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Biomedicina, Embriologia e Reprodução Humana

A Embriologia e a Reprodução Humana são campos em constante desenvolvimento que tiveram um enorme crescimento nos últimos 20 anos. Essas duas áreas compreendem todos os processos de crescimento e diferenciação celular, além da avaliação e utilização de diferentes técnicas médicas em tratamentos de fertilidade.

O primeiro caso de sucesso de Reprodução Assistida (RA) ocorreu em 1978, quando o cientista britânico Robert Edwards, com a ajuda do ginecologista Patrick Steptoe, mudaram o futuro de casais considerados inférteis em todo o mundo. Na época, o nascimento do primeiro bebê de proveta, Louise Brown, foi um avanço científico revolucionário e a partir desse momento encaminhou-se para um tratamento médico de rotina. Desde então, mais de cinco milhões de bebês nasceram provenientes de técnicas de fertilização in vitro (FIV).

Imagem: Mucize’nin Doğumu.

Hoje em dia, a FIV é um processo muito mais simplificado. Embora as questões morais e éticas ainda sejam temas de discussão a respeito dos novos avanços, em sua maior parte, tornou-se um tratamento comum. Os óvulos, sêmen e embriões doados podem ser usados para ajudar casais com problemas de fertilidade mais complexos, já que a tecnologia de doação e criopreservação de material biológico já está bem desenvolvida.

O surgimento da injeção intra-citoplásmica de esperma (ICSI), na qual o esperma é injetado diretamente para dentro do óvulo, demonstraram que os problemas de fertilidade masculina também podem ser tratados. Outra informação importante é que a taxa de nascimentos múltiplos, uma característica comum evidenciada após tratamentos de FIV, está diminuindo cada vez mais.

A habilitação de Embriologia inclui a avaliação e aplicação de todos os procedimentos e tratamentos envolvidos no desenvolvimento e processo de fertilização. Entre as principais técnicas, estão a inseminação artificial (IA), quando a fecundação ocorre no próprio corpo da paciente, e a fertilização in vitro (FIV), quando a fertilização ocorre em ambiente laboratorial.

Teoria

O curso de Embriologia deve compreender matérias básicas e essenciais para a atuação do profissional, como biologia celular, embriologia clínica, ética, genética, criopreservação e tecnologia de laboratório.

Os embriologistas clínicos precisam de uma boa base teórica e prática da biologia reprodutiva, embriologia, infertilidade e tecnologias de reprodução assistida (TRA). Também precisam manter as informações atualizadas sobre os regulamentos e a legislação vigente referente aos temas.

Resoluções

Para habilitação em Embriologia e Reprodução Humana, os biomédicos devem realizar cursos de pós-graduação lato sensu ou strictu sensu, reconhecidos pelo MEC.

Assim, para inclusão da habilitação conforme o Conselho Regional de Biomedicina, o profissional biomédico deverá obter sua experiência comprovada das seguintes maneiras: pelos cursos de pós-graduação, na conclusão da graduação (via estágio supervisionado de 500 horas) e nas residências multi-profissionais ou biomédicas, mediante comprovação de tempo de atuação ou residência.


Prática

Os embriologistas clínicos trabalham no tratamento de fertilidade e na pesquisa reprodutiva. Eles auxiliam serviços de diagnóstico de rotina e procedimentos terapêuticos, como a FIV, em hospitais e clínicas. As tarefas dos profissionais variam muito dependendo da sua atuação. No entanto, existem habilidades que são comuns a todos.

Injeção intra-citoplasmática de esperma - ICSI (Foto: ACE).

A realização de pesquisas sobre a função e composição genética de embriões é um trabalho muito importante nesta carreira, e os estudos são realizados a fim de classificar, identificar e corrigir o desenvolvimento de embriões, esclarecendo os problemas associados à gravidez e ao nascimento.

Sendo assim, o trabalho de um embriologista clínico envolve:

→ determinar o nível de fecundidade dos indivíduos;
→ coleta e manutenção de óvulos e espermatozóides (gametas) de pacientes;
→ micromanipulação e teste de adequação de cada gameta;
→ preparação de gametas e do ambiente para a FIV;
→ usar TRA para ajudar pacientes com infertilidade;
→ preservação de gametas e embriões para uso futuro;
→ cultura, seleção de embriões e criopreservação;
→ monitoramento do desenvolvimento embrionário;
→ acompanhamento e manutenção dos criobancos;
aplicação de conhecimentos éticos e cumprimento do controle de qualidade.

$ Salário $

O campo de atuação inclui clínicas de fertilidade, universidades, hospitais, laboratórios de embriologia, empresas de biotecnologia, organizações governamentais e indústrias comerciais. Por ser um procedimento relativamente caro, a remuneração é boa na maioria dos casos.

O salário varia de acordo com o cargo e a função do biomédico embriologista dentro da empresa, pois as tarefas realizadas podem ser bem diferentes.

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