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Novos caminhos para o tratamento do câncer

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a estimativa para o biênio 2018-2019 é de que ocorram 600 mil novos casos de câncer no Brasil para cada ano. Os cânceres de mama e de próstata ainda são os mais frequentes no país.

A busca por tratamentos novos e mais eficazes para combater a doença tem sido o objetivo de vários grupos de pesquisa espalhados pelo mundo. No Brasil, destaca-se o grupo do Departamento de Patologia do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG, que realiza um mapeamento detalhado do microambiente tecidual dos tumores financiado pelo Instituto Serrapilheira.


O estudo é coordenado pelo biomédico Alexander Birbrair e sinaliza que as inervações do tecido exercem papel fundamental no início, progressão e formação de metástases no câncer. A presença de linfócitos, células dendríticas, vasos sanguíneos e as próprias inervações no microambiente tumoral oferece novos alvos para o tratamento da doença.

As principais formas de tratamento atuais são quimioterapia e radioterapia, que matam as células cancerígenas. Porém a estratégia afeta também outras partes do corpo, acarreta diversos efeitos colaterais e causa até mesmo a morte de pacientes, explica o professor.


Com o objetivo de entender a função de cada componente do tecido tumoral, o grupo busca identificar os mecanismos de regulação de crescimento do tumor pelo sistema nervoso periférico e criar métodos para inibir o desenvolvimento do câncer.

Os pesquisadores, que conduzem o estudo na fase pré-clínica (modelos animais e cultura de células humanas), esperam que no futuro novas drogas de bloqueio do crescimento tumoral possam ser desenhadas a fim de criar outras formas de tratamento menos invasivas para o câncer.