Oncologia

Câncer de mama e as informações que fazem a diferença

O câncer de mama é o mais frequente entre as mulheres, e o segundo tipo de câncer mais comum na população mundial, ficando atrás apenas do câncer de pele. Sendo assim, a necessidade de uma atenção especial para este problema é de importância vital e de interesse coletivo.
Câncer é o crescimento desordenado de células em determinado tecido ou órgão e que pode se espalhar a outras regiões do corpo (metástase). No caso do câncer de mama é ocasionado pelo crescimento de células neoplásicas no tecido mamário. A probabilidade de desenvolver a patologia aumenta com a idade e em 5 a 10% dos casos está relacionada a fatores hereditários. Assim, a importância da conscientização das mulheres em aceitar a necessidade de realizar exames periódicos ao longo da vida é fundamental para diminuição da taxa de mortalidade mundial por este tipo de câncer. Os homens também podem desenvolver câncer de mama durante qualquer faixa etária, sendo mais comum entre os 60 – 70 anos de idade, em geral este agravante está ligado a fatores hereditários, de qualquer forma é um alerta para homens e mulheres. 
Sintomas
Na fase inicial, o câncer de mama é assintomático em ambos os sexos, ou seja, não apresenta sintomas, portanto, exames regulares das mamas são importantes ao longo da vida. O aparecimento repentino de um nódulo (caroço) na mama, é a manifestação mais comum. Outros sintomas, como secreção pelo mamilo, dor na região, irritação da pele, inchaço nas mamas, inversão do mamilo para dentro (retração), mudanças no tamanho e na forma da mama e caroço nas axilas também podem ocorrer. Vale ressaltar que, esses sinais também podem aparecer devido a outro tipo de patologia que não esteja ligada ao câncer de mama.
Diagnóstico
Os exames de detecção não podem prevenir o risco de desenvolvimento do câncer de mama, mas poderá detecta-lo em etapas inicias e será tratado mais facilmente e aumentando consideravelmente a probabilidade de cura. 
Recomenda-se que a mulher faça autopalpação das mamas mensalmente em busca de alguma alteração anormal, ninguém melhor que a mulher para notar alterações sutis no próprio corpo. Este tipo de exame físico também pode ser realizado em consulta médica.
Os exames de imagem permitem detectar tumores em fase inicial, antes do aparecimento de sintomas e da suspeita médica ou do próprio paciente. A mamografia é o exame que se destaca no diagnóstico do câncer de mama, possibilitando uma detecção precoce. Outros exames de imagem como a ressonância magnética e ultrassonografia das mamas também são utilizados no diagnóstico. No Brasil a recomendação é que mulheres entre 50 e 69 anos façam mamografia ao menos a cada dois anos. Entretanto, a Sociedade Brasileira de Mastologia indica a realização de mamografia em mulheres a partir dos 40 anos de idade. Vale destacar, que a maioria dos casos de detecção tardio de câncer de mama acontece em mulheres jovens, visto que as mesmas não possuem o habito de realizar mamografias durante a juventude. 
A biópsia é um procedimento que remove um pedaço do tecido e/ou fluido corpóreo para análise, para a confirmação do diagnóstico em caso de suspeita clínica ou quando há alterações nos exames de imagens. 
No caso de histórico familiar da doença, pode ser realizado o estudo molecular de mutações nos genes BRCA1 e BRCA2. Vale salientar que, a lista de exames da ANS (Agência Nacional de Saúde) contempla este estudo e os convênios são obrigados a cobrir este tipo de exame desde que a indicação for correta.
O câncer de mama é o mais frequente entre as mulheres (Foto: Divulgação)
Fatores de risco
A idade e sexo influenciam na susceptibilidade do desenvolvimento do câncer de mama. Mulheres com idade superior a 50 anos apresentam também maior probabilidade de desenvolver a doença. 
Mulheres que tiveram a menarca em idade precoce (início do período menstrual) ou que chegaram a menopausa após os 55 anos de idade tem uma maior probabilidade de desenvolver câncer.
O antecedente familiar de câncer de mama é um fator hereditário responsável por 5% – 10% dos casos, pessoas que tiveram familiares de 1º grau acometidos pela enfermidade, apresentam uma maior susceptibilidade genética de também desenvolver a doença.
Outros fatores de risco englobam a obesidade, tabagismo, consumo excessivo de álcool, mulheres que não tiveram filhos, gestação depois dos 30 anos de idade e uso prolongado de terapia hormonal a base de estrógenos. 
O que fazer para reduzir os riscos
Mantenha um peso saudável, faça exercícios, pare ou reduza os vícios (bebidas alcóolicas e cigarros), evite exposição à radiação, ao realizar terapia de reposição hormonal pergunte ao médico sobre os riscos e realize exames de prevenção periodicamente. O controle desses fatores, reduz o risco do câncer de mama, além de proporcionar uma melhor qualidade de vida e prevenindo também o desenvolvimento de outras doenças. 
Os fatores de risco, não indicam que a pessoa terá câncer de mama. Da mesma forma, que pessoas com hábitos saudáveis não estão livres de desenvolver a doença. 
“A conscientização é a melhor prevenção e a informação é o que reduzirá os fatores de riscos e levará a um diagnóstico precoce em caso de necessidade".
Os números de casos de câncer de mama estão aumentando no mundo, isso devido ao crescimento da expectativa de vida, expansão da urbanização e adoção do estilo de vida ocidental, segundo OMS (Organização Mundial da Saúde). 
No Brasil, a estimativa de novos casos de câncer de mama em 2015 é superior a 57.000, segundo INCA (Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva).

Artigo publicado na minha coluna do jornal Gazeta de S. Paulo - 22 de Outubro/2015 - Confira!
Informações importantes e de fácil compreensão ao alcance da população.

Artigo por: Marcel Alex Machado

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