Metodologia

Métodos laboratoriais para diagnóstico de Lúpus Eritematoso Sistêmico

O sistema imunológico é formado por um conjunto de células espalhadas por nosso corpo e nosso sangue, cuja principal função é de nos proteger contra infecções e tumores. Na realidade, há um complexo sistema de comunicação entre essas células, exigindo um rigoroso controle no seu funcionamento em pessoas normais, de forma que o sistema imunológico aja na defesa do organismo contra invasão por bactérias, vírus, fungos ou qualquer outra infecção ou infestação. Nos pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), há um descontrole do sistema imunológico e algumas dessas células passam a produzir auto-anticorpos.
O LES é considerado uma doença inflamatória crônica, de natureza auto-imune, de causa desconhecida e multissistêmica, caracterizada pela presença de diversos auto-anticorpos que pode afetar múltiplos sistemas orgânicos. A doença é considerada rara, incidindo, mais frequentemente em mulheres em fase reprodutiva, podendo ocorrer em todas as raças e em todas as partes do mundo. Evolui com manifestações clínicas polimórficas, com períodos de exacerbações e remissões.
Apresenta diversas manifestações clínicas e uma delas é o envolvimento renal que possui causa significativa de morbidade e mortalidade devido à possibilidade de progressão para insuficiência renal e a complicações relacionadas ao tratamento, podendo muitas vezes induzir o paciente ao óbito.
De etiologia não totalmente esclarecida, o desenvolvimento da doença está ligado à predisposição genética, fatores ambientais, como luz ultravioleta, alguns medicamentos e alterações nos hábitos de vida parecem contribuir para elevar os índices do LES.
O diagnóstico fundamenta-se na presença de pelos menos quatro dos onze critérios propostos pelo American College of Rheumatology em 1982, e revisados em 1997. Os critérios constituem-se em eritema malar, lesão discóide, fotossensibilidade, eritema malar, úlceras orais e nasais, artrite, serosite, comprometimento renal, alterações hematológicas, imunológicas, neurológicas e a presença de anticorpos anti-nucleares.
Portanto, torna-se de suma importância o conhecimento do perfil clínico laboratorial dos pacientes com diagnóstico de LES. Dessa forma não devem ser poupados esforços para se alcançar um diagnóstico de qualidade evitando erros que possam ter consequências desastrosas ao paciente portador de LES.


Anielle Tomie Vale Suzuki, formada em biomedicina pela Universidade Paulista - UNIP, pós graduada em Análises Clínicas.

Artigo por: Raphael Gonçalves Nicésio

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