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Bioterrorismo

Define-se por bioterrorismo o uso de agentes biológicos para promover instabilidades econômicas, sociais, e ambientais. A utilização desses agentes em massa pode comprometer uma determinada população, já que alguns microorganismos tem em sua constituição substâncias tóxicas que causam danos aos organismos que entram em contato com estes.
O desenvolvimento, a produção e o uso de armas biológicas e químicas está proibido por definições de países membros da Organização Mundial de Saúde através de tratados internacionais, dentre os quais se destacam o Protocolo de Genebra de 1925, a Convenção sobre Armas Biológicas e Toxinas de 1972 e a Convenção sobre Armas Químicas de 1993.
Nos Estados Unidos a preocupação com a segurança nacional contra ataques biológicos levou a promulgação da Lei contra o Bioterrorismo, no ano de 2002. Atualmente, países das Américas Central e do Sul tem fortalecido sua capacidade de enfrentar situações de emergência e desastres com a ajuda do governo.

Bacillus anthracis
Ações bioterroristas

Os ataques biológicos são relatados desde a antiguidade. Na busca da conquista de territórios ou em defesa de ideologias, o ser humano descobriu um instrumento, que ao contaminar o ar, a água e os alimentos, pode ser capaz de dizimar populações.


Era Neolítica: Há relatos de que indígenas sul-americanos usavam nas flechas envenenadas para combate curare e toxinas derivadas de anfíbios.

1754 - América: Durante o combate, o comandante das forças britânicas da América do Norte, Sir Jeffrey Amherst, sugeriu o uso deliberado da varíola para reduzir as tribos americanas hostis. Após a contaminação dos nativos, a ação foi seguida por uma epidemia de varíola entre as tribos indígenas do Vale do Rio Ohio.
1914 - 1º Guerra Mundial: Evidências sugerem que a Alemanha desenvolveu um ambicioso programa de guerra biológica durante esse período, incluindo operações secretas com o intuito de infectar estoques de alimentos e contaminar animais a serem exportados para as forças inimigas. Bacillus anthracis e Pseudomonas mallei, agentes etiológicos do Carbúnculo e Mormo foram usados para infectar ovelhas romenas exportadas para a Rússia e estoques argentinos a serem exportados aos aliados, resultando na morte de 200 mulas entre 1917 e 1918.
1996 - Iraque: A Comissão Especial da ONU no Iraque (UNSCOM) descobre e destrói as instalações de pesquisa e produção de armas biológicas iraquianas, que incluíam experimentos em Bacillus anthracis, rotavírus, aflatoxina e toxina botulínica.



Eficácia duvidosa

Míssil encontrado em base iraquiana.
Revelações de que o Iraque possuía armamentos de agentes infecciosos, a descoberta de que a seita japonesa Aum Shinrikyo possuía um programa de desenvolvimento de armas biológicas, o baixo custo aliado ao mínimo conhecimento científico requerido para a produção destas armas e a tendência dos terroristas em partir para novas áreas de violência quando as atuais não atendem mais seus interesses, gera preocupação na população em geral.
Apesar do pânico que o bioterrorismo causa com os ataques provenientes de artifícios biológicos, esta ainda não é uma forma eficaz de atacar o ser humano. Isso acontece porque os indivíduos que manipulam esses agentes, seja por descuido ou falta de conhecimento, não levam em conta que muitos dos microorganismos têm baixo poder de disseminação quando liberados em áreas muito extensas. Talvez, com o aperfeiçoamento da forma de produção e desenvolvimento, essa possa ser a arma do futuro, já que ainda não houve um número significativo de vítimas humanas com os ataques realizados.


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