Bem Estar

Autodiagnóstico? Má ideia!

Não é difícil encontrar pessoas procurando na internet sintomas comuns, em uma rápida pesquisa pelo Google ou outros buscadores da rede. Os mais diferentes históricos da internet podem mostrar, dentre os mais procurados, assuntos como: "o que é essa mancha vermelha na minha pele?"


O problema não está na busca do conhecimento sobre os sintomas nem sobre as doenças, mas no diagnóstico que as pessoas fazem ao relacionarem tais observações. Os especialistas advertem que ir a uma consulta médica é muito mais aconselhável do que você convencer a si mesmo de que está com dengue, por exemplo, apenas com informações obtidas pela internet.

O que isso significa? É mais provável que uma pessoa considere que está com uma doença rara do que com uma outra doença que apresente sintomas comuns na população. Muitos usuários da internet têm dificuldade em avaliar seus próprios sintomas como se fossem observar os de outra pessoa, isto é, o indivíduo superestima a probabilidade de contrair doenças raras e graves. Além disso, os efeitos desse erro podem causar muita ansiedade, estresse, visitas desnecessárias ao médico e até mesmo doenças secundárias originadas pelo estresse e preocupação.

Para evitar com que isso ocorra, tente sempre se lembrar da frase: "Se ouço o barulho de cascos, penso em cavalos, não em zebras". Ou seja, se você se diagnostica com a pior doença existente, pode estar cometendo um erro de principiante. Isso não significa que seja proibido consultarmos algumas informações antes de uma consulta médica para nos mantermos informados, pois isso já se tornou uma prática comum entre as pessoas.

Apenas não confunda as "zebras" com os "cavalos", ou pior, não tente convencer o seu médico de que você sabe mais do que ele. Deixe o diagnóstico final para os profissionais competentes.

Artigo por: Raphael Gonçalves Nicésio

Os artigos do blog são destinados a estudantes, profissionais e pessoas que se interessam pela biomedicina e demais áreas da saúde. O conteúdo não visa substituir as orientações de um médico, portanto não deve ser utilizado para autodiagnóstico ou automedicação.

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