28.2.11

Alergia de crianças ligada à deficiência de vitamina D

Alergia de crianças ligada à deficiência de vitamina D

Crianças com deficiência de vitamina D são mais propensas a ter tanto alergias alimentares quanto alergias ao ar livre, diz estudo. 
Crianças com níveis baixos de vitamina D tiveram 2,3 vezes mais chances de ter alergias a carvalho e 2,4 vezes mais probabilidade de serem alérgicas a amendoim do que as crianças com níveis suficientes de vitamina, mostrou o estudo. Casos de alergia a ambrósia, cães, baratas, camarão e sete outros alérgenos são mais comumente vistos em crianças com deficiência de vitamina D, ou seja, os testes mostraram que tinham menos de 15 nanogramas de vitamina D por mililitro de sangue, ao contrário das crianças com número suficiente da vitamina (mais de 30 nanogramas de vitamina D por mililitro de sangue).
Nos EUA, o número de pessoas com deficiência de vitamina D e o número de pessoas com alergias são crescentes, segundo o estudo. "Este estudo sugere que estes dois fenômenos podem estar ligados", concluíram os pesquisadores. 
Acredita-se que a vitamina D tenha efeitos anti-inflamatórios no corpo, que podem desempenhar um papel na ligação, exibe o estudo. 
Uma pesquisa anterior mostrou que o número de pessoas que visitam salas de emergência devido a reações alérgicas agudas de alimentos aumenta no inverno. Os níveis de vitamina D tendem a serem menores no inverno, porque as células da pele precisam de luz solar para produzir vitamina D ativa de outros compostos no corpo.
O estudo foi baseado em uma amostra nacionalmente representativa de 3.136 crianças e adolescentes que participaram do National Health and Nutrition Examination Survey. Os pesquisadores mediram os níveis de vitamina D no sangue e fizeram entrevistas e exames físicos. Também estudaram 3.454 adultos, mas não encontraram associação entre os níveis de vitamina D e alergias nesse grupo. 
Este estudo mostra apenas uma associação, e não prova que a deficiência de vitamina D provoca alergias em crianças, disse o pesquisador Dr. Michal Melamed, professor assistente de medicina e de epidemiologia e saúde da população no Albert Einstein College of Medicine, em Nova York. Mas as crianças certamente devem consumir quantidades adequadas da vitamina, disse. "As últimas recomendações dietéticas para as crianças tomarem 600 UI de vitamina D por dia pode mantê-los deficientes em vitamina D", completa Melamed. 
Outras pesquisas têm sugerido uma ligação semelhante. Um estudo de 2010, no Journal of Clinical Investigation mostrou que a vitamina D reduziu a produção de proteínas relacionadas com as alergias do modelos. Outro estudo de 2010 por pesquisadores do Massachusetts General Hospital em Boston, descobriram que os níveis baixos de vitamina D estão associados com um aumento do risco de infecções respiratórias. O novo estudo foi publicado online no volume 17 de fevereiro do Journal of Allergy and Clinical Immunology.

Live Science

22.2.11

A Biomedicina Estética é nossa!

A Biomedicina Estética é nossa!

Presidente da SBBME explica reconhecimento da Biomedicina Estética e dedica a conquista à todos os Biomédicos.
 
"Biomédicos e Biomédicas, podem comemorar. A Biomédicina Estética é nossa".


Com uma dedicatória à classe Biomédica, a presidente da SBBME - Sociedade Brasileira de Biomedicina Estética Dra. Ana Carolina Puga comentou, em entrevista, nesta terça-feira (22.02.2011), o reconhecimento da resolução da Biomedicina Estética em publicação no Diário Oficial da União. Muito emocionada, a dirigente fez questão de agradecer, especialmente, à classe de Biomédicos e estudantes, à diretoria da SBBME, aos Presidentes do CRBMs, Conselheiros do CFBM e à Comissão de análise da Biomedicina Estética, formada por: Dr. David Bichara, Dr. Dacio Campos, Dr. Silvio Secchi e Dra. Ana Carolina Puga.

"Hoje é o dia mais feliz desde que assumi a presidência da SBBME e a liderança do movimento da Biomedicina Estética. Eu diria que é um dos dias mais felizes da minha vida. Ressalto a conquista de todos os colaboradores que estiveram trabalhando em silêncio nos bastidores, mas, se ainda restava alguma dúvida sobre o trabalho sério feito por nós biomédicos, não resta mais. Faço um agradecimento especial à nossa assessoria jurídica representada pelo advogado Dr. Ronny Hosse Gatto. Todos são engajados e apaixonados pela Biomedicina Estética e foram abnegados nessa questão. Todo o trabalho técnico deles deu respaldo ao movimento para trazer essa conquista", afirmou Dra. Ana Carolina Puga.

Sobre a polêmica da Biomedicina Estética gerada pela oposição, de ter sido ou não reconhecida desde o dia 10/10/2010, Dra. Ana Carolina Puga fez um apelo, muito educado, à aqueles que não acreditaram e foram contra desde o início da idéia.

"Sinceramente quero agradecer a todos aqueles que se opuseram firmemente à criação da Biomedicina Estética, ao movimento da Biomedicina Estética, a união estudantil e de toda classe de biomédicos unidos pela criação da área. Vocês representaram obstáculos que nos incentivaram a transposição, dando-nos boa parte da experiência necessária para criar, manter e defender os interesses, demandas e direitos da classe biomédica."

Dra. Ana Carolina Puga ainda revela que: "Pensamos, sim, em homenagear toda a classe biomédica com o 1° Congresso Nacional de Biomedicina Estética ainda para este ano de 2011. Temos que ressaltar e valorizar a diferenciada atuação do biomédico no mercado da Saúde Estética... Vamos pensar na melhor maneira de fazer isso para a Biomedicina".

Saudações Biomédicas!



Dra. Ana Carolina Puga – CRBM: 5589
Presidente da Sociedade Brasileira de Biomedicina Estética - SBBME

21.2.11

As dez anomalias mais raras

As dez anomalias mais raras

A escolha destas anomalias, entre as milhares de doenças raras que existem, não foi arbitrária. O padrão adotado para a escolha foi a predominância do alto grau de estranheza e da escassa frequência da doença.


1 - Síndrome do Homem Lobo (Hipertricose Lanuginosa Congênita)

Frequência:
40-50 casos documentados em todo mundo desde sua descoberta. A incidência natural (sem contar os casos em famílias) estima-se um caso entre 1 a 10 bilhões de habitantes.

Causa: Desconhecida. Pensa-se que é uma mutação e a maioria é de herança familiar e, muito raramente, a mutação dá-se de forma espontânea.

Descrição: As pessoas que padecem da doença ficam completamente cobertas por um longa lanugem (cabelo) exceto nas palmas das mãos e dos pés. O comprimento do cabelo pode chegar a 25 centímetros.

A lanugem é o cabelo fino (como se fosse uma penugem) que aparece nos recém-nascidos e que desaparece normalmente depois do primeiro mês do nascimento. As pessoas que padecem desta forma de doença a lanugem persiste e pode crescer durante toda a vida ou desaparecer com os anos.


2 - Gêmeo Parasita (Fetus in Fetus)

Frequência:
Ao redor de 100 casos documentados em todo mundo.

Causa: É um exacerbo do caso dos siameses. Dois gêmeos não chegam a se separar completamente quando são zigotos e ficam unidos por alguma zona. Um destes gêmeos cresce enquanto o outro se atrofia ficando no interior do gêmeo são e dependendo completamente dele. Desconhece-se por que os gêmeos não se separam corretamente.

Descrição: Quando o feto hospedador consegue sobreviver ao parto, este fica com um inchaço na zona onde se situe o feto parasita. 80% das vezes encontra-se na região abdominal, mas também pode se encontrar no crâneo e até no escroto. Também pode passar desapercebido no princípio. Mais tarde, conforme a pessoa vai crescendo também cresce o feto parasita.

Ao realizar provas de imagem observam-se órgãos em lugares onde não deveriam existir ainda que também podem se ver umas diminutas pernas, braços, dedos, cabelo ou qualquer outro elemento do feto que tenha desenvolvido. Não há dois casos iguais de "fetus in fetus", já que os fetos parasitas podem se situar em zonas muito diferentes do feto hospedador e, por tanto, também será diferente o grau de crescimento e elementos que tenha chegado a desenvolver. Há fetos parasitas muito desenvolvidos e outros que só possuem um número escasso de órgãos.


3 - Rabo Humano (Rabo Vestigial)

Frequência:
Ao redor de 100 casos documentados em todo mundo.

Causa: Não se conhece em profundidade. Acha-se que é produzido pela mutação dos genes encarregados de produzir a morte celular das células que estavam destinadas a formar um rabo.

Descrição: Observa-se a presença de uma rabo na zona final do sacro, no nível do cóccix. O rabo é composto de músculos, vasos sanguíneos, nervos, pele, vértebras e cartilagem.


4 - Síndrome Hutchinson-Gilford

Frequência:
Ao redor de 100 casos documentados. Estima-se que aparece um caso da doença a cada 8 milhões de nascimentos, ainda que poderia ser maior já que muitas vezes não chega a ser diagnosticada.

Causa: Parcialmente conhecida. A maioria dos casos são produzidas por mutações de herança autossômica dominante no gene LMNA. Este gene participa na manutenção da estabilidade nuclear e a organização da cromatina.

Descrição: Os indivíduos com esta síndrome envelhecem muito rapidamente desde a infância. No nascimento têm uma aparência totalmente normal, mas crescem cada vez mais lentamente que as outras crianças e desenvolvem uma expressão facial muito característica. Perdem o cabelo, adquirem rugas e padecem de um dano severo das artérias (arteriosclerose) que causa à morte nos primeiros anos da adolescência.


5 - Síndrome de Proteus

Frequência:
200 casos documentados em todo mundo atualmente. Estima-se que surja um caso por mais de um milhão de nascimentos.
Alguns médicos especialistas defendem que provavelmente seja causado por um gene dominante letal. Outros dizem que se deva a uma recombinação no embrião dando lugar a três tipos de células: Células normais, células de crescimento mínimo e células de crescimento excessivo.

Descrição: Existem uma grande quantidade de malformações cutâneas e subcutâneas, com hiperpigmentação, malformações vasculares e crescimento irregular dos ossos. Produz-se o gigantismo parcial dos membros ou o crescimento excessivo dos dedos enquanto algumas zonas do corpo crescem menos do que deveriam. Tudo isto provoca uma desfiguração extrema da pessoa que costuma ser socialmente estigmatizada. Josep Merrick, o famoso "Homem Elefante", sofria desta síndrome.


6 - Maldição de Ondina (Hipoventilação alveolar primária)

Frequência:
Entre 200-300 casos conhecidos em todo mundo. Por ser causa de morte súbita pensa-se que os casos conhecidos são só a ponta do iceberg e que na realidade 1 bebé a cada 200.000 nasçam com esta anomalia.

Causa: Parcialmente conhecida. A principal causa é uma mutação ou vários do gene PHOX2B, de herança autossômica dominante. Os mecanismos da respiração involuntária não funcionam adequadamente. Ao dormir, os receptores químicos que recebem sinais (baixa de oxigênio ou aumento de dióxido de carbono no sangue) não chegam a transmitir os sinais nervosos necessárias para que se dê a respiração.

Descrição: Nas formas mais leves da maldição de Ondina, o sujeito poderá viver normalmente, mas estará sempre sonolento durante o dia, se cansará facilmente, constante dor de cabeça com aumento do nível de glóbulos vermelhos.

Nas formas mais graves costuma aparecer desde o nascimento, e a maioria de bebês morrem sem que muitas vezes se chegue a saber a causa. No entanto, naquelas pessoas em que a doença piora progressivamente e podem causar a morte de quem dorme, costuma se tratar com ventilação assistida durante a noite.


7 - Fibrodisplasia ossificante progressiva

Frequência:
impossibilita o diagnóstico. Estima-se que surja um caso para cada dois milhões de nascimentos.

Causa: Desconhecida. É uma doença de herança autossômica dominante. Pensa-se que estão implicados vários genes encarregados de sintetizar fatores de crescimento ósseo.

Descrição: Nesta doença dão-se episódios repetidos de inflamação dos tecidos macios e o desenvolvimento de tumores subcutâneos e nos músculos. Estas lesões provocam a formação de osso em lugares onde nunca deveria existir osso, como ligamentos, músculos, tendões, articulações… Os traumatismos também desencadeiam e fazem avançar a ossificação dos tecidos macios. Progressivamente, o indivíduo irá perdendo cada vez mais a mobilidade até que, por impossibilidade de movimento da musculatura encarregada da respiração, morre por asfixia.


8 - Hermafroditismo

Frequência:
Ao redor de 500 casos documentados em todo mundo. Desconhece-se a frequência real na população.

Causa: A pessoa hermafrodita é uma quimera. Produz-se pela fusão de dois zigotos de sexos diferentes. Isto é, primeiro um espermatozóide fecundaría um óvulo e depois outro espermatozóide fecundaría um outro óvulo. Os zigotos formados estariam destinados a serem gêmeos, mas acabam fundindo-se e se tornando um único indivíduo que, geneticamente, é mulher e homem ao mesmo tempo. Desconhece-se por que se produz esta fusão.

Descrição: Os hermafroditas têm tanto tecido ovárico como testicular. Os genitais externos são ambíguos e possuem componentes de ambos sexos. As pessoas hermafroditas podem ter aparência tanto feminina como masculina.


9 - Síndrome de Moebius

Frequência:
Ao redor de 80 casos documentados na Espanha, 200 na Inglaterra e 5 na Argentina.

Causa: Desconhecida. Nem sequer sabe-se se são os nervos, o tronco do encéfalo ou os músculos que são afetados na origem da doença. Existem muitas e variadas hipóteses mas sem provas que as validem.

Descrição: Devido ao não desenvolvimento de nenhum nervo facial, as pessoas que nascem com esta síndrome carecem de expressão facial. Não podem sorrir, nem franzir a testa, etc. Também não podem mover lateralmente os olhos nem controlar a piscada dos olhos. Com frequência são encontrados dormindo com os olhos abertos. Têm grandes dificuldades em soprar, engolir, falar e qualquer atividade na que estejam implicados os músculos da face.


10 - Síndrome Riley-Day, insensibilidade congênita à dor

Frequência:
100 casos documentados nos Estados Unidos. Desconhece-se a frequência em outros locais por não ser facilmente diagnosticado por passar quase sempre despercebida.

Causa: Descoberta recentemente. Deve-se a uma mutação num gene encarregado da síntese de um tipo de canal de sódio que se encontra principalmente em neurônios encarregados de receber e transmitir o estímulo doloroso.

Descrição: São indivíduos totalmente normais no tato e na sensibilidade ao frio, ao calor, pressão e cosquinhas. No entanto, ante qualquer ato que em pessoas normais provocaria dor (como fincar uma agulha) não provoca nenhuma sensação dolorosa. Como consequência disto, costumam morrer mais jovens por traumatismos e lesões ao não sentir nenhum dano. Devem estar sempre sob o cuidado dos olhos quando crianças para que não se machuquem eles mesmos.

Metamorfose Digital

19.2.11

Entrevista sobre o câncer

Entrevista sobre o câncer

Geneticista foi responsável por descoberta revolucionária
Janet Davison Rowley, de 85 anos, é a matriarca da genética do câncer. Sem sua descoberta da década de 1970, de que cromossomos quebrados e translocados eram um fator importante no câncer do sangue, nós provavelmente não teríamos os tratamentos para leucemia que hoje são rotineiros. As conversas ocorreram no início do inverno, em seu escritório na Universidade de Chicago e também em sua casa no Hyde Park, onde ela mora com o marido Donald Rowley, de 62 anos, patologista de pesquisa. Segue uma versão editada e resumida das entrevistas.



A senhora não começou como geneticista, mas como médica. Sua carreira na pesquisa foi acidental?

De forma alguma. No final da década de 1950, trabalhei alguns dias por semana como médica numa clínica do Hospital Cook County, direcionada a crianças com retardo mental. Como tinha crianças pequenas em casa, eu só trabalhava meio período.
Em 1961, a Universidade de Chicago concedeu ao meu marido uma licença de um ano na Inglaterra. Eu precisava de algo para fazer nesse período em que estaríamos lá. Devido ao meu trabalho com crianças retardadas, eu estava interessada em doenças hereditárias. Havia sido recentemente descoberto que a síndrome de Down estava ligada a uma cópia adicional do cromossomo 21. Assim, um amigo conseguiu um encontro com Laszlo Lajtha, hematologista de Oxford. Ele estava conduzindo trabalhos revolucionários com o padrão de replicação de células da medula óssea. Lajtha permitiu que eu frequentasse o laboratório para ampliar seu trabalho à replicação de cromossomos, algo que me interessava, e para aprender mais sobre o emergente campo da citogenética.

Qual era o estado da pesquisa genética em 1961?

A revolução estava longe de acontecer. Havia se passado menos de uma década da descoberta de Watson e Crick. Estávamos apenas começando a ter uma ideia de como era o DNA. Ainda não existiam as ferramentas certas para pintar, cortar, examinar e manipular.
Porém, mesmo com tecnologia limitada, já havia alguns avanços. Um dos mais importantes veio em 1960, quando Peter Nowell e David Hungerford, da Filadélfia, descobriram que um pequeno cromossomo tinha a metade do tamanho normal em muitos pacientes com CML, um tipo de leucemia. Segundo uma convenção da época, isso ficou conhecido como o cromossomo Filadélfia.
Gostei muito de meu trabalho laboratorial com Lajtha. Decidi que, voltando Chicago, eu tentaria encontrar outro trabalho de meio período - mas desta vez em pesquisa.

Como a senhora iria fazer isso, com poucas credenciais de pesquisa?

Bem, eu tinha um artigo conjunto com Lajtha que seria publicado na revista "Nature", sobre a replicação de DNA em cromossomos. Então eu tinha ao menos isso.
O que fiz foi ir até Leon Jacobson, diretor do Hospital Argonne de Pesquisa do Câncer, financiado por uma grande verba da Comissão de Energia Atômica; ele tinha um pote de dinheiro. "Tenho um projeto de pesquisa iniciado na Inglaterra que gostaria de continuar. Eu poderia trabalhar aqui por meio período? Tudo de que preciso é um microscópio e uma sala escura. Ah, e eu posso ter um salário? Preciso ganhar o bastante para pagar uma babá". E ele disse sim para tudo!
Uma vez no hospital, o hematologista Dr. Jacobson às vezes me pedia para examinar as lâminas de seus pacientes de leucemia. No microscópio, enxergávamos cromossomos anormais - uma quantidade grande ou pequena demais num grupo, embora fosse difícil diferenciá-los entre si. A tecnologia ainda não havia chegado lá.

Isso acabou levando à sua importante descoberta de 1972, sobre as translocações cromossômicas?

Sim. Mas eu ainda faria outra viagem à Inglaterra antes que isso acontecesse.
Em 1970, meu marido ganhou outra licença em Oxford. Quando estávamos de saída, apareceu essa nova tecnologia da associação. Com isso, o material genético é pintado com corantes especiais e examinado num microscópio fluorescente. As bandas nos cromossomos se destacam em contraste. Você consegue enxergar diferenças sutis, que podem ser usadas para identificar cromossomos diferentes.
Havia alguém em Oxford que trabalhava ativamente com essa técnica. Eu consegui utilizar o microscópio fluorescente à noite e nos finais de semana, para estudar coisas relacionadas ao meu trabalho. No fim da licença, eu sabia que podíamos aprender mais sobre os cromossomos do que era observado nas lâminas dos pacientes de leucemia.

E foi assim que a senhora descobriu as translocações?

Bem, naquela ocasião era possível usar os padrões das bandas para identificar diferentes cromossomos.
Assim que retornei a Chicago, examinei dois grupos distintos de cromossomos - com tamanhos e formatos similares - de pacientes com leucemia do tipo AML. Os cromossomos 8 e 21 estavam quebrados e possuíam pontas trocadas - a primeira translocação cromossômica reconhecida.
Mais adiante, examinei fotografias de células CML, uma tingida por este processo e outra não. Era possível ver que o cromossomo 9 tinha um pedaço extra nele. Essa era a parte do cromossomo Filadélfia que havia se partido. Ao contrário do que havíamos pensado, o cromossomo Filadélfia não representava uma eliminação de material cromossômico. Tanto o cromossomo Filadélfia quanto o cromossomo 9 haviam sofrido quebras e troca de pontas - era a segunda translocação.

E essa foi uma descoberta revolucionária para a genética, certo?

E para o câncer. Ainda havia muito a descobrir, claro. Por que essa disposição levava à leucemia? Qual a consistência dessas descobertas? Em meu laboratório, em 1977, descobrimos uma terceira tradução específica num tipo raro de leucemia, o APL. Isso mostrou que o que havíamos observado com os outros dois não era uma anomalia. A terceira descoberta me transformou numa fiel. E no final da década de 70 houve o consenso geral: o câncer é uma doença genética.
Algumas vezes se diz que o milagroso remédio Imatinib, que se mostrou tão útil contra CML e outros cânceres, não existiria sem o seu trabalho. Isso é verdade?
É uma afirmação bastante generosa. Mas você teria de passar por muitos passos nesse meio-tempo.
As pessoas me acusam de ser humilde demais. Mas observar cromossomos no microscópio não é engenharia de foguetes. Se eu não tivesse descoberto, outra pessoa descobriria.

A senhora acha que uma carreira como a sua seria possível atualmente?

Não. Eu fazia uma pesquisa direcionada pela observação. Hoje, isso é uma sentença de morte na busca por financiamentos. Atualmente somos tão focados na pesquisa por hipóteses que, fazendo o que eu fiz, seu trabalho seria chamado de "expedição de pesca", algo ruim.
Certo, nós sabíamos sobre o cromossomo Filadélfia, e depois da associação nós tínhamos a tecnologia para definir ganhos e perdas entre os diferentes cromossomos. Mas quando se descobria isso, quais seriam as implicações dos ganhos e perdas? Isso é a "pesca", pois não existia uma hipótese.
Bem, sem nenhum conhecimento, é impossível ter uma hipótese concreta.
Eu continuo dizendo que pescar é bom. Você pesca quando quer saber o que existe ali.

Autora: Claudia Dreifus
UOL - Ciência e Saúde

15.2.11

13 dicas para você parar de fumar

13 dicas para você parar de fumar

Todos sabemos que o cigarro provoca graves enfermidades como impotência (disfunção erétil), vários tipos de cânceres, problemas pulmonares e uma série de complicações para a nossa saúde. Então, porque muitas pessoas continuam fumando?

O fumo é um vício que causa dependência e exige muitas vezes o acompanhamento de profissional para a condução do tratamento. Entretanto, muitas pessoas conseguem se livrar do vício sem contar com a ajuda de nenhuma medicação, apenas baseadas na sua força de vontade. Se você está pensando em parar de fumar sozinho, apresentamos 13 dicas para que você largue para sempre o cigarro e entre de vez para o time dos não-fumantes.


1 – É difícil parar de fumar, tenha consciência disso! Sabemos que não é fácil parar de fumar e você deve saber disso também. Não desista na primeira adversidade, lembre-se: muitos conseguiram e você conseguirá também! Pense nos benefícios de levar uma vida mais saudável.

2 – Antes de parar de fumar, prepare-se, compre gengibre e água. Eles serão muito úteis depois.

3 – Defina um dia para parar de fumar definitivamente. Não deixe para parar “quando der vontade”. Marque um dia e seja rigoroso. Geralmente datas marcantes como Ano Novo e aniversários, por exemplo, são boas ocasiões e servem como estímulo adicional.

4 – Ao se aproximar da data marcada, vá reduzindo gradativamente o número de cigarros por dia.

5 – Avise as pessoas mais próximas e estimule-os a cooperar nessa empreitada. Diga que você está tomando essa atitude pensando no bem estar de todos vocês.

6 – No dia marcado, livre-se dos seus objetos de fumante como carteiras de cigarro, isqueiros e cinzeiros.

7 – Avise seus amigos fumantes de que você parou de fumar e tente ficar longe de “fumadores compulsivos” por um bom tempo. Caso seja impossível ficar longe do cigarro alheio, pense neles, não como inveja, mas como pessoas que estão abreviando suas vidas.

8 – Comemore as datas especiais, como “uma semana sem fumar” ou “um mês sem fumar”, fazendo um brinde ou agradecendo aquelas pessoas que estão lhe ajudando.

9 – Escove os dentes imediatamente após as refeições para reduzir a vontade de fumar

10 – Quando tiver vontade de fumar, masque um pedaço de gengibre ou beba água. Além de reduzir a vontade, ainda são ótimos para a sua saúde.

11 – Antes de dar uma tragada, pense no motivo que está lhe levando a uma recaída. Algumas pessoas sentem os efeitos da síndrome da abstinência (ansiedade, aumento de apetite, dor de cabeça, entre outros) e acabam fumando impulsivamente. Tente pensar duas vezes, antes de ter uma recaída.

12 – Inicie a prática de uma atividade física. O exercício produz a endorfina, substância que proporcina prazer nas atividades físicas. Caminhar diariamente é uma excelente prática de exercícios e não exige muito investimento. Na maioria das vezes, aquele par de tênis velho é o único requisito necessário.

13 – Pergunte ao gerente do seu banco quanto você poupará em 10 anos, se deixar de fumar. Você se surpreenderá com a quantia que irá poupar. Com certeza, será o suficiente para realizar a viagem dos seus sonhos.

Caso mesmo assim você não consiga parar de fumar sozinho(a), não pense duas vezes antes de procurar o auxílio de um especialista.  Existem medicamentos eficientes no mercado que, com a devida orientação médica, podem lhe ajudar a abandonar o cigarro para sempre. Medicamentos recentes, como a terapia de reposição de nicotina, apresentam resultados bem satisfatórios. Aproveite para perguntar ao seu médico quanto você estará ganhando na sua qualidade de vida.

13.2.11

Nascem primeiros bebês por meio da fertilização de contagem cromossômica

Nascem primeiros bebês por meio da fertilização de contagem cromossômica

Procedimento traz esperança a muitos casais que lutam para ter um filho e que já passaram por muitos ciclos de FIV

Após dez anos de tentativa, um casal britânico concebeu os primeiros bebês fecundados a partir de uma nova técnica de fertilização in vitro (FIV), que utiliza a contagem cromossômica para selecionar os melhores embriões.

O procedimento foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido e pode trazer esperança a muitos casais que lutam para ter um filho e que já passaram por muitos ciclos de FIV.

George e Helen Ashton formam o primeiro casal a ter filhos no Reino Unido por meio da técnica chamada microarray CGH. Os pequenos Alex e Louis nasceram em novembro de 2010.

O procedimento permite que os embriões possam ser verificados para o número certo de cromossomos antes da implantação em um tratamento de fertilização in vitro, diminuindo as chances de aborto espontâneo ou síndrome de Down.

A técnica

A estratégia de aplicar microarray CGH, ou hibridação genômica comparativa, a embriões de cinco dias de idade, ou “blastocisto”, foi desenvolvida pelos doutores Dagan Wells e Elpida Fragouli, de Oxford.

“Se um espermatozóide e um óvulo se unem e produzem um embrião com o número errado de cromossomos, o embrião geralmente não consegue estabelecer uma gravidez, levando ao aborto”, explica o doutor Wells, do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia.

Tal como acontece com o tratamento de FIV de rotina, vários óvulos são produzidos e fertilizados. Cinco dias depois, no estágio de blastocisto, um pequeno número de células é retirado do embrião em crescimento e o microarray CGH é usado para verificar se há alterações significativas presentes nos cromossomos. Com efeito, ele examina o DNA embalado em cromossomos das células. Os resultados estão disponíveis 24 horas depois.

Com base nessas informações, é possível se certificar de que os embriões apenas com o número correto de cromossomos serão transferidos na fertilização in vitro, melhorando as taxas de gravidez.

Em um estudo ainda em andamento, doutor Wells e colaboradores revelaram que as taxas de gravidez após o teste do cromossomo foram aumentadas em mais de 50% em um grupo de 200 pacientes norte-americanas em tratamento de fertilização in vitro. Outros estudos pelo grupo da Universidade de Oxford mostraram que o microarray CGH tem uma precisão superior a 95% para a detecção de embriões anormais.

“O método que nós desenvolvemos permite-nos identificar que os embriões têm o número correto de cromossomos. Esses embriões devem ter a melhor chance de produzir um bebê e com o menor chances de abortar ou ter síndrome de Down”, concluiu doutor Wells.

Fonte: isaude.net

10.2.11

Maconha x Psicose

Maconha x Psicose

O consumo de maconha parece estar associado com o início antecipado de doenças psicóticas, de acordo com uma análise de estudos publicados anteriormente em versão online e que aparecerá na edição impressa de junho da revista Archives of General Psychiatry, de acordo com informações da ScienceDaily. 
Mais de 16 milhões de americanos usam maconha regularmente, sendo que a maioria começou a usar esta e outras drogas durante sua adolescência, de acordo o artigo. "Há pouca dúvida sobre a existência de uma associação entre uso de substâncias e doenças psicóticas. Inquéritos nacionais (americanos) sobre saúde mental têm continuamente encontrado o uso de substâncias, especialmente o consumo de cannabis, entre pessoas com o diagnóstico de um transtorno psicótico", escrevem os autores.
Matthew Large e outros três pesquisadores da Universidade de New South Wales e Prince of Wales Hospital, na Austrália, identificaram 83 estudos envolvendo 8.167 participantes que consumiram maconha ou outras substâncias e 14.352 indivíduos que não. Todos os estudos compararam a idade de início de psicose entre os dois grupos.
A análise revelou que as pessoas que consumiram maconha desenvolveram psicose cerca de 2,7 anos antes do que aqueles que não fizeram uso de maconha. Aqueles que usaram algum tipo de substância desenvolveram psicose cerca de dois anos mais jovens, enquanto o uso apenas de álcool não foi associado com a idade de início da psicose.
Segundo os pesquisadores, os resultados atuais corroboram a tese de que o uso da maconha precipita a esquizofrenia e outros transtornos psicóticos, possivelmente através de uma interação entre os distúrbios genéticos e do ambiente, ou interrupção do desenvolvimento cerebral.

Estadão

9.2.11

Vacina contra todas as cepas da gripe

Vacina contra todas as cepas da gripe

Cientistas da Universidade de Oxford, do Reino Unido, constataram a eficácia de uma vacina contra a gripe que poderia funcionar contra todas as variações do vírus. 
A pesquisa é inovadora porque o tratamento, ao contrário dos empregados até agora, ataca diferentes partes do vírus, o que faz com que não seja necessário produzir a cada temporada novas variações da vacina.
Segundo os detalhes adiantados nesta segunda-feira, 7, pelo jornal The Guardian, a equipe dirigida pela doutora Sarah Gilbert, do Jenner Institute da Universidade de Oxford, centrou seu trabalho nas proteínas do interior do vírus da gripe - que são as mesmas em todas as cepas - e não nas da camada externa, que podem sofrer mutações.
"O problema com a gripe é que tem uma grande quantidade de variantes que mudam de maneira constante", manifestou Adrian Hill, diretor do Jenner Institute, que lembrou que quando aparece uma nova cepa à qual os seres humanos não são imunes os cientistas não conseguem produzir a tempo uma vacina eficaz.
Isto é o que ocorreu nos últimos anos com a recente pandemia de gripe A ou a anterior de gripe aviária.
As vacinas tradicionais empregadas atualmente fazem com que o organismo crie anticorpos, mas esta nova vacina dispara o número de linfócitos T ou células T, que são elementos fundamentais do sistema imunológico.
Na pesquisa, 22 voluntários foram infectados com a cepa Wisconsin do vírus da gripe H3N2, isolado desde 2005. Destes, 11 haviam tomado a vacina e outros 11 não.
O resultado foi contundente: a vacina funcionou nas 11 pessoas que a receberam e mostraram um maior nível de ativação dos linfócitos T, responsáveis por combater o vírus.
Os autores da pesquisa destacaram que uma vacina universal economizaria muito tempo e dinheiro, já que o processo de desenvolver uma vacina contra cada gripe significa, pelo menos, quatro meses de trabalho e um investimento milionário.
Além disso, se a variação da gripe for altamente patogênica - como ocorreu em 1918 com a morte de milhões de pessoas - o atraso na obtenção da vacina seria fatal.
"Se empregássemos a mesma vacina de maneira regular, seria como vacinar contra qualquer outra doença, como o tétano. Se transformaria em uma rotina. Não teríamos drásticas mudanças na demanda nem problemas de provisão", manifestou Sarah.
A equipe da doutora Sarah considera que este avanço será especialmente positivo para as pessoas mais velhas. 

EFE

3.2.11

Controverso, teste genético pelo correio chega ao Brasil

Controverso, teste genético pelo correio chega ao Brasil

Muito comum nos Estados Unidos, o teste que vasculha o DNA em busca de doenças genéticas acaba de chegar ao Brasil. Por R$ 4.990, um laboratório de Minas Gerais promete identificar os riscos de desenvolver 46 moléstias. De Alzheimer à obesidade.
O exame é controverso e condenado por alguns especialistas. Eles dizem que, atualmente, pouco adianta saber se um indivíduo tem 3% ou 4% a mais de chances de desenvolver uma doença.
O diretor da clínica, Sérgio Pena, médico-geneticista da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e um dos pioneiros do exame de paternidade por DNA do Brasil, defende a análise.
Para ele, quando uma pessoa identifica que tem um risco maior de ter uma doença, como diabetes, pode mudar seu estilo de vida e, assim, minimizar as chances de efetivamente desenvolvê-la. 

Editoria de Arte/Folhapress

"Em casos como os de câncer de mama, por exemplo, seria possível intensificar as consultas com o médico e fazer exames com mais regularidade", disse à Folha.
O kit de coleta é enviado para a casa do paciente, que recolhe células da boca e as envia para o laboratório.
Ao invés de mapear todo o genoma, o teste busca variações específicas no DNA, os SNP's (pronuncia-se "snip"). A partir delas, calcula-se o "perigo".
"Todo o processo tem o acompanhamento de um médico", diz Pena.
Ao final do processo, o paciente tem direito a uma consulta com um geneticista. Se não puder comparecer, ela pode ser feita por e-mail.
Uma pesquisa com 2.037 pessoas que se submeteram a esse tipo de teste, publicada no "New England Journal of Medicine", indica que não houve mudanças significativas nos hábitos alimentares ou na prática de exercícios desses indivíduos. Ou seja, não adiantou muita coisa.
O estudo também apontou que alguns laboratórios deram até diagnósticos conflitantes para as mesmas amostras de DNA.
"Sou contra esse tipo de teste para quem não tem casos de doenças genéticas graves na família" afirma Mayana Zatz, geneticista que comanda o maior laboratório de genética da América Latina, o Centro de Estudos do Genoma Humano da USP. "Com certeza, é um prato cheio para os hipocondríacos", avalia a cientista.

Giuliana Miranda
Folha de São Paulo

2.2.11

O que é Hipertensão?

O que é Hipertensão?

O coração é a “bomba” responsável por fazer o sangue circular por todo o nosso corpo. A força com a qual esse potente órgão bombeia o sangue através dos vasos é chamada de pressão arterial. Ela é determinada pelo volume de sangue que sai do coração e a resistência que ele encontra para circular pelos vasos. A pressão considerada normal é aquela que, na média, é igual ou inferior a 12 por 8, ou seja, máxima em 120 milímetros e mínima em 80 milímetros de mercúrio (mmHg).


A hipertensão arterial acontece quando os valores das pressões máxima e mínima são iguais ou ultrapassam os 140/90 mmHg (ou 14 por 9). Valores entre 12 por 8 e 14 por 9 são considerados limítrofes, ou pré-hipertensão, e podem merecer tratamento em alguns casos, conforme recomendação médica. As pessoas que têm maior risco de se tornarem hipertensas são aquelas que não têm hábitos alimentares saudáveis, ingerem muito sal, não fazem atividades físicas, exageram no consumo do álcool, são diabéticas ou têm familiares hipertensos. Após os 55 anos, mesmo as pessoas com pressão arterial normal têm 50% de chance de desenvolver a hipertensão.

Ter pressão alta aumenta as chances de ocorrência de infarto do coração, acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca e renal, impotência sexual, além de outras complicações que alteraram significantemente a qualidade de vida.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, quem é hipertenso e não faz o controle adequado pode ter uma redução na expectativa de vida de até 16 anos e seis meses. Um estilo de vida saudável, com atividade física regular, controle do peso, alimentação equilibrada, medições de uso constante, segundo prescrição, e acompanhamento médico periódico são importantíssimos para que a pressão arterial esteja sempre controlada.


Prevenção e tratamento

Quem tem parentes hipertensos, está acima do peso, tem mais de 40 anos de idade, é portador de diabetes ou de outros fatores de risco para as doenças cardiovasculares (como colesterol elevado, tabagismo, estresse) deve verificar a pressão regularmente e fazer a prevenção da doença, pois tem maior risco de se tornar hipertenso.

Quem já é hipertenso (pressão igual ou acima de 14 por 9) ou tem a pressão arterial limítrofe (acima de 12 por 8 e inferior a 14 por 9) deve fazer controle médico periódico e seguir as orientações dadas por aquele profissional. Para prevenir e controlar a hipertensão, é importante fazer atividades físicas regulares (de pelo menos 30 minutos ao dia, 3 ou mais vezes por semana), reduzir o consumo de sal da alimentação (não use o saleiro, evite alimentos prontos e industrializados, utilize outros temperos), manter o peso adequado (reduzir o peso se tiver sobrepeso ou obesidade), controlar o estresse (sono adequado, controle da ansiedade e depressão, relaxamento) e, se necessário, utilizar medicamentos prescritos pelo médico de forma constante.

A maioria dos hipertensos, mesmo com hábitos saudáveis, precisa utilizar medicamentos. Os princípios ativos mais modernos não causam efeitos colaterais importantes e protegem os órgãos vitais (coração, cérebro, rins, olhos e artérias) dos riscos da hipertensão.

Níveis de pressão arterial

A pressão arterial é verificada através de aparelhos como o tensiômetro ou esfigmomanômetro e pode ter uma variação relativamente grande sem sair dos níveis de normalidade. Para algumas pessoas ter uma pressão abaixo de 12/8, como, por exemplo, 10/6, é normal. Já valores iguais ou superiores a 14 (máxima) e/ou 9 (mínima) são considerados como hipertensão para todo mundo. Verifique a sua pressão e compare com a tabela abaixo:


Dez mandamentos para prevenção e controle da pressão alta

01 - Verifique a pressão pelo menos uma vez por ano.

02 - Pratique atividades físicas todos os dias.

03 - Mantenha o peso ideal, evite a obesidade.

04 - Adote alimentação saudável: pouco sal, sem frituras e mais frutas, verduras e legumes.

05 - Reduza o consumo de álcool. Se possível , não beba.

06 - Abandone o cigarro.

07 - Nunca pare o tratamento, é para a vida toda

08 - Siga as orientações do seu médico ou profissional da saúde.

09 - Evite o estresse. Tenha tempo para a família, os amigos e o lazer.

10 - Ame e seja amado.

Fonte: Sociedade Brasileira de Cardiologia