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Redação e publicação científica

Por Prof. Dr. Gilson Volpato
www.gilsonvolpato.com.br
Nos últimos 10 anos, a pressão por publicação sobre os cientistas aumentou muito. Isso foi intensificado pela globalização e, mais ainda, pelos meios de comunicação que favoreceram essa globalização de forma brutal. Com isso, critérios internacionais de qualidade científica passaram a entrar em nosso meio, causando problemas para algumas áreas.
Nesse quadro, muitos pesquisadores ficam atordoados e correram desesperadamente para aumentar suas publicações. Isso não é fácil, todos sabemos. Mas o pior é que os critérios internacionais de qualidade científica requerem das pessoas alto nível científico, além de alta penetração na ciência internacional, o que complica mais ainda. As inovações que ocorrem na ciência internacional são acompanhadas aqui no Brasil com uma defasagem de alguns anos, em alguns casos três, em outros até cinco anos ou pouco mais. Enquanto muitos estão atualmente buscando revistas e bom fator de impacto, a temática lá fora já mudou e está começando a chegar aqui no Brasil. Hoje a temática é avaliar o número de citações que os trabalhos recebem no cenário internacional. Mas, preparar-se para essas mudanças e critérios requer do pesquisador aprofundamentos e qualidades que não se aprende em um ou dois anos. Trata-se de um ensino que deve ser feito gradativamente, desde a graduação, requerendo um aperfeiçoamento constante. Infelizmente, ainda não estamos preparados enquanto comunidade científica na área de aquicultura, salvando as louváveis exceções.
Considerando a problemática exposta acima, acho que minha contribuição vem na possibilidade de eu fornecer, por este veículo, informações importantes para o aprimoramento dos nossos pesquisadores (professores ou alunos) na área da Redação e Publicação Científica. Tenho feito isso de forma intensa por todo o Brasil, procurando elucidar e dar dicas simples, mas altamente eficazes, que mudam completamente o panorama de um artigo, tornando-o mais fácil de ser aceito e, quem sabe, citado pela comunidade científica de todo o mundo. Farei essa tentativa buscando discutir tópicos específicos da preparação de um manuscrito, por exemplo. Como constatou o Dr. Wagner Valenti ao conversar anos atrás com editores de periódicos científicos de incontestável penetração internacional, o principal motivo da negação de manuscritos de brasileiros nesses periódicos é a falta de um estilo apropriado, sendo esses editores unânimes em apontar que o problema não era o “inglês”.
Além dessas questões formais de montagem de um manuscrito, precisamos pensar a Aquicultura brasileira como um todo, procurando citar bons artigos de brasileiros em nossas publicações internacionais. Infelizmente, isso ainda está muito tímido, mas certamente ajudaria nos impor mais ainda no cenário internacional. Estarei me dedicando para produzir textos agradáveis e de fácil entendimento, porém que tratam exclusivamente das questões cruciais da Redação e Publicação Científica. Espero ser bem sucedido e que este meu esforço traga bons frutos.

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