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A importância em aprender novas línguas no meio científico

O avanço e integração mundial da ciência e tecnologia exigem cada vez mais que estudantes e pesquisadores aprendam pelo menos um idioma adicional à língua nativa. O inglês, amplamente falado no mundo científico, não deve ser considerado como apenas um diferencial no currículo, e sim um requisito essencial para os principais processos seletivos de candidatos à vagas de emprego e programas de pós-graduação.


E como aprender inglês de forma mais rápida? Complementando o conteúdo oferecido pelas escolas especializadas, o aluno precisa buscar outras alternativas. Ler artigos científicos, mesmo sem o entendimento total dos termos, pode ser útil. O importante é tentar compreender a ideia geral do texto. Outra opção é fazer a matrícula em cursos de inglês instrumental, que lidam com a terminologia específica de cada área e beneficiam quem quer trabalhar em áreas mais exclusivas.

A compreensão por meio da audição também é importante para acelerar o processo do aprendizado de uma nova língua. Ouvir músicas, assistir a filmes e seriados sem legenda e até conversar com pessoas estrangeiras estimula o estudante a descobrir novas palavras e ficar mais habituado com o idioma praticado.

Outro ponto a ser destacado é que a maioria dos produtos utilizados em laboratórios ainda é importada, desde equipamentos até objetos de consumo. Saber ler as instruções ou as recomendações do fabricante pode fazer com que você seja visto como um profissional capacitado a executar todas as funções no seu local de trabalho.

Para evoluir profissionalmente e entrar em programas de pós-graduação, é desejável que o candidato apresente um certificado de proficiência em língua estrangeira. Os exames para a língua inglesa são os mais comuns pela ampla disseminação do idioma no mundo e frequentemente exigidos pelas principais universidades nacionais e estrangeiras. Os testes de maior reconhecimento internacional são o TOEFL (Test of English as a Foreign Language), TOEIC (Test of English for International Communication), IELTS (International English Language Testing System) e CPE (Certificate of Proficiency in English).

Considerando todas essas dicas e a forma de ensino habitual, o aluno pode descobrir por meio de testes quais métodos são mais eficazes para sua assimilação. Quanto maior for a prática do novo idioma, mais rápido será o retorno em conhecimento e aprendizado.

Um exemplo de resultado desse esforço é o caso do biomédico Alexander Birbrair, cientista reconhecido internacionalmente. Segundo ele, a importância em aprender línguas estrangeiras não só beneficia, mas dirige a carreira do profissional.

Nascido na União Soviética, ele se comunica com a família em russo. Quando tinha três anos, se mudou para Israel onde aprendeu hebraico. Com sete anos de idade, veio para o Brasil com os pais, aprendendo o português. Aos 14 anos, aprendeu espanhol na Espanha, onde seus pais foram para o ano sabático. E quanto ao inglês? Na verdade, ele não aprendeu uma única palavra até que completasse 24 anos.

Hoje, anos após o início da carreira científica, ele recomenda que quanto maior o número de idiomas aprendidos, melhor. Afinal, com a globalização, você pode acabar trabalhando com argentinos, americanos, russos, israelenses, canadenses e outras nacionalidades. O conhecimento nunca é demais, pode abrir portas e propiciar grandes oportunidades na carreira.

Leia o artigo original do biomédico, publicado na revista Nature Biotechnology, clicando aqui.

Artigo por: Raphael Gonçalves Nicésio

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