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Leucemia Mielóide Crônica

Doença Mieloproliferativa
- ESPLENOMEGALIA
- LEUCOCITOSE

Diagnóstico
- MIELOGRAMA
- EXAMES DE ROTINA

Principais Evidências
- PRESENÇA DO GENE BCR-ABL
- CROMOSSOMO PHILADELPHIA t(9;22)
 
Formas Clínicas
- FORMA CRÔNICA
- FORMA ACELERADA
- FORMA TERMINAL (BLÁSTICA)

Tratamento
- QUIMIOTERAPIA
- ALFA-INTERFERON
- TX-MEDULA ÓSSEA (CURATIVO)

Caso clínico
Paciente de 63 anos, safenectomizado há 3 anos, após episódio de infarto agudo do miocárdio,  fez consultas de acompanhamento periódicas com o cardiologista. Nos últimos 2 meses sentiu muita fadiga, canseira com pequenos esforços e dor pré-cordial do tipo anginosa. Realizou todos os exames cardiológicos, que se mostraram normais. Porém, o exame hematológico mostrou hemoglobina de 11 mg/dL e leucocitose de 35.000/mm³. Dentre os leucócitos, houve um aumento de neutrófilos, bastonetes, metamielócitos, eosinófilos e basófilos. A contagem de plaquetas foi de 450.000/mm³.
Diante do quadro, o cardiologista suspeitou de leucemia mielóide crônica e o encaminhou ao hematologista. Este, realizou um exame de biópsia da medula óssea (mielograma), que indicou hipercelularidade com granulócitos em diferentes estágios de maturação (bastonetes, metamielócitos, mielócitos, promielócitos e mieloblastos), aumento de eosinófios e basófilos. O exame citogenético detectou o cromossomo Philadélfia. Diante do quadro fechou-se o diagnóstico de leucemia mielóide crônica.


Fonte: BENNETT, J.C.; PLUM, F. Cecil: tratado de medicina interna.

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