Pular para o conteúdo principal

Nanopartículas magnéticas

Um dos principais problemas associados com as terapias é a incapacidade de proporcionar produtos farmacêuticos a um local específico do corpo sem causar toxicidade não-específica. O desenvolvimento de nanopartículas magnéticas e técnicas para o seu transporte e concentração seguros em locais específicos no corpo constituiria uma poderosa ferramenta para quimioterapias in vivo. Além disso, a entrega da droga in vitro pode melhorar ainda mais se as drogas forem modificadas com anticorpos, proteínas ou outros ligantes. Para isso, é necessária a criação de um campo magnético externo simples para que um fármaco atinja um local específico no interior do corpo.
Essas nanopartículas podem ser desenvolvidas para diagnosticar, monitorar e tratar simultaneamente uma grande variedade de doenças e lesões comuns. Partículas multifuncionais, modeladas em partículas virais como a gripe e o HIV, estão sendo pesquisadas e desenvolvidas para transporte de submoléculas e medicamentos geradores de sinais, capazes de atingir locais através de forças magnéticas externas, facilitando a observação médica para confirmar doenças específicas e liberar medicamentos automaticamente, em um sistema vivo.
O componente magnético das nanopartículas é geralmente um composto à base de ferro chamado óxido férrico que posteriormente é revestido por uma superfície biocompatível, como por exemplo ácidos graxos, para proporcionar estabilidade durante a "viagem" das partículas pelo corpo. Para a biomedicina, as partículas são úteis porque pode-se adicionar moléculas de sinalização específicas para a identificação de certas condições, corantes para auxiliar na imagenologia médica ou agentes terapêuticos para corrigir uma ampla gama de distúrbios.
A utilização das nanopartículas magnéticas despertou o interesse depois de serem testadas em conjunto à células-tronco in vivo para a correção de lesões cardíacas em ratos. Em seres humanos, no ano de 2007, o Hospital Charité de Berlim usou uma técnica com nanopartículas chamada hipertermia, para destruir uma forma particularmente grave de câncer no cérebro de 14 pacientes. A técnica se baseou no conhecimento de que as células tumorais são mais sensíveis aos aumentos da temperatura do que as células saudáveis, e então, direcionou nano-aquecedores para os sítios de tumores, destruindo-os.
Com os recentes avanços da nanotecnologia, a composição química, dimensão e morfologia da superfície das partículas podem ser adaptadas a cada caso, em combinação com propriedades magnéticas, tornando-as altamente desejáveis na área biomédica.

Comentários

Artigos populares

Tubos para coleta de sangue

Os tubos de coleta de sangue são estéreis, feitos de vidro ou plástico e alguns possuem vácuo. Comumente utilizados em punções venosas, eles são projetados para a coleta, transporte e processamento das amostras.

O interior destes tubos pode ser revestido com anticoagulantes e as vedações preservam a integridade da amostra até a chegada ao laboratório. Embora não seja necessário ao coletor conhecer todos os detalhes sobre os procedimentos analíticos dos testes hematológicos, é essencial conhecer o tipo de amostra necessária para cada análise.


Tipo de Análise - Tipo de Amostra Bioquímica e Sorologia - Soro ou plasma Hematologia - Sangue total com EDTA Glicemia - Plasma com fluoreto de sódio Coagulação - Plasma com citrato de sódio
Tubos para coleta
A amostra deve ser coletada em tubos específicos para cada tipo de análise, sendo de extrema importância conhecê-los para a realização correta do exame. O material colhido em recipiente inadequado será rejeitado e descartado pelo laboratório p…

Conheça os principais meios de cultura

O crescimento dos microrganismos nos diferentes meios de cultura utilizados fornece as primeiras informações para a sua identificação. É importante conhecer o potencial de crescimento de cada meio de cultura e adequar ao perfil bacteriano esperado para cada material.


Alguns procedimentos são essenciais na hora da preparação de cada meio de cultura para a obtenção de melhores resultados e evitar contaminações, como nos diferentes casos: quando distribuir o meio antes de autoclavar, os tubos não precisam estar esterilizados; quando distribuir o meio após a autoclavação, os tubos, frascos, placas, pipetas e vidrarias ou materiais auxiliares obrigatoriamente devem ser estéreis e os meios devem ser autoclavados com as tampas semi-abertas, para que a esterilização seja por igual em todo o conteúdo dos tubos - tampas fechadas não permitem a entrada do vapor.

Ágar nutriente (AN)

Meio relativamente simples, de fácil preparo e barato, muito usado nos procedimentos do laboratório de microbiologi…

Vírus Epstein-Barr

O vírus Epstein-Barr, frequentemente referido como EBV, é um membro da família dos herpesvírus e um dos mais comuns nos humanos. O vírus ocorre em todo o mundo, e a maioria das pessoas é infectada com EBV em algum momento durante suas vidas.


Crianças tornam-se suscetíveis ao EBV tão logo a proteção de anticorpos maternos (presente no nascimento) desaparece. Muitas crianças são infectadas com EBV, e essas infecções geralmente não causam sintomas ou são indistinguíveis. Nos países desenvolvidos, muitas pessoas não estão infectadas com EBV na infância. Quando a infecção com EBV ocorre durante a adolescência ou na idade adulta jovem, provoca a mononucleose infecciosa em 35% a 50% dos casos.

Os sintomas da mononucleose infecciosa são febre, dor de garganta e aumento dos gânglios linfáticos. Às vezes, há o envolvimento do fígado e do baço. Problemas cardíacos ou envolvimento do sistema nervoso central ocorrem raramente, e a mononucleose infecciosa quase nunca é fatal. Não há associações co…