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Testosterona

A testosterona é um hormônio esteróide, ou seja, que têm como precursor comum uma molécula de colesterol e é produzido tanto nos homens quanto nas mulheres.
A produção diária do hormônio testosterona nos homens é de 20 a 30 vezes maior em comparação com a produção das mulheres, mas apesar da menor quantidade, a testosterona na mulher tem efeitos importantes na parte física e mental feminina.
Nos homens o hormônio testosterona é produzido pelos testículos após estímulo do hormônio luteinizante (LH), hormônio que é liberado por um glândula situada na base do cérebro, chamada de hipófise. Nos indivíduos do sexo feminino, a testosterona é produzido pelos ovários, também pelo estímulo do LH, e, em pequena quantidade, em ambos os sexos, também pelas glândulas supra-renais.

Deficiência

A deficiência do hormônio testosterona tanto em homens quanto em mulheres pode ter consequências sérias tanto físicas como mentais, prejudicando a saúde do indivíduo. Os sinais e sintomas variam dependendo da etapa da vida na qual a deficiência de testosterona ocorre.
No homem a deficiência de testosterona ocasiona dificuldade de ereção, perda da libido, dificuldade de concentração, memória ruim, perda do interesse em atividades antes prazerosas, diminuição do contato social, ondas de calor, náusea, palpitações, cansaço (fadiga), diminuição da flexibilidade, diminuição da massa óssea, perda muscular, fragilidade, distúrbio do sono, depressão e irritabilidade.
Na mulher a deficiência do hormônio testosterona ocasiona diminuição da libido, diminuição da produção de fatores de liberação de feromônios (liberados pelas glândulas sebáceas), que têm como função atrair o sexo oposto, diminuição do metabolismo da quebra de gorduras, perda da massa muscular e principalmente diminuição da energia mental e assertividade.
A diminuição do hormônio testosterona ocorre principalmente com o aumento da idade em ambos os sexos, mas apesar de sua diminuição ser mais conhecida em homens, é na mulher que a testosterona diminui de forma mais rápida. O nível do hormônio testosterona em uma mulher de 40 anos é usualmente metade da dosagem quando comparado a uma mulher de 21 anos de idade.
A reposição do hormônio testosterona somente deve ser feita após análise médica clínica e laboratorial, pois existem vários fatores individuais que interferem na própria produção de testosterona, por exemplo, a própria atividade física quando realizada de maneira intensa e o estresse podem diminuir a nossa própria testosterona endógena, por inibir a secreção do LH. A pílula anticoncepcional nas mulheres, por exemplo, produz o aumento das proteínas ligadoras de hormônios sexuais, que quando em excesso não deixam a testosterona livre agir de maneira eficiente.
Em resumo, a reposição de testosterona se faz necessária para reverter os sinais e sintomas que ocorrem com a sua deficiência. Fatores como o aumento da idade, estresse, pílula anticoncepcional, entre outros fatores, devem ser avaliados como possíveis causas de sua deficiência. A testosterona pode ser administrada de várias maneiras, como via oral, transdérmica e intramuscular, cabe ao médico com experiência em tratamento hormônal do envelhecimento, determinar quando e como tratar.

Dr. Rafael Higashi é médico neurologista e atua na área de neurologia e envelhecimento. Trabalha na Clínica Higashi e Centro Médico Athenas.

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