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Biomedicina, Imagenologia e Radiologia

Os procedimentos em Imagenologia começaram com a radiografia, após a descoberta dos raios-X em 1895 por Wilhelm Röntgen, um professor alemão de física. Naquela época, os raios-X tiveram sua utilização muito precoce, antes mesmo de serem descobertos os perigos das radiações ionizantes.

Imagem: Econz
Outras técnicas só foram possíveis nos anos que se seguiram. A medicina nuclear teve início nos anos 50, a ultrassonografia nos anos 60, a tomografia computadorizada nos anos 70 (prêmio Nobel para os cientistas Hounsfield e Cormack) e a ressonância magnética em 1971, posteriormente aprimorada por diversos cientistas.

Teoria

Os biomédicos especializados em Imagenologia têm formação para auxiliar o diagnóstico médico. Esses profissionais estão aptos a compreender, analisar e reconhecer possíveis alterações nas imagens radiológicas. Mais do que outras especialidades clínicas, a imagenologia exige um nível de conhecimento mínimo em anatomia, física e matemática.

A maioria dos cursos de especialização oferecem conhecimento teórico e prático nas várias subespecialidades da área, como Tomografia Computadorizada, Ressonância Magnética, Mamografia, Medicina Nuclear e Radiologia em geral.

Resoluções

Para habilitação em Imagenologia, os biomédicos devem realizar cursos de pós-graduação lato sensu ou strictu sensu, reconhecidos pelo MEC.

Assim, para inclusão da habilitação conforme o Conselho Regional de Biomedicina, o profissional biomédico deverá obter sua experiência comprovada das seguintes maneiras: pelo título de especialista da Associação Brasileira de Biomedicina (onde se faz necessário outros pré-requisitos além de estágio/atuação na área, tempo de atuação, cursos de pós-graduação, etc.), na conclusão da graduação (via estágio supervisionado de 500 horas) e nas residências multi-profissionais ou biomédicas, mediante comprovação de tempo de atuação ou residência.


Prática

O maior número de profissionais trabalha em hospitais, clínicas ou laboratórios particulares que realizam exames de imagem. O aprofundamento em física, anatomia e processo patológico permite-lhes diagnosticar lesões e doenças que não podem ser detectadas com outros tipos de exame.

A Imagenologia engloba uma variedade de técnicas guiadas por diagnóstico e imagem, incluindo radiologia nuclear, ultrassonografia, ressonância magnética, tomografia computadorizada, procedimentos intervencionistas e outras formas de energia radiante.

Foto: Radcanton

→ Radiografia
Os raios X são um tipo de radiação chamado de ondas eletromagnéticas. O exame com raios-X cria imagens do interior do corpo, que mostram as partes em diferentes tons de preto e branco. Isto acontece porque diferentes tecidos absorvem diferentes quantidades de radiação.

O cálcio nos ossos absorve grande quantidade dos raios-X, exibindo a coloração branca. A gordura e outros tecidos moles absorvem menos, e aparecem de cor cinza. Como o ar é o que absorve menos, os pulmões devem ser escuros em uma radiografia.

A utilização mais frequente das radiografias é para verificação de fraturas em ossos, mas também podem ser aplicadas na detecção de pneumonia e mamografias.

→ Ultrassonografia
O ultra-som é uma onda sonora que produz imagens do interior do corpo em tempo real na tela de um computador. Um instrumento chamado transdutor emite sons de alta frequência, inaudíveis aos ouvidos humanos. Em seguida, o transdutor registra os ecos para determinar o tamanho, a forma e a consistência dos tecidos e órgãos.

Além da utilização na gravidez, a ultrassonografia é empregada no diagnóstico de uma variedade de condições que afetam os órgãos e tecidos moles do corpo. Entretanto, existem algumas limitações nesse tipo de exame, porque as ondas de som não são bem emitidas através dos ossos ou partes do corpo que pode conter gases, como o intestino.

→ Tomografia Computadorizada
Nesse tipo de exame, os raios-X também são utilizados, porém produzem múltiplas imagens do interior do corpo. As imagens geradas durante uma tomografia computadorizada podem ser dispostas em vários planos, até mesmo para gerar imagens tridimensionais. Estas imagens podem ser vistas em um monitor de computador ou impressas em filme.

As imagens de tomografia computadorizada normalmente são mais detalhadas do que as de radiografias tradicionais, auxiliando o diagnóstico de alterações nos órgãos internos, ossos, tecidos moles e vasos sanguíneos.

→ Ressonância Magnética
A ressonância magnética usa um campo magnético e pulsos de energia de ondas de rádio para reproduzir as imagens de órgãos e estruturas internas do corpo. Pela variação de metodologia, o exame fornece informações diferentes das apresentadas pela radiografia, ultrassonografia ou tomografia computadorizada.

No exame, a área do corpo a ser estudada é posicionada dentro do equipamento, que contém um poderoso ímã. Em alguns casos, utiliza-se substâncias de contraste para exibir certas estruturas com maior nitidez. As imagens digitais são armazenadas em um computador ou analisadas remotamente, como em uma clínica ou sala de operação.

→ Medicina Nuclear
Essa subespecialidade da imagenologia utiliza pequenas quantidades de material radioativo para diagnosticar e determinar a gravidade e doenças, como tumores, doenças do coração, anormalidades gastrointestinais, entre outros.

Por ser capaz de identificar atividade em nível molecular dentro do corpo, a medicina nuclear oferece o potencial para detecção das doenças na suas fases iniciais, assim como possibilitar intervenções terapêuticas imediatas.

Com exceção das injeções intravenosas, os procedimentos da medicina nuclear não são invasivos e geralmente indolores. Os materiais radioativos utilizados são os radiofármacos, que são injetados, ingeridos ou inalados e se acumulam no órgão ou parte do corpo a ser examinado. Posteriormente, as imagens são detectadas por equipamento especial de imagem.

Perspectiva da carreira

Os profissionais que escolhem essa habilitação devem estar dispostos a trabalharem em turnos irregulares que incluem noites, finais de semana e até feriados. Com as diversas subespecialidades existentes, a especialização possibilita que o profissional seja o único em sua região apto a executar determinado procedimento, valorizando o seu trabalho e, consequentemente, a sua remuneração.