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Biomedicina e Fisiologia

A Fisiologia pode ser considerada o estudo da vida, por interpretar o funcionamento dos sistemas, órgãos e como eles interagem com o restante do corpo. A área pode ser dividida em várias subcategorias, desde a fisiologia celular até temas mais complexos como a ecofisiologia.

Considerada uma disciplina complexa, os assuntos relacionados à Fisiologia já eram abordados desde a Grécia antiga. Um importante médico de gladiadores da época, Cláudio Galeno (129-200 d.C.), afirmava que o corpo humano possuía quatro fluidos principais (quatro humores), cujas alterações poderiam causar problemas de saúde. Essa teoria foi base para a maior parte dos estudiosos da época.

Um dos grandes acontecimentos na Fisiologia ocorreu quando o médico William Harvey (1578-1657) descreveu todos os detalhes do sistema circulatório e como o sangue era bombeado para o corpo pelo coração. O fato revolucionou a medicina e o modo com que os cientistas viam o corpo humano.

Somente em 1838, os alemães Schleiden e Schwann desenvolveram a base da teoria celular, afirmando que todos os seres vivos eram constituídos por células. Desse momento em diante, a Fisiologia evoluiu rapidamente com novos trabalhos de pesquisadores, incentivando estudos sobre os impulsos nervosos, a circulação sanguínea, o sistema muscular e o sistema esquelético.


Apesar de ser tradicionalmente dividida em fisiologia animal e fisiologia vegetal, os princípios dessa área são universais, independentemente do organismo que está sendo estudado. Em alguns casos, o que é conhecido sobre a fisiologia das células de uma espécie também pode ser aplicado às células de outra espécie.

O campo da fisiologia animal estende-se desde métodos da fisiologia humana até as de outros animais. Devido a esta diversidade de conteúdo, a pesquisa em fisiologia animal tende a concentrar-se na compreensão de como os traços fisiológicos mudaram ao longo da história.

Teoria

O estudo da Fisiologia aborda os diferentes sistemas do organismo, assim como suas relações, interações e disfunções. Resumidamente, os principais temas discutidos ao longo do curso são os sistemas circulatório, digestório/excretor, endócrino, imunológico, tegumentar, muscular, esquelético, nervoso, urinário, reprodutor e respiratório.

Dentre os diversos temas, o fisiologista tem em sua grade disciplinas como miofisiologia, neurofisiologia, fisiologia celular, fisiologia comparativa ou ambiental, fisiologia respiratória, fisiologia cardiovascular, fisiologia renal, endocrinologia, neuroendocrinologia, fisiologia reprodutiva e fisiologia do exercício.

Resoluções

Para habilitação em Fisiologia, os biomédicos devem realizar cursos de pós-graduação lato sensu ou strictu sensu, reconhecidos pelo MEC.

Assim, para inclusão da habilitação conforme o Conselho Regional de Biomedicina, o profissional biomédico deverá obter sua experiência comprovada das seguintes maneiras: pelos cursos de pós-graduação, na conclusão da graduação (via estágio supervisionado de 500 horas) e nas residências multi-profissionais ou biomédicas, mediante comprovação de tempo de atuação ou residência.

Prática

Há um grande número de disciplinas nas quais o biomédico pode atuar após a especialização. Todas as áreas têm relevância para a ciência ambiental e médica, pois cada uma abrange um segmento específico de estudo e os diferentes sistemas interagem entre si para o bom funcionamento dos organismos.

A utilização de equipamentos específicos e tecnologicamente avançados para mensurar dados clínicos permite detectar um estado de doença ou a possibilidade de um organismo ter problemas fisiológicos a longo prazo. Os registros da fisiologia também medem a efetividade de tratamentos anteriores, quando comparados aos atuais.


Portanto, a atividade mais comum consiste no monitoramento de parâmetros fisiológicos, voltada à pesquisa ou a tratamentos médicos. O campo da fisiologia vegetal permite o estudo do metabolismo e regulação dos sistemas em plantas, auxiliando o controle do cultivo e da produtividade. O campo veterinário também é uma alternativa para a carreira de um fisiologista, onde animais de alto valor são avaliados para terem melhores performances em eventos e competições.

As principais subespecialidades da carreira desse profissional são:

 Fisiologia celular: compreende a forma como as células funcionam e interagem, com foco no transporte da membrana e transmissões neurais.

 Fisiologia de sistemas: concentra-se na modelagem computacional e matemática dos sistemas biológicos complexos. Descreve a forma como as células individuais ou componentes de um sistema respondem como um todo, investigando redes metabólicas e sinalização celular.

 Fisiologia evolutiva: analisa sistemas ou suas partes, que se adaptaram e mudaram ao longo de várias gerações. Inclui o papel do comportamento na evolução, a seleção sexual e as alterações fisiológicas em relação à variação geográfica.

 Fisiologia do exercício: estuda o exercício físico, com investigação sobre bioenergética, bioquímica, função cardiopulmonar, biomecânica, hematologia, fisiologia do músculo esquelético, função neuroendócrina, e do sistema nervoso.

$ Salário $

A atuação do fisiologista está em expansão, porém a mais comum é a de profissionais que migram para a fisiologia do exercício. O valor do salário é diretamente relacionado ao porte da empresa ou equipe esportiva a que o fisiologista oferece o serviço.

A área de pesquisa é muito promissora, principalmente porque a Fisiologia está envolvida em todos os processos biológicos do organismo. A remuneração pode ser bem alta após o término do doutorado, pois um fisiologista pode trabalhar em grandes centros de pesquisa ou órgãos governamentais.

Clínicas e hospitais também contratam profissionais especializados na área fisiológica, onde atuam em equipes multidisciplinares no tratamento e monitoramento de doenças causadas por problemas respiratórios, circulatórios, entre outros.

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