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Perfusão Extracorpórea nos Estados Unidos


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Nos Estados Unidos a perfusão extracorpórea que é uma das áreas da Biomedicina no Brasil, é conhecida como ‘Perfusionist’. Uma coisa que percebemos é que pouquíssimas pessoas conhecem a profissão. Por este motivo, decidimos apresentar ao público, numa atividade em sala de aula – utilizando-se do idioma daquele país, a função de um perfusionista e a sua importância em um processo cirúrgico, além de informações adicionais sobre qualificação, habilidades, tarefas, salário e demandas. 

De acordo com o website CaliforniaColleges.edu, Perfusionistas nos EUA devem ter um alto nível de educação, além de uma escola especial necessária para a obtenção da certificação como perfusionista. Em outras palavras, eles devem ter um diploma universitário de uma instituição credenciada com um programa de perfusão. Antes de adentrar no mercado de trabalho, perfusionistas devem fazer um exame escrito pela American Board of Cardiovascular Perfusion. Além disso, recomenda-se que os novos profissionais tenham experiência hospitalar através de estágios e trabalho voluntário. Outra exigência é que tenham conhecimento, principalmente em anatomia, hematologia e cálculo.

Nos Estados Unidos, médicos assistentes, enfermeiros, paramédicos e outros profissionais da saúde podem optar por se especializar em perfusão. Estas pessoas devem ser capazes de se manterem calmas sob a intensa pressão e responsabilidade de uma cirurgia.

Durante a apresentação, pude explicar de forma clara e resumida as funções de um perfusionista no processo cirúrgico, oportunidade em que os presentes puderam perceber quão grande importância deste profissional em todo o contexto. A tarefa primária do profissional, segundo o website CaliforniaColleges.edu, é bombear o sangue do paciente através de uma máquina de perfusão, que substitui o coração-pulmão do paciente mantendo-o vivo durante a cirurgia. Porém, muitas outras atividades devem ser feitas para manter todo o processo regular. Um bom perfusionista chega ao hospital às 6 da manhã, reúne todos os componentes da grande máquina coração-pulmão, monta-os e garante que o equipamento funcione perfeitamente. Somada a isto, o perfusionista auxilia o cirurgião, reinicia o coração do paciente após cirurgia e estabiliza o batimento cardíaco, podendo usar precursores elétricos ou dispositivos de desfibrilação.

Perfusionistas nos Estados Unidos gozam de satisfatória qualidade de vida. O salário inicial após a universidade gira em torno de sessenta mil dólares por ano, o que garante que estes profissionais ganhem em média $1154,00 por semana – um valor até considerável para aqueles que estão começando. Convém destacar também que o salário para estes profissionais depois de 10 anos de atividade no mercado fica ainda melhor. Perfusionistas experientes ganham cerca de cem mil dólares por ano. Assim como no Brasil, o trabalho não é fácil. A jornada de trabalho é de 40 horas semanais, com um adicional em finais de semana quando necessário. Mas o campo está em franco crescimento. São em média três mil e setecentos perfusionistas empregados nos EUA, além de inúmeras oportunidades de trabalho.

Diante das informações aqui expostas fica claro que a profissão é exigente e árdua, necessitando de conhecimentos prévios definidos nas áreas das ciências biológicas e da saúde, porém gratificante, quer seja no Brasil, nos Estados Unidos ou em outro país. A “nova” área é promissora e vem se desenvolvendo a passos largos, vez que, oferece aos envolvidos oportunidades reais de crescimento e reconhecimento. Para tanto, não muito diferentes de outras profissões é necessário possuir um alto nível de educação e muitas habilidades para ganhar espaço no mercado de trabalho.

Foto: MR2 site and homepage Pieter Lukassen, Langenboom




Referências

Occupational Outlook Quarterly, Winter 2002-03.

CaliforniaColleges.edu - The Official Source for College & Career Planning in California.

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