Genética

Plasmídeos


Os plasmídeos, atualmente utilizados na tecnologia do DNA recombinante, sofreram uma enorme manipulação laboratorial de forma a incluírem genes úteis no isolamento e análise de DNA recombinado. Estes plasmídeos são, por vezes, formados a partir de fragmentos de DNA isolados de plasmídeos da bactéria Escherichia coli e da levedura Saccharomyces cerevisiae.
Entre os genes presentes nos plasmídeos recombinados contam-se:

1. Genes que dão início à replicação. Devido à sua dupla origem, estes plasmídeos possuem genes que permitem a sua replicação quer em E. coli, quer em S. cerevisae.
SOLOMON et al. Biology (adaptado).

2. Uma ou mais zonas de restrição, para que possam ser utilizadas enzimas de restrição específicas. Na figura, as letras fora do círculo indicam locais nos quais essas enzimas de restrição específicas podem atuar.

3. Alguns genes que permitem que os investigadores selecionem os organismos que são portadores destes plasmídeos. Estes genes permitem que as células geneticamente modificadas cresçam em condições ambientais específicas que tornariam impossível o crescimento de células não manipuladas. Por exemplo, uma célula transformada pode conter um plasmídeo que possui um gene que lhe confere resistência ao antibiótico tetraciclina. Assim, as células portadoras de plasmídeos recombinantes podem crescer num meio com tetraciclina, enquanto que as células não manipuladas morrem nesse meio. Além disso, estão presentes genes (URA-3), com origem na levedura, que permitem o crescimento das células portadoras do plasmídeo em meios pobres em uracilo.
 
O DNA recombinante pode também ser introduzido em células eucarióticas. Têm sido utilizados vírus como vetores em células de mamíferos. Estes vírus são tratados de forma a não produzirem infecção nas células, limitando-se a incorporar o DNA que transportam no DNA da célula hospedeira.


Artigo por: Raphael Gonçalves Nicésio

Os artigos do blog são destinados a estudantes, profissionais e pessoas que se interessam pela biomedicina e demais áreas da saúde. O conteúdo não visa substituir as orientações de um médico, portanto não deve ser utilizado para autodiagnóstico ou automedicação.

Licença Creative Commons
Esta publicação está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional. Não é permitido duplicar, copiar ou reproduzir qualquer parte sem autorização prévia.

1 comentários:

  1. Olá amigos, deixo aqui a minha dica:

    A Rede de Popularização da Ciência e da Tecnologia da América Latina e do Caribe (Red-POP) recebe até 15 de novembro, propostas de trabalho para a 12ª Reunião Bienal que acontece no Brasil, organizada pelo Museu Exploratório de Ciências (MC), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), de 29 de maio a 2 de junho de 2011.

    Com o tema “A profissionalização do trabalho de divulgação científica”, o encontro aceitará tanto trabalhos de pesquisa, de caráter acadêmico, quanto de profissionais da área, interessados em relatar suas experiências. Cinco eixos temáticos vão nortear a 12ª Reunião: Educação não-formal em ciências; Jornalismo científico; Programas e materiais para museus de ciências: materiais e práticas concretas; Museografia e museologia científica; Público, impacto e avaliação dos programas.

    ResponderExcluir

2007-2016. Biomedicina Brasil. Tecnologia do Blogger.