a descoberta de que uma célula-tronco neural derivada do pericito muscular, célula dos vasos sanguíneos do músculo esquelético, tem atração natural por substâncias produzidas pelo tumor", esclarece o professor Alexander Birbrair, do Departamento de Patologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, primeiro autor do artigo.

O HIV, que em casos normais causaria a AIDS, perde essa capacidade ao ser modificado por engenharia genética. Carreado pelas NLSC, o vírus descarrega a droga antitumoral ao chegar às áreas cancerosas e às suas metástases.

A droga antitumoral Trail, uma proteína potencializada pelo pesquisador colaborador Akiva Mintz (Wake Forest University - EUA), não conseguiria passar eficientemente pela barreira hematoencefálica por meio da circulação sanguínea. Assim, foi necessário que a sequência de DNA fosse inserida nas NLSC, para que estas produzissem a droga de forma contínua quando alcançassem a região cerebral.

NLSC (verde) e sua migração para áreas tumorais (vermelho) do cérebro (Foto: Birbrair, Sattiraju, Zhu et al).

Uma das etapas mais importantes do trabalho foi a espera de mais de um ano da equipe para verificar se as NLSC gerariam tumores. Como era esperado, as células-tronco não originaram tumores nem produziram vasos sanguíneos, o que as tornou aptas a carrearem o vírus e a droga antitumoral às regiões do cérebro afetadas pelo glioblastoma.

"Toda a pesquisa foi feita em camundongos. Para levar adiante as próximas etapas, incluindo testes pré-clínicos para pacientes com câncer de cérebro, grandes investimentos em pesquisa são necessários e muito bem-vindos", enfatiza Alexander Birbrair.

O pesquisador também salienta que a utilização de um vírus normalmente patogênico para benefício da população abre diversas possibilidades em outras áreas. Como exemplo, ele cita o vírus da Zika, que por ter tropismo pelo sistema nervoso central, poderia ser usado no futuro para levar drogas a certas regiões do cérebro afetadas por doenças neurodegenerativas.


Título: Novel peripherally derived neural-like stem cells as therapeutic carriers for treating glioblastomas.
Autores: Alexander Birbrair, Anirudh Sattiraju, Dongqin Zhu, Gilberto Zulato, Izadora Batista, Van T. Nguyen, Maria Laura Messi, Kiran Kumar Solingapuram Sai, Frank C. Marini, Osvaldo Delbono e Akiva Mintz.
Publicado em: Stem Cells Translational Medicine, em 15 de setembro de 2016.