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Análise do líquor (LCR)

O líquido cefalorraquidiano (LCR) é um fluido corporal normalmente estéril presente no espaço subaracnóideo do cérebro e da medula espinhal. Sua análise é realizada para verificar um quadro infeccioso, o aspecto físico, a celularidade e os produtos químicos, como proteínas, açúcares (glicose), entre outras substâncias presentes.

Coleta

A coleta do líquor deve ser realizada por um médico e a punção lombar o método mais comum. A coleta geralmente é realizada com o paciente em decúbito lateral, com anteflexão forçada da cabeça e membros inferiores flexionados, ou sentado, com anteflexão da cabeça. O médico localizará a região L3-L4, fará a antissepsia e injetará um anestésico no local. A agulha apropriada é inserida e a pressão do líquor é medida. Após a coleta, uma ligadura é colocada sobre o local da punção para evitar escape liquórico. Outras formas menos comuns de coleta liquórica incluem punção cisternal e punção suboccipital. Depois de colhida, a amostra é enviada ao laboratório para avaliação.


Como a quantidade de líquido é pequena, quase não há movimentação no cérebro ou da medula espinhal. Pode ocorrer cefaléia (dor de cabeça) temporária, ou até infecção e hemorragia quando a punção não for bem realizada.

Principais parâmetros avaliados

• Aspecto - normalmente límpido, pode apresentar-se turvo ou hemorrágico.

• Cor - o líquor é incolor, porém pode ter coloração xantocrômica e eritrocrômica.

• DNA de vírus comuns - valor normal: ausência.

• Bactérias - valor normal: ausência.

• Contagem de células - o aumento de células neutrofílicas geralmente sugere um quadro inflamatório agudo, enquanto o aumento de células linfocitárias sugere um quadro crônico. Nas infecções bacterianas, há o predomínio de leucócitos polimorfonucleares.

• Antígeno criptocócico - valor normal: ausência.

• Glicose - valores diminuídos podem ser encontrados em quadros de meningite, neoplasias ou hipoglicemia sistêmica.

• Lactato desidrogenase - elevada em quadros necróticos, isquêmicos, leucêmicos.

• Bandas oligoclonais (imunoglobulinas) - níveis aumentados podem indicar esclerose múltipla.

• Proteína total - geralmente aumentada em quadros de meningite, hemorragia, alterações metabólicas e tumores.

• Presença de células alteradas - valor normal: ausência.

Fonte: Medline

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