13 fevereiro, 2011

Nascem primeiros bebês por meio da fertilização de contagem cromossômica

Procedimento traz esperança a muitos casais que lutam para ter um filho e que já passaram por muitos ciclos de FIV

Após dez anos de tentativa, um casal britânico concebeu os primeiros bebês fecundados a partir de uma nova técnica de fertilização in vitro (FIV), que utiliza a contagem cromossômica para selecionar os melhores embriões.

O procedimento foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido e pode trazer esperança a muitos casais que lutam para ter um filho e que já passaram por muitos ciclos de FIV.

George e Helen Ashton formam o primeiro casal a ter filhos no Reino Unido por meio da técnica chamada microarray CGH. Os pequenos Alex e Louis nasceram em novembro de 2010.

O procedimento permite que os embriões possam ser verificados para o número certo de cromossomos antes da implantação em um tratamento de fertilização in vitro, diminuindo as chances de aborto espontâneo ou síndrome de Down.

A técnica

A estratégia de aplicar microarray CGH, ou hibridação genômica comparativa, a embriões de cinco dias de idade, ou “blastocisto”, foi desenvolvida pelos doutores Dagan Wells e Elpida Fragouli, de Oxford.

“Se um espermatozóide e um óvulo se unem e produzem um embrião com o número errado de cromossomos, o embrião geralmente não consegue estabelecer uma gravidez, levando ao aborto”, explica o doutor Wells, do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia.

Tal como acontece com o tratamento de FIV de rotina, vários óvulos são produzidos e fertilizados. Cinco dias depois, no estágio de blastocisto, um pequeno número de células é retirado do embrião em crescimento e o microarray CGH é usado para verificar se há alterações significativas presentes nos cromossomos. Com efeito, ele examina o DNA embalado em cromossomos das células. Os resultados estão disponíveis 24 horas depois.

Com base nessas informações, é possível se certificar de que os embriões apenas com o número correto de cromossomos serão transferidos na fertilização in vitro, melhorando as taxas de gravidez.

Em um estudo ainda em andamento, doutor Wells e colaboradores revelaram que as taxas de gravidez após o teste do cromossomo foram aumentadas em mais de 50% em um grupo de 200 pacientes norte-americanas em tratamento de fertilização in vitro. Outros estudos pelo grupo da Universidade de Oxford mostraram que o microarray CGH tem uma precisão superior a 95% para a detecção de embriões anormais.

“O método que nós desenvolvemos permite-nos identificar que os embriões têm o número correto de cromossomos. Esses embriões devem ter a melhor chance de produzir um bebê e com o menor chances de abortar ou ter síndrome de Down”, concluiu doutor Wells.

Fonte: isaude.net

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