Pular para o conteúdo principal

Práticas e procedimentos de segurança em laboratórios

A quais riscos estou me expondo no meu local de trabalho? Os perigos biológicos, químicos, físicos e radiológicos são os mais comuns em um laboratório. Se houver uma situação de acidente ou emergência que envolva qualquer um desses perigos, procure ajuda imediatamente. A seguir estão algumas práticas de segurança utilizadas em laboratórios que podem ajudar em situações de trabalho e emergência.


Esteja preparado para situações de emergência.

✔ Participe de todos os treinamentos de segurança laboratorial necessários antes do início do seu trabalho.
✔ Leia todos os procedimentos e informações de segurança relacionados ao seu trabalho antes do início de um experimento ou atividade.
✔ Execute somente os procedimentos autorizados pelo seu supervisor.
✔ Siga todas as instruções escritas e verbais. Peça ajuda se você precisar de orientação ou auxílio em algum procedimento.
✔ Trabalhe sob supervisão direta em todos os momentos. Nunca trabalhe sozinho no laboratório.
✔ Conheça os procedimentos operacionais para todos os equipamentos de segurança. Isso inclui o local de lavagem dos olhos e o chuveiro de emergência.
✔ Conheça os locais dos alarmes de incêndio mais próximos e, pelo menos, duas maneiras de sair do edifício. Nunca use um elevador em caso de emergência.
✔ Esteja alerta e proceda com cautela em todos os momentos. Notifique imediatamente o supervisor sobre quaisquer condições inseguras.
✔ Conheça os procedimentos de emergência adequados para acidentes ou ferimentos que possam ocorrer no laboratório.
✔ Se você for atingido por substâncias que ofereçam riscos, use a água corrente de um local de lavagem de olhos ou o chuveiro de emergência durante, pelo menos, 15 minutos, até que a ajuda de emergência chegue e lhe forneça mais instruções.
✔ Relate ao seu supervisor qualquer lesão, problema ou vazamento de materiais potencialmente perigosos, independentemente da gravidade do caso.

Não se exponha aos riscos.

✔ Comporte-se de forma responsável e profissional em todos os momentos. Evite brincadeiras ou atitudes que facilitam a ocorrência de acidentes.
✔ Vista-se adequadamente para trabalhar em um laboratório. Use roupas e sapatos que cubram a pele exposta e possa protegê-lo(a) de possíveis respingos. Amarre o cabelo comprido e evite jóias ou qualquer objeto que possa se prender a equipamentos ou superfícies.
✔ Nunca coma, beba, aplique cosméticos (incluindo protetor labial) ou manipule lentes de contato no ambiente do laboratório.
✔ Use um exaustor químico ou uma cabine de segurança biológica, conforme indicado pelo seu supervisor.
✔ Mantenha o ambiente limpo e os corredores livres.
✔ Relate equipamentos elétricos danificados ao supervisor e evite usá-los.
✔ Não deixe experimentos e soluções aquecendo ou em reação sem acompanhamento ou supervisão.

Proteja você, seus companheiros, sua pesquisa e o meio ambiente.

✔ Pratique uma boa higiene pessoal. Lave as mãos depois de retirar as luvas, antes de deixar o laboratório e depois de manusear um material potencialmente perigoso.
✔ Enquanto trabalhar no laboratório, use os equipamentos de proteção individual necessários (óculos, luvas, jaleco, máscaras, entre outros).
✔ Descarte e elimine corretamente todos os resíduos do laboratório.

Fonte: NIH.

Comentários

Artigos populares

Tubos para coleta de sangue

Os tubos de coleta de sangue são estéreis, feitos de vidro ou plástico e alguns possuem vácuo. Comumente utilizados em punções venosas, eles são projetados para a coleta, transporte e processamento das amostras.

O interior destes tubos pode ser revestido com anticoagulantes e as vedações preservam a integridade da amostra até a chegada ao laboratório. Embora não seja necessário ao coletor conhecer todos os detalhes sobre os procedimentos analíticos dos testes hematológicos, é essencial conhecer o tipo de amostra necessária para cada análise.


Tipo de Análise - Tipo de Amostra Bioquímica e Sorologia - Soro ou plasma Hematologia - Sangue total com EDTA Glicemia - Plasma com fluoreto de sódio Coagulação - Plasma com citrato de sódio
Tubos para coleta
A amostra deve ser coletada em tubos específicos para cada tipo de análise, sendo de extrema importância conhecê-los para a realização correta do exame. O material colhido em recipiente inadequado será rejeitado e descartado pelo laboratório p…

Conheça os principais meios de cultura

O crescimento dos microrganismos nos diferentes meios de cultura utilizados fornece as primeiras informações para a sua identificação. É importante conhecer o potencial de crescimento de cada meio de cultura e adequar ao perfil bacteriano esperado para cada material.


Alguns procedimentos são essenciais na hora da preparação de cada meio de cultura para a obtenção de melhores resultados e evitar contaminações, como nos diferentes casos: quando distribuir o meio antes de autoclavar, os tubos não precisam estar esterilizados; quando distribuir o meio após a autoclavação, os tubos, frascos, placas, pipetas e vidrarias ou materiais auxiliares obrigatoriamente devem ser estéreis e os meios devem ser autoclavados com as tampas semi-abertas, para que a esterilização seja por igual em todo o conteúdo dos tubos - tampas fechadas não permitem a entrada do vapor.

Ágar nutriente (AN)

Meio relativamente simples, de fácil preparo e barato, muito usado nos procedimentos do laboratório de microbiologi…

Vírus Epstein-Barr

O vírus Epstein-Barr, frequentemente referido como EBV, é um membro da família dos herpesvírus e um dos mais comuns nos humanos. O vírus ocorre em todo o mundo, e a maioria das pessoas é infectada com EBV em algum momento durante suas vidas.


Crianças tornam-se suscetíveis ao EBV tão logo a proteção de anticorpos maternos (presente no nascimento) desaparece. Muitas crianças são infectadas com EBV, e essas infecções geralmente não causam sintomas ou são indistinguíveis. Nos países desenvolvidos, muitas pessoas não estão infectadas com EBV na infância. Quando a infecção com EBV ocorre durante a adolescência ou na idade adulta jovem, provoca a mononucleose infecciosa em 35% a 50% dos casos.

Os sintomas da mononucleose infecciosa são febre, dor de garganta e aumento dos gânglios linfáticos. Às vezes, há o envolvimento do fígado e do baço. Problemas cardíacos ou envolvimento do sistema nervoso central ocorrem raramente, e a mononucleose infecciosa quase nunca é fatal. Não há associações co…