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Carga viral e HIV

Quando o assunto carga viral é abordado, diz-se da quantidade de vírus no sangue de um paciente. Conhecer a carga viral ajuda o médico a monitorar a doença, decidir quando iniciar o tratamento, e determinar se os medicamentos irão ou não fazer efeito quando forem necessários.


A quantificação da carga viral é muito comum em pacientes com HIV, e geralmente há uma relação entre a carga viral e o número de células CD4. Se a carga viral é alta, a contagem de CD4 vai ser baixa, tornando a pessoa mais vulnerável a infecções oportunistas. Os medicamentos anti-retrovirais auxiliam no controle da doença, e dificulta o vírus HIV de se reproduzir, diminuindo a carga viral e protegendo o sistema imunológico.

Existem diferentes métodos para quantificar a carga viral de HIV. Devido às opções, os resultados podem se apresentar com uma ligeira diferença entre os métodos. Em constante desenvolvimento, atualmente, os três testes mais comuns são PCR (Polymerase Chain Reaction), bDNA (branched-chain DNA) e NASBA (Nucleic Acid Sequenced Based Amplification).

Não há valores existentes para uma carga viral normal, porque pessoas não infectadas não têm carga viral, diferentemente de outros exames laboratoriais (incluindo contagem de CD4). Os testes de carga viral medem o número de partículas de vírus por mililitro de sangue, chamadas de cópias.

No tratamento do HIV, o objetivo é diminuir a carga viral para níveis indetectáveis. Em geral, a carga viral é declarada indetectável se estiver sob 40-75 cópias em uma amostra de sangue (o número exato depende da realização do teste de laboratório).

As mudanças da carga viral ao longo do tempo são frequentes. Normalmente, depois de ter sido infectado com o HIV, a carga viral será extremamente alta, com milhões de cópias em uma amostra de sangue. Mas após a resposta do sistema imunológico, a carga viral volta a um valor mais baixa. Geralmente, a carga viral continua a permanecer em níveis baixos no início da doença pelo HIV, uma vez que o período de infecção inicial já passou. A quantidade de vírus não aumenta com o tempo, porém o HIV destrói as células CD4, causando grandes danos ao sistema imunológico. Neste ponto, o tratamento torna-se necessário para evitar as infecções oportunistas.

Exemplo de progressão da doença.

Na maioria dos casos o teste de carga viral para HIV é pedido na sua primeira consulta após o diagnóstico, a fim de se estabelecer um nível de base. Depois disso, os testes de carga viral são realizados a cada 3-6 meses no caso de novas medicações, e 2-8 semanas após o início ou mudança de terapia.

Basicamente, a importância do teste é a verificação do aumento ou diminuição da carga viral com o tempo. A contagem de CD4 será o principal fator para a decisão se haverá ou não a necessidade de início do tratamento para o HIV.

Os resultados iniciais em pacientes não tratados podem chegar a 1 milhão de cópias por mililitro ou mais. Durante o tratamento, uma carga viral alta oscila entre 5.000 e 10.000 cópias. Dependendo do método usado, uma carga viral baixa, entre 40 a 500 cópias, que indica progresso lento da doença.
Ao contrário do que muitos podem pensar, um resultado indetectável não significa que a pessoa está curada, e sim que o HIV não está presente no sangue colhido ou está presente em quantidade abaixo do nível mínimo de detecção do método.

Fonte: AIDS.gov

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