Embriologia

Congelamento de embriões como rotina em tratamentos de Fertilização In Vitro não aumenta taxas de gravidez

Ocorre anualmente na Europa o mais importante encontro sobre reprodução humana assistida, da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE - European Society of Human Reproduction and Embryology). O evento, que este ano ocorreu em Lisboa (Portugal), selecionou o estudo realizado pelo IVI, entre os temas maior impacto. Também é no velho continente onde normalmente surgem os principais avanços e a maior porcentagem de nascidos por meio de reprodução humana, que hoje representa 3% dos nascimentos europeus.

A pesquisa realizada pelo Instituto Valenciano de Infertilidade (IVI) comprovou que o congelamento de embriões como rotina antes de todas as transferências ao útero da gestante não aporta benefícios aos resultados da Fertilização in Vitro (FIV). Estudos anteriores sugeriam que os tratamentos de Fertilização In Vitro apresentavam melhores taxas de gravidez quando em lugar de transferir ao útero da gestante os embriões frescos, os mesmos eram congelados para a transferência em um ciclo posterior com objetivo de evitar que tratamento hormonal de estimulação dos ovários afetasse os resultados de gravidez.

Dr. Ernesto Bosch, diretor médico do IVI Valência, em sua pesquisa, analisou um total de 882 pacientes. “Por outro lado, este estudo também evidencia que congelar os embriões para um ciclo posterior reduz o pequeno risco de hiperestimulação dos ovários que existe nos tratamentos de Fertilização In Vitro (entre 0,6 e 10%), sendo este o único beneficio que esta prática aporta”, explica Dra. Genevieve Coelho, diretora do IVI Salvador que acudiu ao Congresso – “Quando os estudos anteriores identificaram um aumento nas taxas de implantação do embrião, ou seja, de gravidez, provavelmente foi porque estavam incluindo aquelas pacientes que efetivamente necessitam transferir os embriões em um ciclo posterior para evitar a hiperestimulação ovariana e ter mais chances de conseguir a gravidez”.

“Esta pesquisa não conclui que nunca é necessário fazer o congelamento de embriões para uma transferência posterior, pelo contrário, para os casos onde há risco de hiperestímulo dos ovários, continuamos recomendando proceder com o adiamento da transferência”, ressalta Dra. Silvana Chedid, diretora do IVI São Paulo, que também participou da ESHRE 2015 – “quando se trata de infertilidade, cada caso é um caso, por isso individualizamos os diagnósticos e tratamentos”.

Com sede em Valência, na Espanha, o Instituto Valenciano de Infertilidade (IVI) iniciou suas atividades em 1990. Possui 38 clínicas, em 9 países e é líder em medicina reprodutiva. O grupo conta com uma Fundação, um programa de Docência e Carreira Universitária. No Brasil, o IVI conta com unidades em Salvador e São Paulo, dirigidas respectivamente pelas especialistas Dra. Genevieve Coelho e Dra. Silvana Chedid.


Press Release
Instituto Valenciano de Infertilidade

Artigo por: Raphael Gonçalves Nicésio

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