Bem Estar

Colesterol alto: um risco à saúde

O colesterol no sangue é um fator de risco para doença arterial coronariana e ataque cardíaco, portanto reduzí-lo significa diminuir riscos. No entanto, se o seu colesterol é agradável e está abaixo do limite, saiba que isso pode não representar nada.


Vejamos o porquê do número ser enganoso. O colesterol total é calculado pela soma do LDL (colesterol ruim), HDL (colesterol bom) e um quinto de seus triglicérides totais. "Temos utilizado esta fórmula de adição de uma coisa ruim com uma coisa boa, além de considerar um quinto de outra coisa ruim, e isso não é útil", afirma a drª Maureen Mays, cardiologista preventiva e especialista em lipídeos da Oregon Health & Science University, em Portland.

Essa é uma razão pela qual 50% das pessoas que têm um ataque cardíaco têm leituras normais de colesterol.

Efeitos de dieta e exercícios

A maneira mais inteligente de olhar o risco do colesterol é por cada componente. O LDL, ou mau colesterol, é muito sensível à uma boa nutrição e exercícios físicos. Não é incomum o LDL elevar-se 40%, em resposta a um estilo de vida sedentário e a uma dieta rica em gorduras saturadas.

Por outro lado, os valores também podem cair até 40%, se uma dieta saudável para o coração for aplicada juntamente a exercícios físicos regulares.

Aproximadamente, 1 em cada 500 pessoas tem um risco herdado de altíssimos valores de LDL e devem ser submetidas ao uso de estatinas para controlar o risco de doenças cardíacas.

Estar acima do peso eleva os níveis de triglicerídeos, que em consequência aumentam o risco de diabetes tipo 2. Portanto, se você tem diabetes, tem o mesmo risco de morte por problemas cardiovasculares do que alguém que já tem doença cardíaca coronariana.

"Enquanto o aumento da idade e estresse podem alterar um pouco o seu painel de colesterol, parar de fumar é a melhor maneira de aumentar o colesterol bom", diz a doutora.

"É crítico para as mulheres que se aproximam da menopausa manterem uma dieta saudável e exercícios regulares para neutralizar os efeitos da perda de estrogênio. Como estes suprimem os níveis de LDL, mulheres que atingem a menopausa pode notar um aumento de colesterol ruim", afirma Denise Janosik, cardiologista e professora de medicina interna na Faculdade de Medicina da Universidade de Saint Louis.

Efeito de drogas e álcool

Certos medicamentos, incluindo a prednisona e medicamentos para o HIV, podem afetar negativamente o painel de colesterol. Pacientes em uso de inibidores de protease para o HIV devem ter ciência do risco de desenvolverem doenças do coração, e não apenas AIDS, de acordo com a drª Mays.

Quanto às bebidas alcoólicas, beber um a dois drinques por dia é bom para manter o colesterol sob controle. Mais do que isso pode aumentar os triglicérides devido ao alto teor de açúcar e de calorias nas bebidas alcoólicas. O álcool também aumenta o HDL ligeiramente, mas este aumento de colesterol bom não é tão grande como aquele proporcionado por um estilo de vida saudável.

O hipotireoidismo também pode resultar em números de colesterol incomuns. "Se você está cansado e ganhou peso repentinamente, faça exames da tireóide. Se a sua tireóide não está funcionando corretamente, o seu painel de lipídeos não terá sentido.", completa a doutora.

Confira abaixo dez fatores envolvidos em ataques cardíacos

1 - Idade

Conforme você envelhece, o risco de um ataque cardíaco sobe. Mais de 80% das pessoas que morrem de doenças cardíacas têm 65 anos ou mais. E não são apenas homens. Na verdade, as mulheres mais velhas que têm ataque cardíaco têm maior probabilidade de morrer dentro de algumas semanas após o ocorrido do que os homens mais velhos que têm ataques cardíacos.

2 - Homens

Os homens têm um maior risco de ataque cardíaco do que as mulheres, e eles têm ataques mais cedo na vida. Mesmo após a menopausa, quando a taxa de morte das mulheres por doença cardíaca aumenta, não é tão grande quanto a dos homens.

3 - Histórico familiar

Se você tem um parente próximo, como um pai ou irmão que desenvolveu doença cardíaca prematuramente, antes de 55 para os homens e 65 para as mulheres, suas chances de ser afetado são maiores. No entanto, se você tem um histórico de doença na família, não significa necessariamente que você está condenado a repetir os pecados de seus pais. Considere que pode ser genético, mas também pode ser que eles tinham um estilo de vida ruim que você não tem, e isso é o que realmente causou os problemas do coração. Um estilo de vida saudável, check-ups regulares, e manter-se atento aos sintomas pode ajudar.

4 - Etnias

O risco de doença cardíaca pode variar entre os brancos, africanos, mexicanos, índios e alguns asiáticos. Isto pode ser devido a maiores taxas de diabetes ou obesidade em alguns grupos, em comparação com outros. Muitas vezes relaciona-se a um dos fatores de risco que levam a ataques cardíacos.

5 - Fumo

Se você ainda não encontrou uma razão para parar de fumar, leia isto: o seu risco de doença cardíaca é de duas a quatro vezes maior se você fuma cigarros. Fumar é realmente um dos piores, se não o pior fator de risco, porque afeta muitas coisas. Prejudica as artérias, contribui para problemas de colesterol e aumenta o risco de formação de coágulos sanguíneos.

6 - Colesterol alto

Muitas pessoas têm elevados níveis de colesterol, que podem causar problemas cardíacos. Mesmo que exibam aparências saudáveis, algumas pessoas com colesterol total aumentados têm grandes chances de serem acometidas por doenças cardíacas.

7 - Hipertensão

Com a pressão arterial elevada, o coração trabalha mais para bombear o sangue. A hipertensão aumenta o risco de acidente vascular cerebral, ataque cardíaco, insuficiência renal e insuficiência cardíaca. Pode ser controlada com medicação, mas ações como perder peso, tornar-se mais ativo, comer menos sal e beber menos álcool, podem contribuir para controlar a pressão sanguínea.

8 - Vida sedentária

Pensando em fugir da academia de novo? Tenha em mente que viver uma vida inativa é um importante fator de risco de doença cardíaca. Cerca de 30 minutos de exercício moderado na maioria dos dias da semana pode reduzir muito o risco, mas qualquer atividade é melhor do que nenhuma.

9 - Excesso de peso

As pessoas que têm excesso de gordura corporal, especialmente na parte central são mais propensas a desenvolverem doenças cardíacas ou de terem um acidente vascular cerebral, mesmo sem outros fatores de risco. A boa notícia é que existem muitos alimentos simples que são bons para o coração e sua cintura. Comer peixes, frutas, legumes e gorduras saudáveis, como azeite de oliva, podem ajudar.

10 - Diabetes

Se você tem diabetes tipo 2, o risco de doença cardíaca é elevado, mas controlar o nível de açúcar no sangue pode ajudar. Mulheres diabéticas têm maior risco de ter problemas com doenças cardíacas em comparação com todos os outros grupos. A diabetes estreita as artérias e as mulheres, em virtude da sua diferença, já têm artérias menores do que os homens. Felizmente, os mesmos fatores que ajudam a diabetes (exercício e alimentação saudável) também diminuem o risco cardíaco.


Fonte: Health - Your Risk for High Cholesterol.

Artigo por: Raphael Gonçalves Nicésio

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