Bem Estar

Monitoramento de sinais vitais com tatuagem eletrônica

Você já ouviu falar da "tatuagem eletrônica", com a capacidade de rastrear sinais vitais dos pacientes e apresentar os resultados para os pesquisadores? Vários cientistas têm apontado essa técnica como um grande avanço no campo da medicina.  A tecnologia é conhecida como um sistema eletrônico epidérmico (EES) e foi desenvolvida por uma equipe internacional de pesquisadores dos Estados Unidos, China e Cingapura.

Você confiaria em uma tatuagem que monitora os seus sinais vitais? Quando escutamos sobre microchips, implantes ou tatuagens eletrônicas, tudo soa um pouco futurista, como se esses "avanços" fossem usados pelo governo para rastrear os cidadãos. Mas alguns setores estão promovendo essas ideias de alta tecnologia com grandes avanços, e a área médica é uma dessas áreas.
De acordo com o International Business Times, hospitais e consultórios médicos podem, um dia, equipar os seus pacientes com tatuagens eletrônicas temporárias. Estes dispositivos podem transportar uma grande quantidade de informação em um espaço pequeno, auxiliando na redução de erros médicos.
 "Nosso objetivo era desenvolver uma tecnologia eletrônica que pudesse se integrar com a pele de uma forma que é mecanicamente e fisiologicamente invisível para o usuário", diz John Rogers, da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign. É uma tecnologia que desfaz a distinção entre a eletrônica e a biologia", complementa.
Os dispositivos são pequenos e quase sem peso. Eles são mais finos que um cabelo humano e juntam-se ao corpo com água em vez de um adesivo. Apesar de parecidos com tatuagens temporárias, como as de chiclete, estas têm componentes eletrônicos. Os pesquisadores acreditam que um dia as tatuagens irão ser usadas nos hospitais em todo o mundo. E, considerando o fato de que até mesmo os nossos animais são implantados com microchips, os pesquisadores podem estar certos.


Em vez de ligar uma pessoa a uma vasta gama de fios e adesivos, os pequenos fragmentos darão aos médicos toda a informação vital de que necessitam. Além disso, os pesquisadores estão trabalhando em variações que são ativadas por voz, permitindo que os usuários a explorarem com mais de 90% de precisão. Este aspecto pode levar você a se perguntar: se eles são capazes de ser operados pela voz do portador, não poderiam ser operados pela voz de outro controlador? "Este tipo de dispositivo pode ser útil para aqueles que sofrem de certas doenças da laringe. Também pode-se formar uma base de comunicação sub-vocal, adequado para utilização quando a privacidade é necessária", diz Rogers.
Os cientistas trabalham na melhoria da camada adesiva, sem sacrificar a facilidade de aplicação com água. A preocupação é que a pele se regenera e uma tatuagem nova teria de ser reaplicada a cada vez, para não ser perdida com as células mortas.
Com esse avanço, os pesquisadores tornam mais próxima a fusão do homem com a máquina. A tecnologia cada vez mais é utilizada no desenvolvimento da saúde e tais métodos parecem inevitáveis quando a busca é o melhor para a vida humana.

Artigo por: Raphael Gonçalves Nicésio

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