Saúde Pública

Uso intenso de eletrônicos: pane no “sistema” cérebro

Somos “malabaristas” de eletrônicos. Em uma manobra “quase” perfeita, adolescentes usam três ou quatro deles ao mesmo tempo. O “quase” aparece porque nossa concentração é prejudicada pelo fluxo intenso de informações e, segundo cientistas, mudará a maneira como pensamos.
Os chamados ‘gadgets’, provocam um estímulo que causa excitação e liberação de dopamina, que vicia. Na ausência, vem o tédio. Já reparou naquelas pessoas que mesmo em uma refeição com uma única companhia não largam do celular? – Essa pode ser a explicação.
Há rumores a respeito de que realizar várias tarefas ao mesmo tempo aumenta a produtividade, mas pesquisas sempre mostram o contrário. A concentração é prejudicada e fica complicado descartar informações irrelevantes. E mesmo depois que a pessoa se desliga, o pensamento fragmentado continua.
A conclusão de pesquisadores de Stanford é de que a dificuldade de se concentrar só no que interessa mostra um conflito cerebral, que está presente nas novas gerações. Vem da nossa evolução.

Como funciona

Uma parte do cérebro age para controle das atividades – ajuda a pessoa a se concentrar no que é prioridade. Outra parte mais primitiva, como a que processa o som por exemplo, quer que você preste atenção às novas informações. O conflito é gerado na parte de controle.
Antes, nossa atenção era automaticamente voltada para o mais importante a fazer. Com essa confusão, o barulhinho de que chegou um novo e-mail passa por cima de objetivos prioritários. A boa notícia é que o cérebro se adapta.
Pesquisas mostram que usuários de internet têm mais atividade cerebral do que quem não utiliza o meio – eles estão ganhando novos circuitos de neurônios.

E você, usa quantos aparelhos ao mesmo tempo?

Blog da Saúde

Artigo por: Raphael Gonçalves Nicésio

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