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Teste do suor para diagnóstico de Fibrose Cística

A Fibrose Cística é uma doença genética hereditária progressiva, que provoca infecções pulmonares persistentes e limita a capacidade de respirar ao longo do tempo. Se alguma pessoa exibe sinais da doença, o teste do suor deve ser realizado para a dosagem quantitativa de cloro na amostra. O exame é a maneira mais confiável para se obter um diagnóstico conclusivo da Fibrose Cística, que apesar de ser incurável pode ser detectada precocemente.


O teste, baseado na iontoforese quantitativa por pilocarpina, é considerado o padrão-ouro para o diagnóstico da Fibrose Cística. Pode ser feito em pessoas de qualquer idade, porém algumas crianças não conseguem transpirar a quantidade suficiente na primeira vez, e o teste deve então ser repetido.

O procedimento não envolve agulhas e consiste na aplicação de um produto químico incolor inodoro (pilocarpina) associada a uma estimulação elétrica de baixa voltagem em uma área do braço ou perna do paciente, a fim de estimular as glândulas a produzirem suor. Após 30 minutos de estimulação, o suor é recolhido em gaze ou filtro de papel e depois enviado ao laboratório para que seja feita a análise quantitativa.

As pessoas com Fibrose Cística têm mais cloro (um componente do sal) no suor do que as pessoas saudáveis. O tempo mínimo para se obter o resultado do teste de cloro no suor é de 48 horas de vida, mas por recomendação geral a maioria dos testes é realizada após o segundo mês de idade.

Os valores de cloro no suor não mudam de positivo para negativo ou negativo para positivo conforme uma pessoa envelhece e também não são alterados por resfriados e outras doenças leves. Os valores de referência do exame são:

Inferior a 40 mEq/L - Fibrose Cística muito improvável.
Entre 40 e 59 mEq/L - Teste duvidoso, repetição necessária.
Maior ou igual a 60 mEq/L - Fibrose Cística provável.

Por ter a exigência de um volume mínimo, cada amostra deve ser analisada independentemente. A combinação ou análise de duas amostras com volumes insuficientes pode levar a resultados falso-positivos ou falso-negativos, que implicam em mudanças significativas no tratamento do paciente.

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