Farmacologia

Sinvastatina pode ser usada em tratamento de disfunção erétil

O medicamento é o mais utilizado no tratamento do colesterol alto e poderá ser usado, futuramente, para tratar a disfunção erétil.

A Sinvastatina é um princípio ativo muito eficaz na redução total de colesterol, obtido pela fermentação do Aspergillus terreus. Mas esse não é o único benefício do medicamento. De acordo com um estudo feito pela Fundação Universitária de Cardiologia (FUC), a sinvastatina pode ter efeitos positivos sob a disfunção erétil.
O estudo da FUC foi feito em pacientes portadores de disfunção erétil e disfunção endotelial. Os pacientes foram selecionados para receber 20mg por dia de sinvastatina, ou 20 mg de placebo, por seis meses. No fim dos seis meses, os pacientes começaram a ingerir vardenafila – medicamento usado para tratar disfunção erétil - por quatro semanas. O resultado foi que houve uma grande redução do colesterol total e triglicérides no grupo que usou sinvastatina. Outro resultado mostrou que os pacientes que utilizaram a sinvastatina evoluíram para um nível de disfunção erétil e endotelial de grau leve. A conclusão do estudo foi que a sinvastatina ainda não é superior ao efeito placebo para tratar a disfunção endotelial, porém pode ajudar a melhorar a função erétil. Será necessário outro estudo com um maior número de pessoas, para realmente afirmar os efeitos da substância sob a disfunção erétil, apesar dos resultados positivos até então obtidos.
Os efeitos da sinvastatina sob o colesterol alto, no entanto, são comprovados. O medicamento é indicado para a redução do risco de infarto, acidente vascular cerebral e ataques isquêmicos transitórios. A substância reduz os níveis mais elevados de colesterol total, LDL, apolipoproteína B e triglicérides.
Recentemente o Food and Drug Administration (FDA), órgão de regulação norte-americano, divulgou um comunicado onde informa a dose máxima que sinvastatina deve ser tomada. A nota afirma que sinvastatina deve ser recomendada em até 80mg. Se passar dessa dosagem, o medicamento pode aumentaro risco de lesão muscular. Em pessoas que estejam tomando o medicamento nesta dosagem há mais de 12 meses sem evidência de miopatia, a prescrição pode ser mantida, mas isso apenas a critério médico. Sendo assim, outras exigências do FDA foram feitas, como alterar a bula da medicação. Deve-se incluir as novas doses recomendadas e as interações medicamentosas, que podem ser perigosas se não seguidas.

Sociedade Brasileira de Cardiologia

Artigo por: Raphael Gonçalves Nicésio

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