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Biomedicina e Análises Clínicas

A área de Análises Clínicas, também conhecida como Patologia Clínica, abrange uma ampla gama de funções laboratoriais e tem como objetivo o diagnóstico, tratamento e prevenção de doenças. Os patologistas clínicos são pessoas com treinamento adequado para gerenciarem todos os setores de um laboratório, como bioquímica, toxicologia, hematologia, imunologia e microbiologia. A patologia clínica também pode envolver a manutenção de sistemas de informação e controle de qualidade.

Considerando que aproximadamente dois terços das decisões médicas são baseadas em resultados laboratoriais, o papel do patologista clínico se torna essencial no diagnóstico. Além disso, os dados fornecem a possibilidade do rastreio precoce de fatores de risco, escolha de métodos preventivos eficazes, sugestão de procedimentos menos invasivos e otimização na administração de medicamentos.

O primeiro teste laboratorial realizado na história foi a análise de urina, que tem sido usada há muito tempo como um teste clínico de rotina. Posteriormente, os testes sanguíneos e hematológicos foram desenvolvidos e aprimorados com a invenção do microscópio. Os procedimentos de coleta de sangue surgiram no século XV, e são extremamente importantes para a obtenção de amostras clínicas. No século XVIII, com a hipótese da imunidade adquirida comprovada, vários métodos imunológicos foram aperfeiçoados.


Após o surgimento do espectrofotômetro, no século XX, as análises químicas passaram a ser realizadas para fins de diagnóstico. Com o surgimento de surtos de cólera, a identificação de micro-organismos foi necessária e o desenvolvimento de métodos específicos contribuiu para a detecção de bactérias e fungos em laboratório. O diagnóstico molecular, também estabelecido durante o século XX, desenvolveu-se rapidamente e tornou-se o campo predominante no diagnóstico laboratorial.

Assim, as técnicas de patologia clínica se tornaram um campo acadêmico, com fundamentos baseados em disciplinas básicas. A medicina moderna segue evoluindo em razão dos avanços tecnológicos e os laboratórios clínicos fornecem suporte significativo para esse desenvolvimento.

Teoria

A especialização em Análises Clínicas possibilita o processamento e análise de amostras de sangue, urina e outros fluidos corporais com a utilização das mais recentes ferramentas de diagnóstico.

O conteúdo oferecido geralmente compreende as disciplinas de hematologia, microbiologia, imunologia, parasitologia, bioquímica e biologia molecular, suficientes para uma boa base teórica inicial na carreira.

Resoluções

Para habilitação em Análises Clínicas, os biomédicos devem realizar cursos de pós-graduação lato sensu ou strictu sensu, reconhecidos pelo MEC.

Assim, para inclusão da habilitação conforme o Conselho Regional de Biomedicina, o profissional biomédico deverá obter sua experiência comprovada das seguintes maneiras: pelo título de especialista da Associação Brasileira de Biomedicina (ABBM; onde se faz necessário outros pré-requisitos além de estágios/atuação na área, tempo de atuação, cursos de pós-graduação reconhecidos pelo MEC, etc.), na conclusão da graduação (via estágio supervisionado de 500 horas) e nas residências multi-profissionais ou biomédicas, mediante comprovação de tempo de atuação ou residência.

Prática

Um patologista clínico analisa os espécimes clínicos com o auxílio do microscópio e de outras ferramentas automatizadas de diagnóstico. As amostras incluem sangue, urina, escarro, fezes, biópsias, líquidos corporais, entre outros materiais.

O ciclo de testes laboratoriais consiste em todas as etapas entre o momento do pedido do exame, momento em que a amostra é obtida do paciente e o momento em que os resultados dos testes são devolvidos ao médico. As três fases do ciclo (pré-analítica, analítica e pós-analítica) são determinantes para um resultado correto e confiável.


Entre os mais diversos exames laboratoriais estão a análise bioquímica, identificação de micro-organismos, testes hematológicos, testes toxicológicos e testes imunológicos. Com a interpretação dos resultados, os biomédicos devem integrar dados, informar os médicos responsáveis e avaliar novos testes clínicos para cada situação.

Como a área de Análises Clínicas não é uma exclusividade biomédica, a concorrência no setor é bem grande. Ainda assim, por ser um campo que permite o ingresso imediato nos laboratórios clínicos, se tornou a área mais escolhida para o estágio curricular no último ano da graduação e também uma das mais buscadas entre os recém-formados.

Perspectiva da carreira

Os biomédicos especializados em Análises Clínicas têm a opção de trabalharem em laboratórios clínicos, sejam eles particulares ou pertencentes às instituições públicas. Por ter uma formação mais generalista, o patologista clínico atua em quase todos os setores do laboratório. O setor de qualidade também faz parte da carreira, porém são necessários cursos complementares específicos.

De forma empreendedora, alguns profissionais podem tentar iniciar seus próprios laboratórios, esperando uma renda maior e buscando oferecer opções de serviços exclusivos, com o estabelecimento de convênios e parcerias.