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26.5.17

7º Congresso Paranaense de Ciências Biomédicas

7º Congresso Paranaense de Ciências Biomédicas

A Comissão Organizadora do 7º Congresso Paranaense de Ciências Biomédicas (CPCB) convida todos os biomédicos, acadêmicos de Biomedicina e outros profissionais da saúde para participarem do congresso, que será realizado nos dias 4, 5 e 6 de outubro de 2017, no campus da Universidade Estadual de Londrina (UEL).


O evento surgiu no ano de 2008, com a iniciativa de acadêmicos do quarto ano da graduação de Biomedicina da UEL, levando inicialmente o nome de Encontro Paranaense de Ciências Biomédicas (EPCB).

O tema desta edição do congresso é “A ciência é mais que um simples conjunto de conhecimentos, é uma maneira de pensar” (Carl Sagan), e tem como objetivo disseminar novos conhecimentos entre a comunidade acadêmica. As palestras serão ministradas no Anfiteatro Cyro Grossi da UEL.

Além de palestras e mini-cursos, que serão ministrados por professores e profissionais convidados, o 7º CPCB contará com a apresentação de produções científicas desenvolvidas pelos congressistas nas diversas áreas das ciências biológicas e da saúde. Curta a página do Congresso Paranaense de Ciências Biomédicas e fique por dentro da programação do evento.

Maiores informações

8.5.17

Teste de Coombs (direto e indireto)

Teste de Coombs (direto e indireto)

Testes de antiglobulinas são realizados para detectar a presença de anticorpos que atuam contra os eritrócitos no organismo. O sistema imunológico pode produzir tais anticorpos em casos de anemia hemolítica, leucemia linfocítica crônica ou doença semelhante, eritroblastose fetal (doença hemolítica do recém-nascido), mononucleose infecciosa, infecção micoplasmática, sífilis, lúpus eritematoso sistêmico e reação de transfusão.


Alguns fatores como transfusão de sangue anterior, gravidez recente e uso de alguns medicamentos podem interferir no resultado do teste, sendo necessária a confirmação por outros métodos ou repetição da técnica.

Teste de Coombs direto

O teste de Coombs direto detecta anticorpos ligados aos eritrócitos, produzidos pelo próprio organismo ou recebidos por uma transfusão de sangue. Frequentemente utilizado para a detecção de anemia hemolítica, o teste de Coombs direto é aplicado no recém-nascido com sangue Rh-positivo cuja mãe possui sangue Rh-negativo. O teste verifica se a mãe produziu anticorpos contra o antígeno e se estes se deslocaram pela placenta para o bebê.

Procedimento


O método tem algumas variações de acordo com o kit utilizado, mas em geral é realizado com uma suspensão a 5% de eritrócitos em soro fisiológico, que é lavada por algumas vezes para remover os resíduos de soro. O soro de Coombs (anti-Ig humana) é então adicionado à solução, misturado e centrifugado para a verificação da aglutinação.

Teste de Coombs indireto

O teste de Coombs indireto detecta os anticorpos que estão no soro. Estes anticorpos podem atacar os eritrócitos, mas não estão ligados a eles. Normalmente, o teste de Coombs indireto é realizado para revelar a presença de anticorpos no sangue de um receptor ou doador antes de uma transfusão. Também pode ser útil no pré-natal, para proteger os bebês no início de uma gravidez caso a mãe possua sangue Rh-negativo.

Procedimento


O método tem algumas variações de acordo com o kit utilizado, mas em geral é realizado com uma quantidade do soro testado em tubo, onde é adicionada uma suspensão a 5% de eritrócitos em soro fisiológico e posteriormente incubada. Após algumas lavagens para remover o excesso de resíduos, o soro de Coombs (anti-Ig humana) é adicionado à solução, misturado e centrifugado para a verificação da aglutinação.

Interpretação dos resultados

Negativo

Teste de Coombs direto - um resultado negativo do teste significa que o sangue não tem anticorpos ligados aos eritrócitos.

Teste de Coombs indireto - um resultado negativo do teste significa que o sangue não possui anticorpos livres que possam atacar eritrócitos. No caso de transfusões, o sangue do receptor é compatível com o do doador. Além disso, um teste negativo de Coombs indireto para o fator Rh (titulação de anticorpos Rh) em uma mulher grávida significa que ela não desenvolveu anticorpos contra o sangue Rh-positivo do bebê, ou seja, a sensibilização Rh não ocorreu.

Positivo

Teste de Coombs direto - um resultado positivo do teste significa que o sangue tem anticorpos contra os eritrócitos. Pode ser causado por uma transfusão incompatível ou estar relacionado a certas condições, como a anemia hemolítica ou a doença hemolítica do recém-nascido.

Teste de Coombs indireto - um resultado positivo do teste significa que o sangue analisado é incompatível com o sangue do doador. Se o teste de título de anticorpos Rh for positivo em uma mulher grávida ou que planeja engravidar, isso quer dizer que ela tem anticorpos contra o sangue Rh-positivo (sensibilização ao Rh). Portanto deverá realizar o teste no início da gravidez para verificar o tipo sanguíneo do bebê. Se o bebê tiver sangue Rh-positivo, a situação da mãe será acompanhada durante a gravidez para evitar riscos à criança.
Higienização das mãos

Higienização das mãos

É a medida individual mais simples e menos dispendiosa para prevenir a propagação das infecções relacionadas aos serviços de saúde. O termo “lavagem das mãos” foi substituído por “higienização das mãos” devido à maior abrangência do procedimento, que engloba a higienização simples, a higienização antisséptica, a fricção antisséptica e a antissepsia cirúrgica das mãos.


As mãos constituem a principal via de transmissão de microrganismos durante a assistência prestada aos pacientes, pois a pele é um possível reservatório de diversos micro-organismos, que podem se transferir de uma superfície para outra, por meio de contato direto (pele com pele), ou indireto (contato com objetos e superfícies contaminados).

A pele das mãos alberga, principalmente, duas populações de micro-organismos: os pertencentes à microbiota residente e à microbiota transitória. A microbiota residente é constituída por micro-organismos de baixa virulência, como estafilococos, corinebactérias e micrococos, pouco associados às infecções veiculadas pelas mãos. Por colonizarem as camadas mais internas da pele, dificilmente são removidos pela higienização simples das mãos (água e sabão).

A microbiota transitória coloniza a camada mais superficial da pele, o que permite sua remoção mecânica pela higienização das mãos com água e sabão, sendo eliminada com mais facilidade quando se utiliza uma solução antisséptica. É representada, tipicamente, pelas bactérias Gram-negativas, como enterobactérias (Ex: Escherichia coli), bactérias não-fermentadoras (Ex: Pseudomonas aeruginosa), além de fungos e vírus.

Com a higienização simples das mãos ao iniciar e encerrar cada procedimento de manipulação de pacientes, é possível evitar que patógenos hospitalares importantes se disseminem, como Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermidis, Enterococcus spp., Pseudomonas aeruginosa, Klebsiella spp., Enterobacter spp. e leveduras do gênero Candida.

As infecções relacionadas à assistência à saúde geralmente são causadas por diversos micro-organismos resistentes aos antimicrobianos, tais como S. aureus e S. epidermidis (resistentes a oxacilina/meticilina), Enterococcus spp. (resistentes a vancomicina), Enterobacteriaceae (resistentes a cefalosporinas de 3ª geração) e Pseudomonas aeruginosa (resistentes a carbapenêmicos).

PROCEDIMENTO DE HIGIENIZAÇÃO SIMPLES



1 - Abra a torneira e molhe as mãos, evitando encostar-se à pia.

2 - Aplique na palma da mão uma quantidade de sabão líquido suficiente para cobrir todas a superfície das mãos.

3 - Ensaboe as palmas das mãos, friccionando-as entre si.

4 - Esfregue a palma da mão direita contra o dorso da mão esquerda entrelaçando os dedos e vice-versa.

5 - Entrelace os dedos e friccione os espaços interdigitais.

6 - Esfregue o dorso dos dedos de uma mão com a palma da mão oposta, segurando os dedos, com movimento de vai-e-vem e vice-versa.

7 - Esfregue o polegar direito, com o auxílio da palma da mão esquerda, utilizando um movimento circular e vice-versa.

8 - Friccione as polpas digitais e unhas da mão esquerda contra a palma da mão direita, fechada em concha, fazendo movimento circular e vice-versa.

9 - Esfregue o punho esquerdo, com o auxílio da palma da mão direita, utilizando movimento circular e vice-versa.

10 - Enxague as mãos, retirando os resíduos de sabão. Evite contato direto das mãos ensaboadas com a torneira.

11 - Seque as mãos com papel-toalha descartável, iniciando pelas mãos e seguindo pelos punhos. Despreze o papel-toalha na lixeira de resíduos comuns.

CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES

✓ Mantenha as unhas naturais, limpas e curtas.
✓ Não use unhas postiças quando entrar em contato direto com os pacientes.
✓ Evite utilizar anéis, pulseiras e outros adornos quando assistir ao paciente.
✓ Aplique creme hidratante nas mãos diariamente para evitar o ressecamento na pele.

29.4.17

I Semana da Saúde da Universidade Luterana do Brasil

I Semana da Saúde da Universidade Luterana do Brasil

O CABIM (Centro Acadêmico de Biomedicina) da Universidade Luterana do Brasil - ULBRA informa que realizará a Semana Acadêmica Integrada da Área da Saúde de 15 a 19 de maio no campus Canoas.


O evento conta com a parceria da Secretaria Municipal de Saúde da cidade e tem uma previsão de público estimada em 600 pessoas dentre munícipes e acadêmicos dos cursos de Biomedicina, Enfermagem, Farmácia, Tecnólogo em Estética e Fisioterapia.

Com carga horária de 54 horas, o objetivo do evento científico é difundir a troca de experiências e conhecimento técnico entre profissionais, estudantes e pesquisadores da área.

As palestras serão ministradas no Prédio 01, auditório 220, Campus Canoas, localizado na Avenida Farroupilha, 8001 - São José - Canoas - RS.

Para informações sobre inscrição, valores e prazos, entre em contato com as coordenações dos cursos envolvidos no evento pelos telefones:

➤ Biomedicina: (51) 3477-9215
➤ Enfermagem: (51) 3477-9298
➤ Estética: (51) 3477-9158
➤ Farmácia: (51) 3477-9158
➤ Fisioterapia: (51) 3477-9215
Jornada Goiana de Genética em Saúde

Jornada Goiana de Genética em Saúde

A comissão organizadora convida toda a comunidade acadêmica para a primeira edição da Jornada Goiana de Genética em Saúde, a se realizar nos dias 12 e 13 de maio de 2017, no Fórum de Anápolis/GO.


O evento conta com o apoio dos cursos de Biomedicina, Psicologia, Nutrição, Farmácia, Enfermagem, Educação Física, Medicina e Ciências Biológicas, da Faculdade Anhanguera de Anápolis e do Centro Universitário de Anápolis - UniEVANGÉLICA.

A JGGS apresenta uma abordagem multidisciplinar dirigida a todos os estudantes e profissionais da área da Saúde. O evento terá 20 horas de geração de conhecimento, contando com palestrantes de nomes reconhecidos em âmbito internacional. Serão abordados temas atuais e inovadores, promovendo intercâmbio de informações entre palestrantes e ouvintes.

O valor de inscrição para graduandos, pós-graduandos e profissionais é de R$ 70,00. As informações sobre ficha de inscrição, comprovante de pagamento e demais instruções podem ser obtidas no site: www.geneticaemsaude.com.br.

A Jornada Goiana de Genética em Saúde será sediada no Fórum, localizado na Avenida Senador José Lourenço Dias, 1311 - Setor Central - Anápolis - GO. Para consultar opções dehotéis e transporte, acesse o site do evento.

Página no Facebook: facebook.com/geneticaemsaude
Instagram: geneticaemsaude

26.4.17

O que são plasmídeos?

O que são plasmídeos?

Plasmídeos são pequenos pedaços circulares de DNA que se replicam independentemente do cromossomo da célula hospedeira, têm importante papel como vetores de clonagem e são amplamente utilizados na biologia molecular. Nos micro-organismos, os plasmídeos têm funções adaptativas, já que podem garantir a sobrevivência de bactérias pela presença de genes de resistência a antibióticos, por exemplo.

Os primeiros plasmídeos utilizados em laboratório foram derivados de plasmídeos naturais encontrados em bactérias. Desde a sua descoberta, pesquisadores adicionaram muitas características aos plasmídeos para adequação a uma variedade de aplicações. Foram projetados para transportar até 10 quilobases de DNA e são facilmente isolados de micro-organismos por métodos laboratoriais.


Embora os plasmídeos se repliquem independentemente do DNA cromossômico, eles dependem de enzimas hospedeiras para catalisar a sua replicação. As DNA polimerases do hospedeiro ligam-se a uma sequência de origem de replicação (ori) no plasmídeo.

Naturalmente encontrados em micro-organismos, os plasmídeos podem ser transferidos entre espécies por transformação ou conjugação, mas geralmente têm uma gama restrita de hospedeiros. A grande maioria pertence às bactérias, mas os plasmídeos também podem ser encontrados em cepas de Saccharomyces cerevisiae, que carregam um grande plasmídeo conhecido como plasmídeo de 2 μm.

Os plasmídeos que se replicam em bactérias têm sequências que se ligam à DNA polimerase bacteriana, enquanto que os plasmídeos que se replicam em leveduras têm sequências distintas que se ligam à DNA polimerase de levedura.

Atuando em alguma parte do metabolismo da célula hospedeira, os plasmídeos normalmente seriam perdidos se não conferissem alguma vantagem seletiva ao hospedeiro. Carregam, portanto, genes para marcadores selecionáveis, que permitem que células transformadas cresçam nas condições em que células não transformadas são incapazes de crescer.

Um exemplo clássico é a presença do gene de 𝛽-lactamase (ampᣴ) no DNA recombinante, que permite o crescimento da bactéria Escherichia coli na presença de ampicilina, um antibiótico que interfere na síntese da parede celular bacteriana. Além disso, o gene de levedura URA-3 pode estar presente, permitindo o crescimento das células portadoras do plasmídeo nos meios pobres em uracila.

O DNA recombinante também pode ser introduzido em células eucarióticas de mamíferos. Com a utilização de vírus previamente tratados como vetores, o DNA é incorporado à célula hospedeira sem causar danos.

Nomenclatura dos plasmídeos

A nomenclatura adequada é importante para distinguir plasmídeos. O "p" denota que é um plasmídeo, enquanto o restante do nome é um código usado pelos pesquisadores que o criaram. Muitas vezes, as letras no nome de um plasmídeo contêm as iniciais do pesquisador que realizou a sua construção ou as iniciais do marcador de resistência. Em seguida alguns possuem um número da versão e, separado por hífen, podem conter o nome do ORF (open reading frame) clonado em itálico.

O pBR322 foi um dos primeiros plasmídeos amplamente utilizados como vetor de clonagem. Com 4.361 pares de bases e dois genes de resistência (ampicilina e tetraciclina), o vetor foi nomeado pelos pesquisadores que o criaram, Bolivar e Rodriguez (BR), e ainda possui regiões para mais de quarenta enzimas de restrição.


Isolamento de plasmídeos

O isolamento de plasmídeos é realizado atualmente por kits comerciais, que suprem as necessidades do procedimento e são relativamente baratos. Os kits rendem DNA de alta qualidade, evitando a necessidade de desnaturantes orgânicos. Porém há uma grande variedade de procedimentos menos dispendiosos, mas um pouco mais demorados. Nos protocolos não comerciais, o DNA pode ter menos pureza do que o purificado com kits.

Ao contrário do cromossomo bacteriano, também circular mas muito maior, os plasmídeos são muito resistentes à desnaturação. Qualquer que seja o procedimento, os princípios básicos de isolamento do plasmídeo são os mesmos.

Lise e desnaturação ⇾ os procedimentos mais comuns usam uma combinação de base forte e um detergente para enfraquecer a parede celular bacteriana resistente. Os detergentes ajudam a solubilizar os lipídios na parede celular, permitindo que os desnaturantes entrem na célula. As proteínas, por causa de suas estruturas frágeis, são irreversivelmente desnaturadas. O tratamento também rompe as ligações de hidrogênio que mantêm o DNA cromossômico e plasmidial juntos.

Neutralização ⇾ permite que as cadeias complementares de DNA se reanelem e provoquem a precipitação de proteínas. Os plasmídeos renaturam porque têm estruturas superenroladas que mantêm as duas cadeias da hélice juntas durante a desnaturação. O DNA cromossômico não é capaz de renaturar porque as suas cadeias mais longas se misturam com proteínas desnaturadas.

Centrifugação ⇾ o DNA plasmidial é separado de grandes agregados de proteínas precipitadas e DNA cromossômico, por centrifugação.

Purificação ⇾ os plasmídeos são finalmente purificados por extração orgânica ou adsorção a uma resina.

24.4.17

XIV Encontro Mineiro de Biomedicina - EMBM

XIV Encontro Mineiro de Biomedicina - EMBM

Nos dias 19, 20 e 21 de maio acontecerá a décima quarta edição do Encontro Mineiro de Biomedicina, na cidade de Uberaba - MG. As inscrições estão disponíveis até o dia 15 de maio de 2017 e devem ser realizadas pelo site do encontro.


Para a edição deste ano, a comissão organizadora do evento preparou temas importantes e inovadores da área, como bioinformática, atuação do biomédico na veterinária e perfusão extracorpórea. A mesa redonda contará com um novo formato, composta por biomédicos em vários estágios de formação, para que haja uma troca de experiências acadêmicas e profissionais entre a mesa e os ouvintes.

As palestras serão ministradas no Auditório Esmeralda, no CEA (Centro Educacional e Administrativo) da UFTM, localizado ao lado da Biblioteca da UFTM.

Os participantes também podem submeter trabalhos para apresentação até o dia 05 de maio, considerando que o autor ou coautor do trabalho esteja inscrito no XIV Encontro Mineiro de Biomedicina. As informações sobre formatação podem ser encontradas no site do evento, na guia "submissão de trabalho".

Em adição ao ciclo de palestras, o encontro oferece mais de 20 minicursos teóricos e teóricos-práticos, nos quais o participante terá acesso à maioria das 36 áreas de atuação biomédica. Ao final do evento, ocorrerá a confraternização dos participantes no coquetel, já está incluso no valor da inscrição.

13.4.17

Zoonoses negligenciadas

Zoonoses negligenciadas

Qualquer doença ou infecção que é, naturalmente, transmissível de animais vertebrados para os seres humanos ou vice-versa é classificada como uma zoonose. Conhecidas há muitos séculos, atualmente existem mais de 200 zoonoses descritas que podem ser causadas por todos os tipos de agentes: bactérias, parasitas, fungos, vírus ou agentes não convencionais.


As zoonoses ainda representam uma ameaça à saúde pública, mas muitas delas são negligenciadas, ou seja, não são priorizadas pelos sistemas de saúde. Embora a maioria possa ser evitada, elas afetam centenas de milhares de pessoas, especialmente nos países em desenvolvimento.

Antraz

O antraz é principalmente uma doença de herbívoros, embora todas as espécies de sangue quente sejam suscetíveis. O agente causador é a bactéria Bacillus anthracis, formadora de esporos. O 'reservatório' da doença é o solo contaminado por esporos recentes ou até mesmo de várias décadas atrás.

Os humanos normalmente adquirem antraz por contato direto ou indireto com animais infectados ou através da exposição ocupacional a produtos de origem animal contaminados. De 60 países que notificaram o antraz em 2004, por exemplo, quase 60% foram os países em desenvolvimento. Em animais, a doença é quase sempre fatal.

No ser humano, a doença tem três formas. A inalação de antraz é uma doença ocupacional relatada apenas nos países industrializados e adquirida pela inalação de esporos; o antraz gastro-intestinal é adquirido após o indivíduo comer carne infectada de um animal que morreu da doença; e o antraz na forma cutânea, que representa mais de 95% dos casos notificados nos países em desenvolvimento, que é adquirido através de lesões na pele.

Em forte contraste com o medo da doença no Ocidente causado pelo seu potencial bioterrorista, o antraz, ano após ano, tem causado doenças pecuárias, porém as mortes súbitas em manadas e rebanhos são amplamente ignoradas.

Tuberculose bovina

Nos seres humanos, a grande maioria dos casos de tuberculose são causadas pela bactéria Mycobacterium tuberculosis. No entanto, a TB podem ser causada por um certo número de outras bactérias, como o Mycobacterium bovis, tornando a chamada "tuberculose bovina ' uma das doenças mais prevalentes e com a maior gama de hospedeiro de todas as bactérias da TB.

A tuberculose por M. bovis muitas vezes ocorre na forma extra-pulmonar, mas em muitos casos é clinicamente indistinguível da infecção por M. tuberculosis. No entanto, pacientes com M. bovis, não respondem aos medicamentos comumente usados ​​para tratar a tuberculose em grande parte dos casos, por vezes, resultando em um desfecho fatal. Muito pouco se sabe sobre a participação de tuberculose bovina na epidemia global de TB, mas relatos esporádicos de casos são recebidos de muitos países africanos e asiáticos e um trabalho recentemente realizado na República Unida da Tanzânia indica que esta pode ser uma fração substancial.

A tuberculose bovina parece estar aumentando a um ritmo semelhante ao número total de casos de TB, e o HIV é o maior fator para a progressão de infecção por tuberculose para a doença da tuberculose ativa. Na pecuária, principalmente no gado, a doença provoca menor produtividade, mas raramente a morte. Como a brucelose, a tuberculose bovina foi praticamente erradicada de rebanhos no mundo por um programa de detecção e abate.

Brucelose

A brucelose é uma das zoonoses mais difundidas no mundo. Causada por várias bactérias no gênero Brucella, afetam bovinos, ovinos, caprinos, suínos e outros animais levando ao aborto, redução da fertilidade e baixa produção de leite em animais afetados. Pode ser transmitida às pessoas através do contato direto com animais ou por meio de ingestão de leite não pasteurizado de um animal infectado.

Nas pessoas, o principal sintoma é a febre recorrente, também chamada de "febre ondulante". A brucelose tem uma forte tendência a ser diagnosticada como malária resistente às drogas em países tropicais. Uma doença crônica e debilitante, que pode causar uma variedade de outros sintomas, incluindo dor nas articulações, fadiga e depressão. Também provoca perdas substanciais aos produtores de gado em rebanhos ou regiões onde é endêmica.

Na maioria dos países desenvolvidos, programas de detecção e abate em conjunto com compensações para os agricultores e incentivos financeiros para a diminuição da doença nos rebanhos tem eliminado a brucelose e diminuído o número de casos em humanos.

Cisticercose e neurocisticercose

A cisticercose está emergindo como um sério problema de saúde pública e agrícola em muitos países da África, Ásia e América Latina. Os seres humanos adquirem o parasita Taenia solium ao comer carne de porco crua ou mal passada contaminada com cisticercos, a forma larvária da tênia que se desenvolve no intestino dos seres humanos, onde se estabelecem e se tornam vermes adultos que podem chegar a mais de três metros de comprimento. Esses vermes adultos lançam ovos nas fezes humanas, que podem infectar, por sua vez, os mesmos seres humanos ou outros animais, bem como porcos.

A doença é, portanto, fortemente associada com criação de porcos em condições de falta de higiene. Ovos ingeridos resultam em formas larvares que migram para diferentes partes do corpo humano e suíno, formando cistos (cisticercose). Porcos podem portar milhares destes cistos, tornando a carne destes animais impróprias para o consumo e, muitas vezes resultando em condenação total da carcaça.

Um local comum da migração em humanos é o sistema nervoso central. A neurocisticercose humana (NCC) ocorre quando os cistos se desenvolvem no cérebro. Ele é considerada uma das infecções parasitárias mais comuns do sistema nervoso humano e é a causa mais frequente de epilepsia no mundo em desenvolvimento. A OMS estima que a cisticercose afete cerca de 50 milhões de pessoas em todo o mundo e, em áreas endêmicas, provoque cerca de 50 000 mortes.

Equinococose cística ou hidatidose

A equinococose cística ou hidatidose é causada pela fase larvária da tênia Echinococcus granulosus. Seu ciclo natural ocorre na forma de cisto nos ovinos e com tênia em cães. Os cães se alimentam de carne de ovinos infectados e, por sua vez, lançam ovos em suas fezes, que são ingeridos por ovelhas.

Os humanos são infectados pela ingestão de alimentos ou água contaminada com material fecal contendo ovos de tênia que passaram por carnívoros infectados. Os cistos, muitas vezes localizados no abdômen, crescem lentamente ao longo do tempo e podem se tornar muito grandes, e sua cura é geralmente cirúrgica.

A hidatidose é encontrada em todo o mundo em comunidades onde as ovelhas são criadas juntamente com os cães. É altamente prevalente em muitos países em desenvolvimento, especialmente em comunidades pobres. Nos seres humanos, a incidência de casos cirúrgicos varia de 0,1 a 45 casos por 100.000 e os intervalos de prevalência entre 0,22% a 24%, em áreas endêmicas. O controle é feito através de vermifugação de cães e da prevenção dos cães de comerem carne de ovinos mal cozida, principalmente os miúdos, bem como controle e educação em saúde.

A transmissão é facilitada pela falta de consciência dos fatores de transmissão e medidas de prevenção entre a população em risco, como o alto número de cães abandonados. A inspeção de carne em matadouros, disposição inadequada de miúdos em casas de abate também são práticas válidas. As consequências econômicas muitas vezes não são conhecidas, resultando na negligência da doença.

Raiva

A raiva é provavelmente o mais conhecida entre as zoonoses. É causada por um vírus, que normalmente entra no corpo através de uma lesão ou mordedura na pele e faz o seu caminho até o cérebro. Seus sintomas em animais e pessoas resultam inevitavelmente em casos fatais quando não tratados, sendo de longe, a mais temida das zoonoses.

Do ponto de vista sanitário, a medida mais eficaz para a prevenção continua sendo a vacinação do cão, apesar do eventual risco para os cães e pessoas serem infectados por animais selvagens. As pessoas que foram mordidas por um animal suspeito, deve antes de tudo lavar a ferida e depois procurar tratamento pós-exposição. Vários tipos de tratamento pós-exposição existem, mas são muitas vezes indisponíveis em áreas rurais isoladas ou muito caros para os governos ou indivíduos pagarem.

Considerando a faixa etária de incidência, em média, 30% a 50% dos casos de raiva humana (portanto, as mortes por raiva) ocorrem em crianças menores de 15 anos de idade. Em algumas áreas, ocorrem perdas significativas para o gado. Mais de 99% de todas as mortes humanas por raiva ocorrem nos países em desenvolvimento, com cães domésticos sendo a fonte da grande maioria dos casos humanos. Apesar de ser uma das doenças mais antigas conhecida pelo homem, ter tratamento disponível e da existência da vacina altamente eficaz em cães, estima-se que cerca de 55.000 pessoas morrem por ano com esta doença.

Doença do sono ou tripanossomíase humana africana

Ao contrário de outras doenças, cuja distribuição é mundial, a doença do sono ou tripanossomíase humana africana é limitada ao continente africano, onde seu inseto vetor, a mosca Tsé-Tsé é encontrada. Existem duas formas da doença do sono: a forma crônica gambiense é encontrada na África Central e Ocidental e, apesar de um animal ser encontrado infectado, a doença é mantida pela transmissão entre o vetor e os seres humanos. No entanto, o reservatório animal é importante na forma rhodesiense aguda, encontrada na África Oriental e Austral.

O agente causador, Trypanosoma brucei rhodesiense, infecta os seres humanos, animais silvestres e animais domésticos, que mantêm a infecção entre epidemias e convivem em animais como um complexo de tripanossomas patogênicos (T. congolense, T. vivax e T. b. brucei) apresentando um grande problema para os criadores de gado da África. Epidemias devastadoras têm ocorrido durante o último século e, se não for tratada, a doença é sempre fatal em seres humanos. O tratamento é caro, normalmente variando entre US$150 e US$ 800 por pessoa, e nas fases posteriores do tratamento da doença, envolve uma mortalidade de 5%.

O controle é feito através no vetor ou nos reservatórios da doença. Para a forma rhodesiense, a chave para prevenir a doença em pessoas é tratar o gado com o uso de drogas que são eficazes não só contra tripanossomas patogênicos aos seres humanos, mas também contra aqueles que causam perdas substanciais na produção de gado, aliada com medidas de controle de vetores adequadas.

Fonte: World Health Organization - WHO

10.4.17

Enzimas de Restrição

Enzimas de Restrição

A construção de moléculas de DNA recombinante, ou seja, a ligação de segmentos específicos de moléculas de DNA de origens diferentes, é uma técnica que pode ser desenvolvida graças à descoberta das enzimas de restrição ou endonucleases.


O que são essas enzimas? 

As enzimas de restrição foram descobertas e isoladas de inúmeras espécies de bactérias as quais têm a função de protegê-las de infecções virais. Os vírus bacterianos, ou fagos, ao invadirem o interior da bactéria, têm seu DNA cortado em sítios específicos, causando assim a restrição de seu ciclo de replicação que levaria à lise ou destruição da bactéria.

Como funcionam as enzimas de restrição?

As enzimas de restrição são proteínas que têm a capacidade de reconhecer, na dupla hélice do DNA, sítios de clivagem, ou seja, sequências específicas de 4 ou 6 bases. Uma vez reconhecido, é realizado um corte específico em cada ponto ou sítio em que as moléculas da enzima se ligam.

Esses sítios, além de estarem presentes no vírus, também existem no DNA de todos os outros organismos, inclusive na própria bactéria que produz a enzima. Para evitar que seu próprio DNA seja cortado e, portanto, tornado inativo na bactéria, esses sítios de restrição aparecem ligados a uma molécula do grupo metil (CH₃) que impede a ação da enzima.

Uma das características mais importantes das enzimas de restrição é a especificidade, ou seja, uma mesma molécula de DNA submetida à ação de uma enzima é sempre cortada nos mesmos pontos e gera um conjunto de fragmentos de mesmo tamanho. Portanto, quaisquer duas moléculas de DNA de mesmo tamanho, contendo os mesmos sítios de restrição nas mesmas posições, resultam em conjuntos de fragmentos de tamanho idêntico.

Da mesma forma, porém, quaisquer alterações no DNA fora dos sítios digeridos pela enzima não são detectadas por esse método. Como esses sítios são relativamente raros (em geral bem menos de 1 por 1000 pares de bases - pb), moléculas diferentes podem apresentar o mesmo padrão de fragmentos ao serem cortadas com enzimas.


Como identificar os fragmentos cortados?

A separação de fragmentos de DNA de diferentes tamanhos pode ser feita através de um processo relativamente simples e rápido, a eletroforese em gel de agarose. O gel representa, na verdade, uma “peneira” ou matriz capaz de retardar diferencialmente o movimento de moléculas de tamanhos variados. A molécula de DNA, devido à presença do ácido fosfórico, apresenta carga negativa, de modo que, quando submetida a um campo elétrico, em pH neutro, é atraída para o pólo positivo.

A primeira etapa do processo da eletroforese consiste em colocar a amostra de DNA em uma cavidade ou poço, na extremidade do gel. Em seguida, deve-se fazer uma corrente elétrica passar pelo gel colocando o pólo positivo (ânodo) na extremidade oposta. Desta forma, após algum tempo, encontram-se, a partir do ponto de aplicação, as moléculas distribuídas em ordem decrescente de tamanho.

Para a visualização, o DNA é corado com um reagente fluorescente que se intercala na molécula, o brometo de etídio (EtBr). Os fragmentos podem ser, então, observados sob luz ultravioleta (UV).

Fonte: Sociedade Brasileira de Genética.

7.4.17

Os principais métodos de exames parasitológicos

Os principais métodos de exames parasitológicos

São inúmeros os métodos de exames coprológicos descritos na literatura, os quais possuem vários princípios e podem ser qualitativos ou quantitativos. Grande parte das técnicas são modificadas com o tempo para melhorar a identificação dos parasitas e, por apresentarem diferentes sensibilidades na detecção de ovos, larvas e cistos, geralmente é necessário o uso de mais de um procedimento durante a análise.


Formas evolutivas de helmintos eliminadas via anal

OvosAscaris lumbricoides, Trichuris trichiura, Enterobius vermicularis, Ancylostoma duodenale, Necator americanus, Taenia solium, Taenia saginata, Hymenolepis nana, Schistosoma mansoni.
Larvas - Strongyloides stercoralis.
Adultos - Ascaris lumbricoides, Taenia spp. (proglotes), Enterobius vermicularis.

Formas evolutivas de protozoários eliminadas via anal

Cistos / trofozoítosGiardia lamblia, Entamoeba histolytica / E. dispar, Entamoeba coli, Endolimax nana, Iodamoeba bütschlii, Chilomastix mesnili, Blastocystis hominis (apenas cisto).

EXAME DIRETO

Utilizado para pesquisa de cistos de protozoários e ovos de helmintos, é um método pouco sensível e só apresenta bons resultados em infecções massivas. Adiciona-se solução de lugol à amostra de fezes depositada sobre a lâmina e este é observada em microscópio.

MÉTODO DE HOFFMAN, PONS & JANER

Pela sedimentação espontânea, este método baseia-se na diluição das amostras fecais em água e filtração através de uma tira de gaze em um vidro de sedimentação cônico. O método HPJ é utilizado para detectar a presença de ovos, larvas de helmintos e cistos de protozoários. Devido ao baixo custo, é amplamente utilizada em estudos epidemiológicos.

MÉTODO DE WILLIS

Método de flutuação baseado na capacidade dos ovos de helmintos flutuarem na superfície de uma solução saturada com cloreto de sódio e se aderirem ao vidro. Nesta técnica, uma solução saturada com as fezes emulsionadas é depositada em um frasco de fundo redondo, onde um menisco é formado na superfície. Em seguida, o frasco é coberto com uma lâmina e, após vários minutos, a mesma é removida e examinada em microscópio.

MÉTODO DE FAUST

No método de centrífugo-flutuação utilizado para a pesquisa de cistos de protozoários e ovos de helmintos, as fezes são homogeneizadas, filtradas em gaze e depositadas em tubo cônico com uma solução saturada de sulfato de zinco. Após centrifugação, retira-se a película superficial com uma lamínula e esta é depositada em uma lâmina de vidro para observação em microscópio.

MÉTODO DE RITCHIE

Para a pesquisa de cistos de protozoários, as fezes são conservadas com solução de MIF (Mertiolado-Iodo-Formaldeído), filtradas e deixadas em repouso por aproximadamente 20 minutos. Então adiciona-se éter, o tubo é agitado vigorosamente e por fim centrifugado. Após a centrifugação, o sobrenadante é desprezado, restando o sedimento para análise em lâmina com lugol.

MÉTODO DE BAERMANN-MORAES

Utilizada para a detecção de larvas de nematoides em amostras fecais, o método é baseado no termotropismo e hidrotropismo das larvas, que apresentam tendência à sedimentação. Esta técnica consiste em colocar as fezes em contato com água morna (40-45º C) durante aproximadamente 1 hora. As larvas presentes nas fezes migram para o meio líquido mais quente e assentam no fundo do balão, de onde a amostra é coletada para análise microscópica. A diferenciação entre as larvas de Strongyloides stercoralis e ancilóstomo é obtida pela análise das características morfológicas, principalmente dos vestíbulos bucais. 

MÉTODO DE GRAHAM

O método da fita adesiva é utilizado na pesquisa de ovos de Enterobius vermicularis. Com o auxílio de um tubo de ensaio, realiza-se pressão em uma fita gomada transparente (parte colante) sobre o ânus e região perianal. Os ovos e, ocasionalmente, as fêmeas adultas se aderem à superfície pegajosa da fita, que é colada na lâmina e observada em microscópio.

MÉTODO DE KATO-KATZ

Uma técnica de semi-concentração utilizada para a detecção qualitativa de ovos de parasitas. Frequentemente é usado um kit comercial, quando as amostras de fezes são comprimidas em uma malha para concentrar a amostra e separar os detritos. Em seguida, as amostras são transferidas para uma lâmina através de uma placa perfurada que define uma quantidade uniforme de fezes. Só então a placa perfurada é removida e a amostra de fezes coberta por um papel celofane umedecido em glicerina ou verde malaquita, aplicando-se uma pressão sobre a lâmina. Após cerca de 30 minutos de repouso, o material pode ser analisado em microscópio.

5.4.17

Autodiagnóstico? Má ideia!

Autodiagnóstico? Má ideia!

Não é difícil encontrar pessoas procurando na internet sintomas comuns, em uma rápida pesquisa pelo Google ou outros buscadores da rede. Os mais diferentes históricos da internet podem mostrar, dentre os mais procurados, assuntos como: "o que é essa mancha vermelha na minha pele"?

O problema não está na busca do conhecimento sobre os sintomas nem sobre as doenças, mas no diagnóstico que as pessoas fazem ao relacionarem tais observações. Ir a uma consulta médica é muito mais aconselhável do que você convencer a si mesmo de que está com dengue, por exemplo, apenas com informações obtidas da internet.


O que isso significa? É mais provável que uma pessoa considere que está com uma doença rara do que com uma outra doença que apresente sintomas comuns na população. Muitos usuários da internet têm dificuldade em avaliar seus próprios sintomas como se fossem observar os de outra pessoa, isto é, o indivíduo superestima a probabilidade de contrair doenças raras e graves. Além disso, os efeitos desse erro podem causar muita ansiedade, estresse, visitas desnecessárias ao médico e até mesmo doenças secundárias originadas pelo estresse e preocupação.


O autodiagnóstico online pode ser comparado à confusão de cavalos com zebras. Ao ouvir o som de cascos, você certamente pensa em um dos dois, mas também é muito provável que se esqueça da existência do outro. Ou seja, você pode fazer seu diagnóstico com a pior doença existente e estar cometendo um erro grave.

Apesar de tudo isso, a procura por informações antes de uma consulta médica já é um hábito entre as pessoas, e não há problema algum se o objetivo for mais conhecimento. Apenas evite confundir "zebras" com "cavalos" e não tente convencer um profissional da saúde de que você sabe mais do que ele com informações retiradas da rede. Deixe o diagnóstico final para profissionais especializados, que estudam anos para atuar com competência e responsabilidade.