Oncologia

Combate ao mieloma

Estudo dos genes é essencial.
O mieloma é um câncer que se desenvolve na medula óssea, devido ao crescimento descontrolado de células plasmáticas. Para entender um pouco melhor o que causaria o desenvolvimento da doença, cientistas mapearam o código genético de 38 pessoas com mieloma múltiplo e acabaram descobrindo genes que podem contribuir com a causa do problema. Estudar a os genes de tantas pessoas com câncer ajudou os pesquisadores a ter uma compreensão melhor sobre a doença e pode ajudar a indústria farmacêutica a criar droga mais competentes para combatê-la.
“Se compararmos o genoma do tumor ao genoma normal, isso nos dá boas pistas sobre o que faz uma célula sadia se transformar em uma célula cancerígena”, disse um dos líderes do estudo, Todd Golub. Ele disse que as descobertas revelam muitos caminhos para futuros tratamentos, incluindo diversos genes que nunca haviam sido ligados ao câncer. “Nós temos um número grande de exemplos de genes que nunca desconfiamos ter influência, mas que, na verdade, são importantes. Isto muda a direção dos estudos deste campo para lugares que nunca antecipamos”.
Os resultados sugeriram que 4% dos pacientes com mieloma múltiplo tem mutações no gene BRAF, a mesma mutação descoberta em pessoas que desenvolveram o câncer de pele melanoma. Estes pacientes tem uma resposta positiva a uma droga experimental desenvolvida pelo laboratório Roche e uma chamada Plexxikon, da empresa farmacêutica Daiichi Sankyo. Espera-se que estes medicamentos podem ajudar os pacientes com mieloma. “A próxima etapa será explorar esta hipótese em testes clínicos”, afirma Golub.
A Fundação de Pesquisas em Mieloma Múltiplo, dos EUA, saudou o estudo como “um passo a frente” nos esforços para o tratamento deste tipo de câncer que começa nas células do tutano do osso. Golub dá os créditos à nova tecnologia de sequenciamento genético que não era possível há cinco anos. “É um avanço muito positivo que vai proporcionar ao campo enxergar muitas coisas que antes não seriam possíveis imaginar”, disse ele. “Daqui a cinco anos, nós teremos mapeado todo o cenário dos cânceres comuns aos seres humanos”.
 
Reuters

Artigo por: Raphael Gonçalves Nicésio

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