Metodologia

Bico de Bunsen

Robert Bunsen fez um trabalho pioneiro na química orgânica e espectrometria e ficou famoso por ajudar a aperfeiçoar um queimador de gás de laboratório, inventado por Michael Faraday, mas que levou o seu nome (Bico de Bunsen) e até hoje é um equipamento essencial em laboratórios.

Bunsen foi um extraordinário químico experimentalista e famoso professor universitário. Em 1830 quase perdeu a vida enquanto realizava experiências usando compostos de arsênico, uma explosão causou-lhe a perda da visão de um olho e quase o matou por envenenamento. Ele inventou muitas ferramentas de laboratório, incluindo uma mancha de graxa-fotômetra, uma bateria galvânica e um calorímetro de gelo e, com Gustav Robert Kirchhoff, passou a estudar o espetro da emissão de elementos aquecidos, o que levou a descoberta dos elementos césio e rubídio.

O bico de Bunsen é utilizado no laboratório como fonte de calor para diversas finalidades, como aquecimento de soluções, estiramento, preparo de peças de vidro, entre outros. Possui como combustível normalmente G.L.P (butano e propano) e como comburente o oxigênio do ar atmosférico que, em proporção otimizada, permite obter uma chama de alto poder energético.


É constituído de uma base e dois tubos (um vertical e outro horizontal). Pelo tubo horizontal entra o combustível que se desloca até o vertical, em cuja extremidade se instala a chama, que é regulada através de um pequeno cilindro superposto ao tubo vertical, com orifícios que graduam a entrada de ar. A chama tem três zonas: duas internas, mais frias, formadas por um gás que não entrou em plena combustão e a última, que é a zona oxidante da chama.

Tipos de chamas 


Estado 1: chama menos aquecida, de cor amarelo-avermelhada, que possui uma maior área;
Estado 2: chama de menor área e coloração vermelha;
Estado 3: chama roxa tendendo para o azul, indicando uma chama mais aquecida;
Estado 4: chama com menor área, portanto maior energia e mais quente.

Artigo por: Raphael Gonçalves Nicésio

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