Fisiologia

Incontinência urinária

A perda involuntária da urina é uma situação frustrante e normalmente causada por vários outros problemas. Apesar de ser mais comum à medida em que a pessoa envelhece, a incontinência urinária não é uma parte normal do envelhecimento. Ela geralmente começa de forma gradual e lentamente piora. Nesses casos, a pessoa pode evitar de sair em público devido ao constrangimento, tornar-se menos ativa e ter problemas físicos causados ​​pelo contato frequente com a urina, que incluem a irritação da área da virilha e infecções do trato urinário.
Nos homens, é muitas vezes relacionada a problemas de próstata. Enquanto envelhecem, a próstata cresce, apertando a uretra e empurrando o colo da bexiga para fora da posição. Essas alterações podem levar à incontinência. Na maioria dos casos, a incontinência devido ao alargamento da próstata pode ser curado pela medicina ou cirurgia da próstata.
Para alguns, a incontinência pode ter mais do que uma causa. Se não está relacionada com a próstata e aparece de repente, certamente desaparecerá após o tratamento adequado para o agente causador, como por exemplo uma infecção do trato urinário ou constipação.
Muitas mulheres, durante a gravidez, experimentam pelo menos algum grau de incontinência urinária, podendo ser leve e pouco frequente para algumas ou até mais grave em outros casos. Esse quadro pode continuar após a gravidez, geralmente causado pelo estresse ou aumento da pressão sobre a bexiga. A mulher com a bexiga hiperativa necessita urinar mais do que o normal, porque a bexiga tem espasmos incontroláveis. Nessa situação, o esfíncter não funciona bem o suficiente para segurar a urina. Apesar de ser um problema relativamente comum, algumas mulheres não têm problemas de bexiga até atingir 40 anos.
O principal sintoma de incontinência urinária é a dificuldade de controlar a micção. Pode haver liberação involuntária de urina quando a pessoa tosse, espirra e ri ou haver uma necessidade frequente e incontrolável de urinar. É comum a uma mulher ter sintomas dos dois tipos de incontinência, situação chamada de incontinência mista.
Para o diagnóstico, são realizados exames físicos e análise do histórico do paciente. Manter um relatório da atividade da bexiga durante 3 ou 4 dias pode facilitar na hora da consulta médica. Se houver suspeita de incontinência por estresse, o médico também pode pedir ao paciente que faça algum esforço enquanto está parado.
Quanto à escolha do tratamento, dependerá da causa da incontinência. Geralmente incluem treinamento comportamental com micção cronometrada, mudanças de estilo de vida com exercícios regulares, medicamentos, dispositivos médicos e cirurgia.

Artigo por: Raphael Gonçalves Nicésio

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