Anuncie

17.10.17

Estágio no Instituto Butantan em 2018

Estágio no Instituto Butantan em 2018

Foram abertas as inscrições para o programa de estágio curricular obrigatório do Instituto Butantan, referente ao primeiro semestre de 2018. O Instituto Butantan é o principal produtor de imunobiológicos do Brasil, responsável por grande porcentagem da produção nacional de soros hiperimunes e grande volume da produção nacional de antígenos vacinais, que compõem as vacinas utilizadas no Programa Nacional de Imunizações – PNI, do Ministério da Saúde.


O processo seletivo visa preencher 104 vagas de estágio, para alunos regularmente matriculados em unidades de ensino públicas ou privadas, com carga horária de 30 horas semanais. As áreas incluem biotério, laboratórios de farmacologia, biologia molecular, parasitologia, genética, bacteriologia, entre muitas outras disponíveis no edital.

Independente de sua modalidade, o estágio não será remunerado e não implica em vínculo empregatício de qualquer natureza entre a Secretaria de Estado da Saúde/Instituto Butantan e os estagiários do programa.

Os candidatos devem se inscrever pelo site do Instituto Butantan até o dia 26 de outubro de 2017, às 17h. É necessário apresentar uma cópia legível e atualizada do histórico escolar e uma declaração da coordenação do curso afirmando que o aluno encontra-se no período adequado para o estágio. Posteriormente, o candidato será convocado para uma entrevista a partir do dia 23 de novembro.


12.10.17

Novo valor de referência para a Vitamina D

Novo valor de referência para a Vitamina D

A Sociedade Brasileira de Patologia Clínica / Medicina Laboratorial (SBPC/ML), por meio de seu diretor de ensino e médico patologista clínico Carlos Eduardo dos Santos Ferreira, recentemente anunciou uma mudança no valor de referência para a Vitamina D.


O comunicado foi feito ao público durante o 51º CBPC/ML, em 2017. O valor normal, que era de 30 ng/mL, agora passa a ser aceito a partir de 20 ng/mL. Tal alteração ocorre porque de acordo com resultados de estudos recentes, pessoas que apresentam dosagens de 20-30 ng/mL não necessitam de reposição da vitamina.

Essa modificação do valor referencial também já era discutida há algum tempo pelo Departamento de Metabolismo Ósseo e Mineral da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia - SBEM. Segundo o departamento, pessoas com dosagens inferiores a 10 ng/mL podem evoluir para osteomalácia e raquitismo. As que apresentam dosagens entre 10 e 20 ng/mL têm baixo risco de perda de massa óssea. Para pessoas saudáveis, é recomendado que esteja acima de 20 ng/mL, e valores entre 30 e 60 ng/mL são aceitáveis para grupos como idosos, gestantes e demais pacientes.

É importante destacar que a reposição da vitamina deve ser feita exclusivamente com acompanhamento médico. Quando os valores ultrapassam 100 ng/mL, a vitamina se torna tóxica ao organismo e também pode elevar o risco de hipercalcemia. Sintetizada a partir da exposição da pele aos raios ultravioletas B (UVB), a Vitamina D também pode ser encontrada em alimentos ou na forma comercial, em cápsulas e comprimidos.

5.10.17

V Simpósio Acadêmico de Biomedicina da UFMG

V Simpósio Acadêmico de Biomedicina da UFMG

Chegando à sua quinta edição, o Simpósio Acadêmico de Biomedicina da UFMG visa promover uma discussão sobre as principais tendências do universo biomédico. Serão discutidos temas sobre o mercado de trabalho, inovações tecnológicas e áreas de atuação na Biomedicina.


Durante os três dias, pretende-se favorecer a troca de experiências com profissionais que são referência em suas áreas, além de descobrir novidades sobre pesquisa e desenvolvimento. O simpósio possibilita obter o aprendizado com pessoas de diferentes cursos e instituições de ensino, assim como conhecer profissionais já inseridos no mercado de trabalho. Abaixo, alguns dos minicursos oferecidos nessa edição:

Nutracêuticos e Dermoformulações no auxílio de procedimentos estéticos
Dr. Philippe Saldanha (NEPUGA)

Medicina Nuclear e aplicações
Livia Pedrosa Moura e Thalison Costa Neves (UNA, PUC e Nuclear Medcenter)

Perícia Criminal: aspectos gerais do dia a dia no IML
Hudson da Silva Lima (Polícia Civil - MG)

Gestão Laboratorial
Denise Sousa (Hospital Risoleta Tolentino Neves)

O evento será realizado de 08 a 10 de novembro de 2017, na Faculdade de Farmácia da UFMG, localizada na rua Professor Moacir Gomes de Freitas, 305, Pampulha - Belo Horizonte, MG. Os interessados devem se inscrever pelo site do simpósio, que também descreve a programação completa.


2.10.17

A importância da pesquisa clínica

A importância da pesquisa clínica

A população e muitos profissionais ainda não conhecem a importância, os riscos, benefícios, deveres e direitos de quem participa de uma pesquisa clínica. Esses estudos envolvem uma grande equipe e visam testar diferentes opções de tratamento para uma determinada condição ou doença. Algumas pesquisas incluem membros saudáveis da população, enquanto outras possuem pacientes que recebem cuidados da equipe envolvida durante a pesquisa.


Todos os procedimentos são executados com o máximo de respeito, ética e responsabilidade. Antes de incluir uma pessoa no estudo, os membros da equipe questionam o candidato para saber a sua real intenção de participar dos ensaios e testes. A ideia de cobaia humana, que muitas vezes afasta candidatos e profissionais da pesquisa clínica, é um pensamento que precisa ser desmistificado.

Realizadas em vários estágios, essas pesquisas envolvem um grande número de participantes e são geralmente ensaios randomizados, já que as pessoas são divididas aleatoriamente nos grupos de tratamento, normalmente com o auxílio de um software. Isso é feito para que cada grupo tenha uma mistura semelhante de pessoas de diferentes idades, sexo e condições de saúde.

Ensaios controlados são projetados para comparar diferentes tratamentos, na maioria das vezes novos com os já habituais. Um grupo conhecido como o grupo de teste recebe o novo tratamento enquanto um outro (grupo controle) recebe o tratamento padrão, placebo ou nenhum tratamento.

Em um ensaio cego, os participantes não são informados a qual grupo pertencem porque pode influenciar nos relatos de seus sintomas, por exemplo. Na modalidade de ensaio duplo-cego, nenhum dos dois grupos (participantes e médicos) sabe quais pessoas estão recebendo tratamento. Essa medida evita qualquer tipo de influência nos resultados do estudo.

Os ensaios clínicos abrangem diferentes tipos de pesquisa. Frequentemente criados para testar novos medicamentos ou vacinas, também podem ser usados para testar novas combinações de medicamentos já existentes, verificar se um modo de tratamento diferente se tornará mais eficaz, reduzirá efeitos colaterais e para experimentar maneiras de prevenir a manifestação de uma doença. Os tratamentos testados nesses tipos de estudos podem incluir vacinas, drogas ou suplementos como vitaminas e minerais.

A pesquisa clínica é fundamental para a produção de novos medicamentos, produtos cosméticos, alimentos ou quaisquer outros produtos. É a melhor maneira de comparar diferentes abordagens para prevenir e tratar doenças. Profissionais e pacientes precisam da evidência dos ensaios clínicos para saber quais tratamentos funcionam melhor. Muitos tratamentos que agora são de uso comum na medicina já foram testados em ensaios clínicos no passado.

1.10.17

Entendendo o câncer de mama

Entendendo o câncer de mama

O câncer de mama é o câncer mais comum nas mulheres em todo o mundo. Em 2012, por exemplo, cerca de 1,7 milhão de novos casos foram diagnosticados (segundo câncer mais comum). Isto representa aproximadamente 12% de todos os novos casos e 25% de todos os casos de câncer nas mulheres.


O termo "câncer da mama" refere-se a um tumor maligno que se desenvolve a partir de células da mama. Normalmente começa nas células dos lóbulos, que são as glândulas produtoras de leite, ou nos ductos, que são as passagens que drenam o leite dos lóbulos ao mamilo. Menos frequentemente, o câncer da mama pode começar nos tecidos estromais, que incluem os tecidos conjuntivos fibrosos da mama.

Um tumor pode ser benigno ou maligno. Os tumores benignos não são considerados cancerígenos, suas células têm aparência similar às normais, crescem lentamente e não invadem tecidos vizinhos. Os tumores malignos são potencialmente perigosos, pois podem se espalhar além do tumor original para outras partes do corpo.

Imagem: Patrick J. Lynch.

Fatores de risco e diagnóstico

Ser mulher é o maior fator de risco para desenvolver câncer de mama. As razões para a diferença nas taxas de câncer de mama entre homens e mulheres são, principalmente:

o desenvolvimento das mamas nas mulheres leva de 3 a 4 anos e é geralmente completo aos 14 anos de idade. Nos homens, o que vemos é gordura e glândulas não formadas.
→ depois de completamente formada, as células da mama feminina são imaturas e altamente ativas até a primeira gravidez. Por isso são sensíveis ao estrogênio e outros hormônios, incluindo desreguladores hormonais do ambiente.
→ células mamárias masculinas são inativas e a maioria dos homens tem níveis extremamente baixos de estrogênio.

Toda mulher deseja saber o que pode fazer para reduzir seu risco de câncer de mama. Alguns dos fatores associados ao câncer de mama são idade e genética, dos quais não há nenhuma possibilidade de alterá-los. Porém, outros fatores como excesso de peso, falta de exercícios físicos, fumo e dietas pouco saudáveis podem ser mudados. Ao escolher um estilo de vida mais saudável, o risco de câncer de mama será proporcionalmente menor.

Apesar de não poder ser prevenido, o câncer de mama pode ser detectado pela mamografia anual. O exame pode salvar vidas porque permite detectar o câncer antes que os sintomas se desenvolvam, facilitando o tratamento. Além disso reduz significantemente o risco de morte em mulheres com idade superior a 40 anos. É importante perguntar ao médico sobre quais testes de detecção são ideais e quando realizá-los.


Estágios do câncer de mama

O estágio do câncer indica se o tumor está limitado a uma área na mama, espalhou-se para os tecidos saudáveis no interior da mama ou para outras partes do corpo. Para isso, são consideradas quatro características:

→ tamanho;
→ se é invasivo ou não invasivo;
→ se atingiu os gânglios linfáticos;
→ se o câncer se espalhou para outras partes do corpo.

● Estágio 0: as células cancerosas permanecem dentro do ducto mamário, sem invasão para os tecidos mamários adjacentes.

● Estágio IA: as medidas do tumor são de até 2cm. O câncer não se espalhou para fora da mama. Não há nódulos linfáticos envolvidos.

● Estágio IB: não há nenhum tumor na mama. Em vez disso, pequenos grupos de células cancerosas (0,2mm - 2mm) são encontrados nos gânglios linfáticos.
ou
Há um tumor na mama, que não é maior do que 2cm, e existem pequenos grupos de células cancerosas (0,2mm - 2mm) nos nódulos linfáticos.

● Estágio IIA: nenhum tumor pode ser encontrado na mama, mas as células cancerosas são encontradas nos gânglios linfáticos axilares.
ou
O tumor mede até 2cm e se espalhou para os linfonodos axilares.
ou
O tumor tem entre 2cm e 5cm e não se espalhou para os linfonodos axilares.

● Estágio IIB: o tumor é maior do que 2cm, mas não maior do que 5 cm e se espalhou para os linfonodos axilares.
ou
O tumor é maior do que 5cm, mas não se espalhou para os gânglios linfáticos axilares.

● Estágio IIIA: nenhum tumor é encontrado na mama. O câncer é encontrado em nódulos linfáticos axilares que estão ligados a outras estruturas, O tumor pode ser encontrado em gânglios linfáticos perto do esterno.
ou
O tumor pode ser de qualquer tamanho. O câncer se espalhou para os linfonodos axilares, ligados a outras estruturas. O tumor pode ser encontrado em gânglios linfáticos perto do esterno.

● Estágio IIIB: o tumor pode ser de qualquer tamanho e se espalhou para a parede do peito ou pele da mama. Pode ter se espalhado para os linfonodos axilares ou invadir outras estruturas. O tumor pode se espalhar para os gânglios linfáticos perto do esterno.
O câncer de mama inflamatório é considerado de estágio IIIB.

● Estágio IIIC: pode não haver nenhum sinal de câncer na mama ou o tumor pode ser de qualquer tamanho e ter se espalhado para a parede torácica ou pele da mama. O câncer se espalhou para os linfonodos acima ou abaixo da clavícula, para os linfonodos axilares ou para os gânglios linfáticos perto do esterno.

● Estágio IV: o tumor se espalhou (metástase) para outras partes do corpo.

Tratamento

A cirurgia (mastectomia) é geralmente a primeira opção contra o câncer de mama e dependerá de muitos fatores. O médico irá determinar o tipo de cirurgia que é mais adequado para o paciente com base no estágio do câncer (tamanho, tipo, evolução). Os gânglios linfáticos axilares também podem ser avaliados e removidos durante a cirurgia.

Imagem: National Cancer Institute.

Outras formas de terapias complementares são:

Radioterapia: altamente eficaz para destruir células cancerígenas na mama que permanecem após a cirurgia. A radiação pode reduzir o risco de recorrência do câncer de mama em até 70%.

Quimioterapia: utilizada para tratar pacientes em estágios iniciais de câncer de mama invasivo e em estágios avançados de câncer de mama para destruir ou danificar o máximo de células cancerígenas.

Terapia hormonal: redução da quantidade de estrogênio no organismo ou bloqueio da ação do estrogênio sobre as células de câncer de mama.

Terapia-alvo: tratamento que visa características específicas de células tumorais, como proteínas de crescimento. Em alguns casos são utilizados anticorpos que funcionam como os que são naturalmente produzidos pelo nosso sistema imunológico.

25.9.17

A pesquisa em anticorpos monoclonais no Brasil

A pesquisa em anticorpos monoclonais no Brasil

No dia 27 de setembro de 2017, das 9h00 às 12h00, o especialista em P&D de biofármacos Renan Leonel discutirá o esforço brasileiro para desenvolver uma grande promessa da biomedicina contemporânea: os anticorpos monoclonais (mAbs).


Organizado pelo Grupo de Pesquisa Observatório da Inovação e Competitividade/NAP do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP) e coordenado pelo professor Mario Salerno, o seminário abordará a importância dos mAbs em terapias, assim como os desafios para o seu desenvolvimento devido à necessidade de altos investimentos públicos e privados.

Atualmente, o mercado brasileiro é o terceiro maior do mundo para esse medicamento e cerca de 60% dos recursos utilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são gastos na compra desses imunobiológicos. Isso demonstra a necessidade de pesquisadores brasileiros refletirem sobre o caráter transnacional e transversal das políticas de Ciência, Tecnologia & Inovação em saúde.

O evento será gratuito, aberto ao público e sediado na Sala de Eventos do IEA-USP, localizada na rua Praça do Relógio, 109, bloco K, 5°andar, Butantã - São Paulo (SP). Para acompanhar a apresentação no local, é necessário realizar a inscrição prévia preenchendo um formulário.

Participantes de outros locais que não conseguirem comparecer no dia do evento também poderão assistir à apresentação pela transmissão na web (http://www.iea.usp.br/aovivo), dispensando a inscrição.

Todos os dados apresentados pelo especialista Renan Leonel terão como referência informações colhidas de um projeto de pós-doutorado na Faculdade de Medicina da USP. Para mais informações sobre o tema e o seminário, acesse a página do evento.

11.9.17

Luz e Saúde III: Cicatrização

Luz e Saúde III: Cicatrização

As aplicações da luz no metabolismo da cicatrização.

A luz possui papel fundamental no funcionamento do organismo e novas tecnologias mostram seu potencial frente a diversos processos terapêuticos, mas como o processo de cicatrização pode se beneficiar da luz? Quais são estes benefícios desta tecnologia e quem pode aproveitá-la?

Nos últimos dois textos, vimos o papel da luz como reguladora de processos fisiológicos (Link) e também como alternativa para o tratamento de alguns transtornos do humor como a depressão (Link). Assim, podemos considerar, direta ou indiretamente, a luz como fator essencial da manutenção do funcionamento normal do organismo – também conhecido por homeostase.

Entretanto, novas tecnologias utilizam a luz como ferramenta sobre outros tratamentos. Um exemplo disto é a fototerapia, a qual compreende todas as metodologias que utilizem a luz de fonte artificial, em potências mais altas e determinados comprimentos de onda como ferramenta. Como o título desta matéria indica, iremos abordar a luz como artifício benéfico ao processo de cicatrização, entretanto, dentro da fototerapia são observadas aplicações também para o tratamento da psoríase ou então, do vitiligo, por exemplo.

De maneira geral, os benefícios associados a fototerapia sobre o processo de cicatrização podem ser resumidos pela diminuição da inflamação, da dor, e pela melhora da circulação sanguínea no local em cicatrização. Os detalhes destes mecanismos podem ser consultados nesta excelente revisão (Link) sobre o assunto.


Atualmente os equipamentos mais utilizados pela fototerapia empregam o LED ou o LASER, conhecidos por suas outras aplicações no nosso cotidiano (televisões e leitores de código de barra, por exemplo). Entretanto, na fototerapia suas aplicações se mostram interessantes considerando a capacidade de induzirem melhor qualidade à cicatrização. Por definição, ambas as tecnologias emitem a radiação eletromagnética não ionizante, monocromática (um espectro pequeno de comprimentos de onda) ou então, em combinação com vários comprimentos de onda.

Neste contexto, o LASER e o LED promovem efeitos distintos de acordo com o comprimento de onda e potência utilizada. Cada um destes possuem características específicas recomendadas para uma determinada finalidade dentro da fototerapia. São considerados uma excelente ferramenta terapêutica justamente pela baixíssima incidência de neoplasias no tecido irradiado, tornando-se assim uma estratégia confiável e ampliando a lista de possíveis pacientes a serem tratados.

A profundidade de infiltração da luz varia conforme o comprimento de onda utilizado. Desta maneira, a resposta induzida pela fototerapia também varia de acordo com o equipamento, intensidade e comprimento de onda, permitindo uma ampla gama de tratamentos.

Também utilizado na odontologia e fisioterapia, a fototerapia possui ampla utilização na cicatrização não somente da pele, mas também em outros tecidos como a gengiva e os músculos. Os conceitos moleculares da fototerapia envolvem várias interações intracelulares entre a luz e células (sobretudo fibroblastos) do tecido, promovendo alterações benéficas no metabolismo da cicatrização – redução da inflamação, da dor e melhora da circulação – recursos interessantes para a cicatrização mais rápida e de melhor qualidade, inclusive dentro da fisioterapia e a pacientes odontológicos.

Existe também um outro nicho dentro da fototerapia a partir dos efeitos estéticos que a fototerapia é capaz de proporcionar. São exemplos desta aplicação o clareamento de manchas na pele, alterações no metabolismo do colágeno, além do efeito microbicida, contribuindo juntos para os efeitos estéticos desejados.

Desta forma, a fototerapia se mostra uma metodologia interessante pelos efeitos benéficos citados, aumentando a qualidade e a eficiência do processo de cicatrização, e assim aumentando a qualidade de vida da sociedade. Os estudos da fototerapia são relativamente recentes dentro da medicina, e assim, ainda apresenta-se como uma metodologia de baixa escala, porém, enxerga-se nela grande potencial e a tendência é que esteja cada vez mais presente no nosso cotidiano.

5.9.17

Nova resolução para as atribuições do biomédico no magistério acadêmico

Nova resolução para as atribuições do biomédico no magistério acadêmico

No dia 1º de setembro, foi publicada no Diário Oficial da União a Resolução nº 278 do Conselho Federal de Biomedicina, que estabelece novas atribuições ao profissional biomédico no magistério acadêmico.


Considerando que o magistério acadêmico contribui para a formação do aluno nas habilitações que a biomedicina proporciona e a necessidade de articulação entre a teoria e a prática na atividade de formação do aluno nas habilitações previstas na Resolução CFBM 78/2002, o CFBM prevê que o professor docente envolvido na difusão do conhecimento tenha amplo domínio sobre os aspectos técnicos, científicos e práticos da biomédica.

Assim, fica resolvido que compete privativamente ao profissional biomédico com titulação acadêmica compatível, a atuação nas seguintes searas da graduação em biomedicina:

I - Disciplinas de introdução às ciências biomédicas;

II - Disciplinas relacionadas à deontologia da profissão biomédica;

III - Coordenação de curso de biomedicina;

IV - Coordenação de estágios voltados às habilitações profissionais previstas na Resolução CFBM 78/2002.

As instituições que oferecem o curso de Biomedicina têm o prazo de 1 ano para a adequação às condições da nova resolução. Caso não sejam cumpridas, o biomédico recém-formado ficará impedido de inscrever sua habilitação profissional junto aos Conselhos Regionais de Biomedicina.

Leia o texto completo da nova resolução clicando aqui.

4.9.17

Workshop: células-tronco e suas aplicabilidades

Workshop: células-tronco e suas aplicabilidades

No dia 21 de outubro de 2017, acontecerá o workshop sobre células-tronco na cidade do Rio de Janeiro. Destinado a profissionais graduados em biomedicina, farmácia, medicina, enfermagem, biologia e áreas correlatas, o evento terá pouco mais de 4 horas de duração e abordará vários temas envolvendo terapia celular e aplicabilidade das células-tronco.


O cronograma terá apresentações de profissionais renomados da área das 8h00 às 12h30, no cinema Kinoplex. O valor das inscrições é de R$100,00 e estudantes pagam meia entrada (R$50,00). Confira a programação abaixo:


Panorama Mundial do uso de Células-Tronco em day-clinic.

Dra. Karla Rodrigues (UNIRIO).


Células-Tronco: Da obtenção ao uso clínico.

Prof. MSc. Isalira Peroba Ramos (CENABIO - UFRJ).


Rastreamento de Células-Tronco in vivo e a experiência do HUCFF em humanos.

MSc. Thiago Barboza (LMCM/HUCFF - UFRJ).


Reprogramação Celular e Medicina Personalizada

Dr. Eduardo Ribeiro Paradela (UNIRIO).


Terapia Celular em Cardiopatias

MSc. Priscylla da Costa Medeiros (LMCM/HUCFF - UFRJ).

Acesse a página do evento para mais informações, inscreva-se no link e confirme a sua presença.

1.9.17

Obtenção do Título de Especialista em Biomedicina em 2017

Obtenção do Título de Especialista em Biomedicina em 2017

A Associação Brasileira de Biomedicina (ABBM) divulgou o edital que abre as inscrições para biomédicos que queiram a renovação ou obtenção do Título de Especialista em Biomedicina (TEBM) referente ao ano de 2017.


As áreas de atuação que o TEBM contempla são Patologia Clínica (Análises Clínicas), Imagenologia (Tomografia Computadorizada, Ressonância Magnética e Medicina Nuclear), Citologia Oncótica, Acupuntura, Biomedicina Estética e Toxicologia.

Para a obtenção do TEBM, o candidato deve ser graduado em Biomedicina há pelo menos 3 anos, estar habilitado e atuando na área há no mínimo 2 anos (com comprovação) e estar afiliado e em dia com suas obrigações perante a ABBM e aos conselhos regionais.

Os candidatos que pretendem renovar o título devem possuir o TEBM emitido a partir de 2004, estarem atuando na área nos últimos 4 anos em atividade contínua ou períodos parciais (com comprovação) e estar afiliado e em dia com suas obrigações perante a ABBM e aos conselhos regionais.

Demais requisitos necessários, formulários e editais do TEBM podem ser encontrados no site da ABBM. No ato da inscrição, é necessário apresentar o currículo preenchido na forma "Lattes". O prazo final para inscrição e pagamento da taxa (R$ 180,00) é o dia 31 de outubro de 2017.

28.8.17

Biomedicina e Fisiologia

Biomedicina e Fisiologia

A Fisiologia pode ser considerada o estudo da vida, por interpretar o funcionamento dos sistemas, órgãos e como eles interagem com o restante do corpo. A área pode ser dividida em várias subcategorias, desde a fisiologia celular até temas mais complexos como a ecofisiologia.

Considerada uma disciplina complexa, os assuntos relacionados à Fisiologia já eram abordados desde a Grécia antiga. Um importante médico de gladiadores da época, Cláudio Galeno (129-200 d.C.), afirmava que o corpo humano possuía quatro fluidos principais (quatro humores), cujas alterações poderiam causar problemas de saúde. Essa teoria foi base para a maior parte dos estudiosos da época.

Um dos grandes acontecimentos na Fisiologia ocorreu quando o médico William Harvey (1578-1657) descreveu todos os detalhes do sistema circulatório e como o sangue era bombeado para o corpo pelo coração. O fato revolucionou a medicina e o modo com que os cientistas viam o corpo humano.

Somente em 1838, os alemães Schleiden e Schwann desenvolveram a base da teoria celular, afirmando que todos os seres vivos eram constituídos por células. Desse momento em diante, a Fisiologia evoluiu rapidamente com novos trabalhos de pesquisadores, incentivando estudos sobre os impulsos nervosos, a circulação sanguínea, o sistema muscular e o sistema esquelético.


Apesar de ser tradicionalmente dividida em fisiologia animal e fisiologia vegetal, os princípios dessa área são universais, independentemente do organismo que está sendo estudado. Em alguns casos, o que é conhecido sobre a fisiologia das células de uma espécie também pode ser aplicado às células de outra espécie.

O campo da fisiologia animal estende-se desde métodos da fisiologia humana até as de outros animais. Devido a esta diversidade de conteúdo, a pesquisa em fisiologia animal tende a concentrar-se na compreensão de como os traços fisiológicos mudaram ao longo da história.

Teoria

O estudo da Fisiologia aborda os diferentes sistemas do organismo, assim como suas relações, interações e disfunções. Resumidamente, os principais temas discutidos ao longo do curso são os sistemas circulatório, digestório/excretor, endócrino, imunológico, tegumentar, muscular, esquelético, nervoso, urinário, reprodutor e respiratório.

Dentre os diversos temas, o fisiologista tem em sua grade disciplinas como miofisiologia, neurofisiologia, fisiologia celular, fisiologia comparativa ou ambiental, fisiologia respiratória, fisiologia cardiovascular, fisiologia renal, endocrinologia, neuroendocrinologia, fisiologia reprodutiva e fisiologia do exercício.

Resoluções

Para habilitação em Fisiologia, os biomédicos devem realizar cursos de pós-graduação lato sensu ou strictu sensu, reconhecidos pelo MEC.

Assim, para inclusão da habilitação conforme o Conselho Regional de Biomedicina, o profissional biomédico deverá obter sua experiência comprovada das seguintes maneiras: pelos cursos de pós-graduação, na conclusão da graduação (via estágio supervisionado de 500 horas) e nas residências multi-profissionais ou biomédicas, mediante comprovação de tempo de atuação ou residência.

Prática

Há um grande número de disciplinas nas quais o biomédico pode atuar após a especialização. Todas as áreas têm relevância para a ciência ambiental e médica, pois cada uma abrange um segmento específico de estudo e os diferentes sistemas interagem entre si para o bom funcionamento dos organismos.

A utilização de equipamentos específicos e tecnologicamente avançados para mensurar dados clínicos permite detectar um estado de doença ou a possibilidade de um organismo ter problemas fisiológicos a longo prazo. Os registros da fisiologia também medem a efetividade de tratamentos anteriores, quando comparados aos atuais.


Portanto, a atividade mais comum consiste no monitoramento de parâmetros fisiológicos, voltada à pesquisa ou a tratamentos médicos. O campo da fisiologia vegetal permite o estudo do metabolismo e regulação dos sistemas em plantas, auxiliando o controle do cultivo e da produtividade. O campo veterinário também é uma alternativa para a carreira de um fisiologista, onde animais de alto valor são avaliados para terem melhores performances em eventos e competições.

As principais subespecialidades da carreira desse profissional são:

 Fisiologia celular: compreende a forma como as células funcionam e interagem, com foco no transporte da membrana e transmissões neurais.

 Fisiologia de sistemas: concentra-se na modelagem computacional e matemática dos sistemas biológicos complexos. Descreve a forma como as células individuais ou componentes de um sistema respondem como um todo, investigando redes metabólicas e sinalização celular.

 Fisiologia evolutiva: analisa sistemas ou suas partes, que se adaptaram e mudaram ao longo de várias gerações. Inclui o papel do comportamento na evolução, a seleção sexual e as alterações fisiológicas em relação à variação geográfica.

 Fisiologia do exercício: estuda o exercício físico, com investigação sobre bioenergética, bioquímica, função cardiopulmonar, biomecânica, hematologia, fisiologia do músculo esquelético, função neuroendócrina, e do sistema nervoso.

$ Salário $

A atuação do fisiologista está em expansão, porém a mais comum é a de profissionais que migram para a fisiologia do exercício. O valor do salário é diretamente relacionado ao porte da empresa ou equipe esportiva a que o fisiologista oferece o serviço.

A área de pesquisa é muito promissora, principalmente porque a Fisiologia está envolvida em todos os processos biológicos do organismo. A remuneração pode ser bem alta após o término do doutorado, pois um fisiologista pode trabalhar em grandes centros de pesquisa ou órgãos governamentais.

Clínicas e hospitais também contratam profissionais especializados na área fisiológica, onde atuam em equipes multidisciplinares no tratamento e monitoramento de doenças causadas por problemas respiratórios, circulatórios, entre outros.

Opinião profissional

Nesta seção, entrevistamos um fisiologista para que você possa conhecer um pouco mais sobre a habilitação.

Joares Kelton de Oliveira e Souza - formado em Biomedicina (CRBM 2433) pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública e formado em Educação Física (CREF 5114-G/BA) pela Universidade Federal da Bahia. Como Biomédico atua na área de Bioimagem, na execução de exames por Ressonância Magnética e no treinamento de novos profissionais no Hospital Aeroporto na cidade de Lauro de Freitas. Como Educador Físico atua na área do treinamento físico personalizado em corrida, natação e ciclismo na região metropolitana de Salvador e na cidade de Lauro de Freitas.
Contatos → E-mail: keltonsouza@ksperformance.com.br | Site | Facebook | Facebook KS.

Entrevista

1 - Por que escolheu a Fisiologia?
Kelton Souza - Tudo começou após minha formação em Educação Física, quando senti necessidade de compreender mais a fisiologia humana. Daí descobri o curso de Biomedicina - pelo seu conteúdo mais aprofundado em fisiologia e bioquímica - logo me apaixonei pelo curso e pela área Biomédica.

Os dois cursos somaram conhecimentos para que eu realizasse com mais profundidade e eficiência a personalização de prescrições em treinamento físico de corrida que é um dos meus trabalhos, e, o resultado foi e é visto na prática pelos seus resultados. São realizados diferentes testes e aferições antes de toda prescrição, durante períodos pré-determinados e após o término de cada fase de treinamento prescrito. Sem o conhecimento em fisiologia fica difícil atingir um alto grau de eficiência resultado da personalização do treino.

Na área Biomédica eu trabalho com Bioimagem no treinamento de novos profissionais e na execução de exames por Ressonância Magnética e como há diferentes exames funcionais a fisiologia é imprescindível para uma boa técnica de execução.

2 - Qual é a sua avaliação para o mercado de trabalho nessa área?
Kelton Souza - Observo um crescente e inevitável aumento de oportunidades na área da Fisiologia. Como biomédico vejo uma grande oportunidade na área de ensino, diferentes cursos na área de saúde necessitam de profissionais capacitados nessa área.

Na área da pesquisa é um universo de possibilidades.

Em diferentes áreas da atuação biomédica há grande necessidade desse conhecimento em Fisiologia.

3 - Na sua opinião, quais as vantagens e desvantagens da Fisiologia?
Kelton Souza - Vantagens são inúmeras e a principal acho que seja uma compreensão maior do ser humano e das possibilidades de interações entre tecnologia, uso e formulação de novos medicamentos e a crescente compreensão entre psicologia e fisiologia.

As desvantagens creio que seja que a Fisiologia é muito ampla e o profissional deve se especializar em áreas que realmente forem de seu interesse de atuação, pois na área biomédica podemos trabalhar com humanos, animais e vegetais e cada um tem sua fisiologia própria. Muitas vezes os profissionais nem tem ideia dos potenciais e das diversas áreas que a Fisiologia proporciona, portanto não ter ideia dessa diversidade é uma desvantagem.

Por exemplo, no esporte a fisiologia do exercício é uma especialização dentro da fisiologia humana que é específica e necessita de uma compreensão que vai além do simples entendimento fisiológico padrão.

Mesmo dentro da fisiologia do exercício existem “departamentos” como fisiologia em microgravidade, fisiologia para ambientes em submersão aquática profunda, fisiologia em altas altitudes…enfim, não tem como o profissional abarcar tudo com o mesmo conhecimento detalhado.

Pode-se ter um conhecimento amplo, mas quando se parte para esse nível de especificidade precisa-se ser um pesquisador, ou ter uma vivência nessa área para ter um entendimento mais específico e detalhado, pois os detalhes é que fazem a diferença na fisiologia.

Porém, essas desvantagens podem vir a ser vantagens para quem se atentar para essas riquezas que são os “diferentes ramos” da Fisiologia.

4 - Considerações finais.
Kelton Souza - Amo a Fisiologia e suas possibilidades sempre crescentes. Eu tive que me especializar em Fisiologia do Exercício para poder ampliar meus conhecimentos na prescrição de treinamento físico desportivo, porém biomédicos também podem trabalhar na área do esporte como fisiologistas.

Creio firmemente que a área de saúde necessita de mais profissionais biomédicos fisiologistas. Existe um universo de possibilidades em pesquisa científica na área fisiológica  (humana, animal e vegetal) que pode ser exercida por biomédicos.

A área de ensino está carente de Fisiologistas e o biomédico é um diferencial nessa área. A área da biotecnologia necessita de mais profissionais com amplo conhecimento em fisiologia e o biomédico pode fazer a diferença. Enfim, desejo a todos os(as) biomédicos(as) que despertem essa paixão pela fisiologia.

Vocês são muito importantes!