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Qual é a diferença entre Linfoma de Hodgkin e Linfoma não-Hodgkin?

O termo linfoma designa um conjunto de doenças linfoproliferativas malignas que se originam no sistema linfático, onde linfócitos B, T ou NK podem sofrer transformações. Apesar de terem a mesma origem, os linfomas de Hodgkin e não-Hodgkin possuem diferenças importantes. Ambos foram nomeados em homenagem ao doutor Thomas Hodgkin, pesquisador inovador que relatou os sintomas das doenças no ano de 1832.

Linfomas de Hodgkin têm características que os distinguem de outras doenças classificadas como linfoma, incluindo a presença de células de Reed-Sternberg. Estas células grandes e multinucleadas têm uma morfologia peculiar e um imunofenótipo incomum, que não se assemelha a nenhuma célula normal no organismo. Apesar da sua raridade nos tecidos do linfoma, são células tumorais clonais do linfoma de Hodgkin e sua grande maioria deriva de células B maduras.

Células de Reed-Sternberg ao centro (Foto: Wikipedia).

Nos pacientes, o primeiro sinal clínico é um inchaço indolor de um ou mais gânglios linfáticos. Normalmente, afeta os gânglios da parte superior do corpo, como pescoço ou parte superior do tórax, mas também podem aparecer na axila, área estomacal ou virilha. Em linfomas de Hodgkin de predomínio nodular, pode-se visualizar variações das células de Reed-Sternberg, igualmente grandes e que se assemelham a pipoca.

Célula "pipoca" em linfoma de Hodgkin com predominância linfocitária nodular (Foto: Wikipedia).

Os linfomas não-Hodgkin representam um grupo diverso de doenças com características das células cancerígenas associadas a cada tipo de doença. A maioria das pessoas acometidas tem um tipo de linfoma de células B, sendo os demais de células T ou NK.

Pacientes relatam ter um ou mais gânglios linfáticos aumentados no pescoço, axila ou virilha na maioria dos casos. Também podem aparecer perto das orelhas, do cotovelo ou da amígdala. Menos comum, a doença pode começar em um local diferente dos linfonodos, como ossos, pulmões, trato gastrointestinal ou pele.

Linfoma não-Hodgkin de subtipo nodular do manto com células de núcleo com bordas irregulares e presença de histiócitos rosas (Foto: Wikipedia).

Diagnosticar os linfomas envolve a realização de uma biópsia dos linfonodos. Todo o linfonodo ou parte do nódulo linfático é removido cirurgicamente usando uma agulha especial e analisado em microscópio. Após verificação das características do linfoma, é necessário categorizá-lo em um dos vários subtipos. Exames complementares de imagem, hematologia, moleculares e de medula óssea auxiliam na determinação do estágio do linfoma, tamanho dos nódulos e escolha da terapia adequada.

O tratamento para os linfomas está em constante mudança devido ao desenvolvimento de novos fármacos e resultados de pesquisas clínicas. As alternativas existentes são quimioterapia, radioterapia e transplante de medula, que objetivam a remissão da doença e provável cura do paciente.

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