Microbiologia

Esculturas de vidro sobre Microbiologia

O escultor Luke Jerram, que vive no Reino Unido, possui projetos de arte extraordinários que inspiram pessoas em todo o mundo. Um destes grandes trabalhos é a série de obras de arte em vidro sobre Microbiologia, que tem sido desenvolvida desde 2004.

Uma das maiores e mais frágeis esculturas de Jerram, a bactéria Escherichia coli (Foto: Luke Jerram).

Sua série está em coleções de museus em todo o mundo, incluindo o Metropolitan Museum of Art (Nova York), Museu Shanghai de vidro, Wellcome Collection (Londres) e Corning Museum of Glass (EUA). Em 2010, Jerram ganhou o cobiçado prêmio Rakow por este trabalho e uma bolsa no Museu de Vidro de Washington. Em 2015, suas esculturas foram apresentadas juntamente com o trabalho de Leonardo da Vinci, no Museu ArtScience de Singapura. As esculturas de Jerram também são respeitadas na comunidade científica, com menções no The Lancet, Scientific American, BMJ e na capa da revista Nature.

A obra mais detalhada, o Bacteriófago T4 (Foto: Luke Jerram).

A série é um reflexo do interesse do artista em como as imagens são representadas e apresentadas ao público. Por ser daltônico, teve o interesse natural em explorar tal forma de percepção. As obras são exibidas regularmente ao redor do mundo e vendidas a colecionadores particulares, entre famosos e cientistas.

Muitas vezes, as imagens de vírus são tiradas em preto e branco de um microscópio eletrônico e então coloridas artificialmente usando o Photoshop. Na maioria dos casos a coloração é para fins científicos, mas em outras, apenas para adicionar conteúdo emocional ou para tornar a imagem mais atraente.

O problema é que você faz com que uma porcentagem do público acredite que os vírus são esses objetos coloridos, retratados nos jornais com um ar de autenticidade científica, ao passo que na verdade não é o caso. Os vírus são tão pequenos que não têm cor. Eles são menores do que o comprimento de onda da luz.

A escultura do vírus Ebola foi encomendada pelo Artis Royal Zoo, de Amsterdã (Foto: Luke Jerram).

Há inclusive uma escultura de vidro de HIV na qual as pessoas podem segurá-la em suas mãos, e contemplar as questões sobre o que esse vírus está fazendo para o mundo. E o mais interessante é a forma de como a imagem de um vírus mudou e se desenvolveu ao longo do tempo, com uma melhor compreensão dos cientistas pelos mais variados detalhes.

Uma curiosidade na obra de Jerram é que no início do surto de H1N1, ele foi diagnosticado com a gripe. A fim de fornecer uma representação alternativa do vírus para o público, o artista esculpiu o vírus, apesar da febre e dos comprimidos de Tamiflu. "Lembro-me que havia uma grande confusão para saber se o vírus iria acabar com um terço da população global" - relata ele.

Confira a galeria completa: Glass Microbiology

Fonte: Glass Microbiology - Luke Jerram.

Artigo por: Raphael Gonçalves Nicésio

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