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Entrevista com a biomédica e doutora em bioinformática Flávia Aburjaile

Graduada em Biomedicina pela Universidade Fumec (2011), Flávia Figueira Aburjaile concluiu o doutorado co-tutela no Programa de Pós-Graduação em Bioinformática pela Universidade Federal de Minas Gerais (2015) e no Institut National de la Recherche Agronomique (Rennes, França). Realizou o pós-doutorado (2016) em Microbiologia e Bioinformática pela Universidade Federal do Pará no Centro de Genômica e Biologia de Sistemas.

Atualmente é pós-doutoranda na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e colaboradora da Universidade Federal de Pernambuco no Laboratório de Genética e Biotecnologia Vegetal. Exerce atividades na área de Genética Vegetal e de Micro-organismos, Biologia Molecular e Bioinformática.

A Bioinformática é uma das habilitações biomédicas que ganha cada vez mais espaço, devido ao desenvolvimento contínuo de tecnologias computacionais e de análise de dados. Para esclarecer algumas dúvidas e conhecer mais um pouco da área, o blog Biomedicina Brasil convidou a biomédica para uma entrevista.


Qual é a sua melhor definição para Bioinformática?
Flávia: Bioinformática é uma área multidisciplinar, a qual integra o conhecimento proveniente da Biologia e da Informática. Esta área contempla os mais diversos estudos, como por exemplo, a caracterização de genes e proteínas, a nível estrutural e funcional.

Quais são os requisitos e perfil necessários para um biomédico se especializar na área?
Flávia: Para um biomédico ingressar na área da Bioinformática é importante realizar estágios de Iniciação Científica que promovem o conhecimento de ferramentas computacionais aplicadas a estudos biológicos. Além disso, o biomédico pode ingressar em um curso de Mestrado ou Doutorado especializado em Bioinformática, para ter disciplinadas específicas e o desenvolver pesquisas nesta área.

Como as questões ou problemas relacionados a dados biológicos são tratados na Bioinformática?
Flávia: Para desvendar os mistérios do DNA, RNA e proteínas os dados são sequenciados por plataformas de alto rendimento e são manipulados por especialistas através de ferramentas computacionais.

Quais tipos de bancos de dados são utilizados?
Flávia: Os bancos de dados mais utilizados são o National Center for Biotechnology (NCBI), Universal Protein Resource (UniProt) e Protein Data Bank (PDB).

As ferramentas e equipamentos atuais estão preparados para analisar dados em grande escala?
Flávia: Sim, atualmente existem muitas ferramentas de Bioinformática disponíveis para a análise volumosa de dados, porém ainda faltam ferramentas capazes de integrar todo o conhecimento gerado por diversas ciências ômicas.

O que você considera ser o maior desafio para um profissional desta área?
Flávia: O maior desafio para um profissional é lidar com a grande quantidade de dados gerados pelas novas tecnologias de sequenciamento e produzir conhecimento biológico aplicado.

Por que há cada vez mais interesse no uso da Bioinformática?
Flávia: A Bioinformática pode ser aplicada em todos os organismos. Além disso, os resultados produzidos podem promover o desenvolvimento de melhorias na saúde, meio ambiente, biotecnologia, entre outros.


O blog Biomedicina Brasil agradece a disponibilidade da biomédica Flávia Aburjaile para a entrevista. Leitores que desejarem mais informações sobre a Bioinformática podem entrar em contato com a profissional pelo e-mail: faburjaile@gmail.com.

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