26.4.11

Meio IAL / Rugai

Após o isolamento das enterobactérias em placa de Petri, realiza-se a sua identificação através de provas bioquímicas, seguidas ou não de provas sorológicas. A série bioquímica é composta de doze provas analíticas, das quais algumas podem ser feitas em conjunto num único tubo de ensaio, e outras devem ser feitas separadamente. Essas provas verificam basicamente a presença de determinadas enzimas, emissão de gás e motilidade. A partir da comparação dos resultados de todas as provas, verifica-se o gênero bacteriano analisado.

O meio IAL / Rugai foi elaborado para triagem de enterobactérias e consiste de nove provas em apenas um tubo de ensaio: indol (tampa), fermentação da sacarose, fermentação da glicose, produção de gás, fenilalanina, uréia, H₂S, lisina e motilidade. Baseado nestas provas é possível identificar as seguintes bactérias:

- E. coli
- Shigella
- Enterobacter
- Klebsiella
- Providencia spp.
- Morganella morganii
- Proteus
- Salmonella
- Citrobacter
- Serratia
- Vibrio
- Não fermentadoras


Inoculação: com o auxílio de um fio de platina, coletar a amostra da colônia a ser pesquisada e inocular através de picada até o fundo do tubo, realizando estrias na superfície do meio de Rugai. Incubar em estufa a 37°C por 24 horas.

O meio IAL tem a vantagem de ser prático para inoculação e de baixo custo. Sua desvantagem é a dificuldade de interpretação de tantas provas, exigindo muita experiência prévia com o meio. Este meio identifica os principais gêneros de enterobactérias, indicando a presença de bactérias não fermentadoras e Vibrios. Para caracterizar corretamente as espécies de Enterobacter, gênero Serratia, gênero e espécies de Pseudomonas há necessidade de realizar provas complementares.

Pelas limitações do poder discriminatório de gêneros e espécies de enterobactérias não se recomenda este meio como única opção na identificação de bactérias envolvidas em infecções hospitalares. Uma alternativa seria utilizar os resultados obtidos do meio IAL como triagem e adicionar os testes complementares, como Citrato e a fermentação da lactose verificada no crescimento em ágar Mac Conkey.

TABELA DE INTERPRETAÇÃO DAS PROVAS

Fonte: ANVISA

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